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terça-feira, 29 de abril de 2008

segunda-feira, 28 de abril de 2008

“... E eu chorei.”





“... E eu chorei.”


Chorei quando julguei, reduzidos a pó
Os sonhos e planos vividos enfim...
A segurança e a fé fugiram de nós
Ante a visão de um provável fim.

Chorei ao discorrer nossas rimas
Por ver tanto amor em versos cantados
Os olhos, nascente de fluentes rios.
Deságuam, diante dos sonhos frustrados.

Mas nas entrelinhas do teu poetar
Que me agasalham de calma e leveza
Vi que esse amor é promessa de vida.

É música, que convida e faz - nos levitar
Lenitivo aconchego que expulsa a tristeza
Uma colcha de versos, onde estou protegida.


28 abril 2008

domingo, 27 de abril de 2008

Série Poetrix - "Beija - flor"





Série Poetrix


"Beija - flor"


Saudade do beija-flor
Que em meu jardim ousou pousar
Rematizou as cores, me ensinou a amar.


Em 29 de março de 2008

sábado, 26 de abril de 2008

“Quietude”



“Quietude”


Longa noite se pronuncia...
Silêncio que traz o grito sufocado.
Ecoando como a corda tensa
que vibra os sons.
Pensamentos desconexos.
Povoados por palavras sem sentido.
Flutuam como meu anseio...
De ouvir dos teus passos, o eco.
Desnudo-me de qualquer preconceito
Lanço fora todos os medos...
Para te ver caminhar em minha direção.
Procuro o fio condutor,
que me levava e te trazia, e nos mantinha ligados.
Por certo se rompeu
E se desfez como nuvens à menor brisa.
O mesmo se dá com as horas...
Passam alheias,
zombam da minha letargia...
Os desejos, o sentimento, ainda vivem aqui
Epiderme do meu sentir...
Olhar fixo nos sonhos.
E nos seus olhos,
Que buscam outra direção...
E hoje será assim
A musica que ouço é o silêncio...
Quietude.

sexta-feira, 25 de abril de 2008

“Ser criança”



“Ser criança”


Sonhos revividos, palavras alinhadas.
Lembranças que são memórias sem papel
Impalpável matéria no peito, cravada.
Desenrolam-se etéreas, num imenso cordel.
Era na linha do trem a maior aventura
Coletando pedrinhas, brincava nos trilhos.
Um clima de festa que vem e perdura.
Traz de volta momentos, em estribilhos.
Família, varanda, cadeira de balanço.
A desenhar nas nuvens passava a vida
Improváveis figuras que já não alcanço
Desfaz - se como a palavra proferida
Muito mais que fotogramas amarelados
São as doces lembranças que trago comigo
Saudosos momentos por mim guardados
Servem-me hoje de força, alento e abrigo.
A infância volta com força à memória
Como carneirinhos que traziam o sono
Revivendo os detalhes dessa historia
Banindo toda a sensação de abandono.
Sentimento esse que nos toma de assalto
Ao ver no mundo a maldade distribuída
Por conta da falta de amor, um preço alto.
E inocentes pagam com a própria vida
São cenas que interferem no nosso desejo

De criar poesias que a dor ameniza
Já que nos impele a aproveitar o ensejo
E em alta voz clamar por justiça
Quanto mais teremos que esperar?
E quantas "Izabellas" ainda vão morrer?
Para que possamos nos conscientizar
Que só o amor tem que prevalecer
E retendo memórias que vem sem pedir
Com a força resoluta que no peito vai
Queria retroceder e se pudesse ser menina.
E estar segura na forte mão do meu pai.

Abril / 2008

quinta-feira, 24 de abril de 2008

"Água"


"Água... "

Água... Que envolve o planeta.
Corre límpida e mansa nos regatos.
Hidrata a terra, molha a vegetação,
Deixa viçoso e fértil os verdes prados.
Águas de março... Lavando o tempo
Energia que enriquece cada vida
Cidade inundada, terra circundada,
Saciando a sede, é vida permitida.
Águas dos rios... Serenas e límpidas
É doce até que no mar desemboca
Pobre rio... Retroceder é impossível
Inútil tentar debater-se na pororoca.
Águas do mar...Braços abertos recebe
A doçura que ora está por um fio
E aceitando resignado seu destino
Mistura-se a salmoura, deixa de ser rio.
Águas dos olhos... Que correm livres
Transparentes inundam o coração
São como chuva que apaga o fogo
E renasce em nuvens de algodão.

23 abril 2008
23h21min

quarta-feira, 23 de abril de 2008

“Tropeço”




“Tropeço”

Tropeço em tantos momentos vividos
Lembranças que seguem comigo na estrada
Tropeço nesta paixão que não dissimula
Mas é clara, límpida e escancarada.

Tropeço na saudade que me cerca, espreita.
Que ao meu encontro vem nua e se lança
Tira-me o sono, inunda-me os olhos.
E planta em mim, falsa esperança.

Tropeço na tua voz ritmada e rouca
Cujas palavras ecoam em meus ouvidos
Iluminando-me os olhos, tirando os sentidos.

Tropeço em tuas mãos que deixam rastros
Marcando a pele com caricias, provocando.
E esse amor, louco, sem medida tatuando.


15 / abril / 2008
21h07min

terça-feira, 22 de abril de 2008

"Ontem"



Série Poetrix


"Ontem"


Parece que foi ontem
Seus beijos me incendiavam
Com a mesma boca... Você mentia


Em 03 março 2008
01h29min

segunda-feira, 21 de abril de 2008

"Rendição"




"Rendição"

Se de amor somos tocados, então vem.
Com esses olhos maviosos me seduza
Antes que o amanhecer lhe arrebate
E para alem dos meus sonhos o conduza

Perca-se a razão nos labirintos dos desejos
Renúncias espalhadas na trepida noite
Porque jorra dos olhos saudade num lampejo
E a dor da ausência já nos toma de açoite

Deixe que esse amor ao cinzelar refaça
Esse querer que nos prende, amordaça.
A réstia daquilo que poderia ter sido

Que nos arraste para a mesma fantasia
Perfume que nos toca lenitivo que inebria.
Deixe o sabor de amor sonhado e vivido

quinta-feira, 17 de abril de 2008

"Procura"




Série Poetrix


"Procura"

Procurei-te por uma vida
Descobri-te além do físico
Quando te achei, me perdi


Abril / 2008

quarta-feira, 16 de abril de 2008

“Você não sabe”




“Você não sabe”

Você não sabe da saudade que sinto.
Do desassossego, das noites insones.
Da febre e delírio por desejar - te tanto
De dormir e acordar chamando teu nome

Você não sabe que nesse silêncio adormeço
E viajo em falsos sonhos fugindo de mim
Tentando resgatar talvez nosso começo.
Na tentativa de adiar o inevitável fim.

Você não sabe necessidade selvagem e louca
De sentir pra sempre o gosto da tua boca.
De abraçar-te nas noites frias de inverno

Você não sabe do fascínio que ainda existe.
E do desejo ardente, insano que persiste.
De adormecer nesse abraço quente e terno.


15 / abril / 2008
20h31min

terça-feira, 15 de abril de 2008

"Doce tortura”




"Doce tortura”


É curta a distancia entre tua boca e a minha
Nesse jogo insinuante, que acorda os sentidos.
Somos elementos únicos nesse universo à parte
Nos lençóis em desalinho, olhares incontidos.

E fica o desejo brincando nos vãos
No insignificante espaço entre nós dois
Despertando em cada olhar e cada gesto
A certeza vibrante do que virá depois

Confissões bebidas, dor que é quase física.
Cabeça já não pensa, hormônios é que falam.
O corpo quer as caricias o olhar deixa isso claro

E desse fascínio a força pede, quase grita.
Implora arfante, na ânsia de não se conter.
Em querer o teu toque, onde sentir a mulher.


abril / 2008

segunda-feira, 14 de abril de 2008

sexta-feira, 11 de abril de 2008

“Sou silêncio”



“Sou silêncio”

Sobra saudade, excesso de lembranças.
Desfilam por mim, cenas que jamais vivemos,
Nada pode dissimular as frestas que se abriram.

E da varanda do meu coração, olho o presente.
Sua ausência silenciosa estilhaça minha vidraça.
Abala os alicerces da minha crença.

Não quero mais essa abrupta agonia
Nem essa mudez que paralisa até a dor
Quero de novo as asas que sua presença dá.

A bandeira da esperança, quero içada.
Quero tecer poemas, rimas, quero a festa.
Quero essa brisa morna, a me embalar.

Por ora um perfume de ja(z)mim envolve o ar.
E com tantos pensares e quereres me aquieto.
Profundo, exorável e pragmático silêncio...

Abril / 2008

19h37min

"Alvorecer"


Série Poetrix

"Alvorecer"



Amanhece, sol desponta
Apaga os rastros da madrugada
Enxuga a roupa verde da relva.




O mar me encanta completamente...
Abril / 2008

terça-feira, 8 de abril de 2008

“Vem”


“Vem”

Vem, vem que quero esse abraço só meu.
Vem que meus olhos represam o pranto.
Vem que esse coração indócil ainda é teu.
Vem que conto as horas e te preciso tanto.

Vem, rega a terra já fértil do coração.
Cultiva os grãos que já sonham com flor.
Vem, colhe os tenros frutos deste chão.
E farte-se da colheita doce desse amor.

Vem, que lá fora o vento açoita a noite.
Vem, sopra vida nesse nosso segredo.
E da menina dos meus olhos tira o medo.

Vem, munido dos beijos que me dão asas.
Vem, deixa esse abraço quente me levar.
Vem, sonha comigo e não me deixe acordar.

08 abril / 2008
17h04min

domingo, 6 de abril de 2008

“Laços partidos” - Soneto


“Laços partidos” - Soneto

Palavra alguma explica essa lágrima.
Menos ainda a dor de estar atada.
Porque falta VIDA em cada sílaba
E fico abreviada, sem brilho, sem nada...

E esse vazio que encobre meu céu
E esconde dos meus olhos a lua.
É o mesmo que grita o que já sei.
Minha vida não existe sem a tua.

Concluo, com perdas, não sei viver.
Nem aceito a dor que me parte a alma
Minando as forças, tirando a calma.

E nesse presente tão ligado ao passado
Experimento até o fim, o amargo sumo.
E vazia de sonho, sigo... Sem rumo
.

terça-feira, 1 de abril de 2008

“Amor raiz” - Soneto


“Amor raiz” - Soneto

Esse amor é semente de raiz profunda
Tem vida no olhar, onde traz confiança.
É rio nascendo pra irrigar tua ternura
Se lança em teu chão, fertiliza a esperança.

Acreditando então, nesse rubro poente.
Viva esse amor tão saudável, e nutrido.
Que percorre límpido e livre tuas veias
Colha o viço palpável desses dias floridos

Esse amor que não pede juras eternas
Dócil, mas forte, que cresce entre espinho.
Transbordando a alma, irrigando o caminho.

Sazonado e frutífero, esse amor se rende.
Porque há tempos, no tear desse sentimento.
Acreditando bordou esse lindo “Pra sempre”.

01 abril de 2008
18h56min