
“Rendo-me”
Com sede e evidente desejo
Meu vestido, você rasga,
Bem como minha lucidez.
Mãos ágeis transpõem os limites da seda.
Que oscilante escorrega.
Desvendando lúbricos segredos.
Dedos mágicos brincam e
tatuam minha pele.
Aniquilam minha resistência
Dissipam meus medos.
E (re) decoram minha anatomia.
Cumplicidade que me dá asas...
Etérea
teço teias, onde você se enrosca.
E oscilando
entre mostrar e esconder
Lascivo,
o corpo consente a inevitável
entrega.
Ignorando meus argumentos...
E o vestido esquecido, ouve
minha resposta...
Não, sim,
não...
Sim!
Escrito em
07/08/2005