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quinta-feira, 9 de maio de 2013

















AMOR INVASOR

Há muito, não são raros os momentos
Perco-me na vastidão de mim, solitária
E quando este vácuo, do nada se instala
Arrasta-me inerte, perdida, sem alento

Então por tantos desejos vagueio louca
E pela voz rouca deixo-me seduzir
Lança insano convite, um amor alienado 
Num chamado de entrega nua e tosca

Deixo-me ir à força de um vento qualquer
A mulher que há em mim intui a suavidade
A eternidade da entrega é musica ao ouvido
E o fascínio selvagem, é tudo o que se quer

É certo que é passageiro este momento pleno
Mas o íntimo necessita deste letal veneno

Glória Salles
-Registro na Biblioteca Nacional
-Ministério da Cultura
-E.D.A.

Um comentário:

(CARLOS - MENINO BEIJA - FLOR) disse...

Às vezes o que pensamos ser veneno, é o que nos move, amiga. Deixemos acontecerem essas invasões, porecisamos estar suscetíveis à elas de vez em quando, a mesmice mata mais que o veneno. Beijos.