Seguidores

quarta-feira, 1 de maio de 2013






















PALIATIVO IMPERIOSO

Estremeço quando suas palavras baldias


Tão esperadas em tempos longínquos


Vêem escoltadas em frases ocas e frias

Apostando reconstituir sentidos oblíquos



Nesse delírio perde-se no vácuo meu sentir


Entorpecida, fico à mercê da faltante lucidez


Que me rouba as forças e o ímpeto de fugir


O que um dia foi febre, hoje é escassez



Se a explosão outra vez adiada não obstante


Deposita no vácuo, sem pudor, esse gosto de fel


Arrasta-me então solitária, num caminho vibrante


Um itinerário envolvente, porem cínico e cruel



A esse atalho sem emoção, me transporta


Paliativo para um ardor, que já não importa...



Glória Salles


-Registro na Biblioteca Nacional


-Ministério da Cultura


-E.D.A.

Um comentário:

mARa disse...

Olá!

Nem sempre podemos ter aquilo que gostaríamos, então esperar é dor e essa nos faz sofre.

letras bem escolhidas.

abço fraterno!