ASSUMO
Assumo que quando sem norte peregrinava
E nos tantos descaminhos era mero viajante.
A porta originária da ilusão me abraçava.
Foi no teu olhar, que aportei contingente...
Assumo que meus pés feridos nos percalços
Desta terra alheia, quando ainda peregrina
Tuas mãos firmes e afáveis aliviaram o cansaço
E teu colo o berço que me fez outra vez menina...
Assumo, ofereceu-me no teu peito, a paz almejada
Foi na cumplicidade do olhar que achei meu cais
E não sei calcular o calibre da emoção saboreada
Quando mãos atrevidas foram balsamo aos meus ais
Assumo ainda, que no aconchego do teu abraço
Abandonei meus medos, segura, no teu compasso
Glória Salles

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