Seguidores

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015

ASSUMO

Assumo que quando sem norte peregrinava
E nos tantos descaminhos era mero viajante.
A porta originária da ilusão me abraçava.
Foi no teu olhar, que aportei contingente...

Assumo que meus pés feridos nos percalços
Desta terra alheia, quando ainda peregrina
Tuas mãos firmes e afáveis aliviaram o cansaço
E teu colo o berço que me fez outra vez menina...

Assumo, ofereceu-me no teu peito, a paz almejada
Foi na cumplicidade do olhar que achei meu cais
E não sei calcular o calibre da emoção saboreada
Quando mãos atrevidas foram balsamo aos meus ais

Assumo ainda, que no aconchego do teu abraço
Abandonei meus medos, segura, no teu compasso


Glória Salles

Nenhum comentário: