“Palhaço, trovador...”
A antiga peleja inda existe
Entre o que quero e o que faço.
Um lado de mim não desiste
Das regras, da ética, dos laços.
.
Porém o outro “eu” se desprende
Não segue arrastando nostalgia
Compõe versos nus, irreverentes
Pinta a cara e a vida de alegria
.
Sai do casulo do preconceito
Deixa no passado as lembranças
Oferece colo, o aconchego do peito
Vibra ante o riso puro das crianças
.
É que a pintura arrisca esconder a dor
Na festa do palhaço, no verso do trovador.
Glória Salles
17 abril 2011

Nenhum comentário:
Postar um comentário