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sexta-feira, 27 de junho de 2008

“Avesso de mim”



“Avesso de mim”

Nem mesmo a assustadora simetria
De quando caem os sonhos,
Um a um assim, cadenciados.
Nem mesmo a metafísica
Incompreensível e inaceitável
Que desnorteia horizontes
Que anoitece minhas madrugadas.
E em solo, a performance do ato
Acontece à minha revelia.
São só paisagens mortas
Às margens de sonhos subvertidos.
Talvez me leve às lagrimas.
Perolas que se perdem
Quando escorrem pelo rosto.
Mas não me adiam.
Porque sou terra calcinada
Beijada pelo sol da manhã.
E o sonho...
Página virada de livro que não li.
Desfecho de filme que não vi.
Versos que não escrevi...
E me vejo aqui.
Delineando minhas vontades.
Meu retrato (re) desenhando.
Ainda assim aconteço.
Apesar de...

23 junho 2008

quinta-feira, 26 de junho de 2008

terça-feira, 24 de junho de 2008

“No grande mar”



“No grande mar”

Seu amor acalanta, sou feliz por saber.
Que a certeza vem, e o medo fenece.
Porque ainda que tão indigna e culpada
A chance de ser livre e feliz me oferece.

O seu amor que é lenitivo, me limpa.
Da triste culpa, e de todos os fardos.
Esquecidos no fundo do mar imenso.
Todos os meus erros estão enterrados

Com o ouvido constantemente atento
Só preciso pedir, e me limpa do mal.
Devolve-me o sono, me dá segurança.
Não preciso temer a culpa abissal

Porque o Senhor do mar um dia me amou
E de braços abertos sempre me esperou
Deu-me paz, quando meu “ser” renovou.
Pagando meu debito, da morte me salvou.

22 junho 2008

segunda-feira, 23 de junho de 2008

“O que ficou” - Série Indriso



Série Indriso

“O que ficou”

Sentimento de amor compilado
Fervor nas palavras sentidas
Momentos intensos de nossas vidas

O que desejamos é o que somos
Grandes amigos, quentes amantes.
No coração amores incessantes

Com afinco, construímos juntos, a certeza.

Que a vida nos reserva, sempre doce surpresa.


domingo, 22 de junho de 2008

“A velha chama” - Indriso




“A velha chama” - Indriso

Ah esse coração, moleque trigueiro.
Faz do amor, um sentimento brejeiro.
Que provoca o incandescente lirismo.

Reascende a velha chama sutilmente
Marca com fogo a pele vorazmente.
No corpo e na mente faz reboliço.

Justifica a insensatez do destino.

Traz a tona, a pureza do menino.


Junho 2008

sábado, 21 de junho de 2008

sexta-feira, 20 de junho de 2008

“Permuta”



“Permuta”

Fui permutando com o tempo
Quando o tive entre os dedos
Obstinada, reinventei a poesia.
Sussurrando a sós, meus medos.
Sem dó o verso contorcionista
Laça os dias, encurta os momentos.
Segue soletrando pesadelos
Veste o avesso dos sentimentos
E quando contra mão da vida
Sou vontade de não existir
Aí me prendes nos teus versos
E esquadrinhas meu sentir
Abre as comportas da fome
Que alem do ventre se instala
Faz barulho em meus silêncios
Em minhas margens resvala
Nas clareiras instaladas
Alimentas o fogo que crepita
E Rainha de tuas noites
Abençôo o sopro da vida.

02 março 2008

quinta-feira, 19 de junho de 2008

“Meu caminho”




“Meu caminho”

Caminho por mim...
Vestindo as cicatrizes
E sigo...
Ainda que o sol esconda
Seu brilho
E que a lua se recuse
A iluminar a noite.
E mesmo que meus olhos
Fiquem turvos
Sigo...
Expandindo-me
Sobrevivendo a loucos vendavais
Que desarrumam tudo dentro
Vou...
Na bagagem os velhos sonhos
Refletidos no brilho dos olhos
Porque coração
É menino vadio
Alma navegante
Que caminha errante
Mas sabe o que quer...
Quer voltar pra casa.

21 março 2008

quarta-feira, 18 de junho de 2008

“Amei demais”




“Amei demais” Indriso

Fiz de voce a vida dos meus versos.
A alma do meu corpo…Sonho abençoado.
Brisa saudável, oxigenando meu prado.

Um feitiço bom, ternura que me abrigou,
Fantasia carpida, onde me embrenhei
Alvorada da vida, sonho que acalentei.

Numa praia qualquer, o amor ficou esquecido.

Ancorado no nada, hoje é barco perdido…


16 junho 2008

terça-feira, 17 de junho de 2008

Da janela - Série Poetrix



Poetrix
"Da janela"


Quando o sol da manhã despeja sua luz.
A vida começa daí aconteço.
Da minha janela, quanta vida.

Junho / 2008

segunda-feira, 16 de junho de 2008

"Intrusa"





"Intrusa"

Tem uma moça morando aqui em mim.
Grávida de uma ternura maltrapilha.
Vai multiplicando meus eus...
Brincando de ferver minhas artérias.
Desavisada, percorre espaços fechados.

E pela destreza com que caminha,
Dá pra ver que chegou há algum tempo.

Abre portas trancafiadas.
Eriçando as próprias vontades.
E segue soprando afetos.
Minando a lucidez desse mundo.
No campo das emoções faz sua cama.
Aduba de sonhos seu chão.
Onde florescem indóceis todas as sensações.
Mas essa estrada se faz longa demais
E antes que escancare minhas historias...
Antes que desnude minha alma.
Antes que exponha meus desejos...
Antes que morra de amor...
É preciso que alguém lhe diga...
Que há mistérios em cada sílaba.

É preciso que alguém a segure.


Em 07/12/2006






sábado, 14 de junho de 2008

“Sua melhor prenda”




“Sua melhor prenda”

Quero, do teu pampa ser a melhor prenda.
Vivendo esses momentos pressentidos.
Sorrateira, tomar teu corpo, como um templo.
Roubar com toque de malicia teus sentidos.

Deixar teu corpo, fazer do meu, o seu cais.
Enquanto a lua ejacula brilho e esplendor
Cena rara que enquadro na memória
Emoldurando também raro e puro amor

Quero batendo manso e extasiado o coração
Flor, perfumando e viçando meu jardim.
Quero essa certeza etérea, porem palpável.

De desvendar tuas magias, teus mistérios.
Quero meus pés, passos firmes na tua estrada...
E renovando a vida, quero o sonho viável.

06 maio 2008

sexta-feira, 13 de junho de 2008

“Trouxe-te essa flor”






“Trouxe-te essa flor”

Trouxe-te essa flor porque acredito.
Na força de um gesto de carinho.
Que reforça os laços que nos unem.
Anima-nos a continuar no caminho.
Mesmo que o dia se mostre tímido.
E a escuridão traga o medo furtivo.
Com flores tudo se encanta e sorri.
Seu perfume, das dores é lenitivo.
Nesse mundo frio girando em redor.
Daremos cor a esse cinza clandestino
Façamos valer, pra que seja melhor.
Que as flores dêem vida a cada destino.

16 maio 2008


quinta-feira, 12 de junho de 2008

“Amor é tudo”


“Amor é tudo”

Sempre vale a pena amar
E em qualquer fase da vida
Porque o amor não tem dono
E às vezes é docemente insano
O amor é a “perola da ostra”
Do poema é o verso, a rima.
É rosa azul de rara beleza
Seu teor não há quem defina
É a originalidade da historia
Oásis e abrigo em pleno deserto.
Minúcias avaliadas pelo tempo
Que sonda e valoriza cada afeto.
É a intensidade de cada olhar
Onde conscientes, nos perdemos.
Da alma espreme, beleza e desejo.
Extravasa aquilo que já sabemos.
É farol que mostra o caminho
Doce realidade às vezes inventada
O afago tão necessário e esperado
É proteção... Ternura abençoada

12 junho 2008

quarta-feira, 11 de junho de 2008

“Fogo no olhar”






“Fogo no olhar”

Quero o presente inaugurado em flores
Esse enroscar de corpos e almas presas.
Quero o fogo que promete nas madrugadas
Sem pudor, escancarar nossas certezas.

Quero o sonho que abre um jardim na alma
Onde colho poesias que enchem de beleza
Que apascenta os bichos das minhas selvas
Quero toda euforia a perfumar com leveza.

Quero o beijo que o tempo tardio devorou
Os teus transeuntes quero nas minhas ruas.
Toda festa e folia que dissipa a tristeza.

Quero a pele dourada, que o sol beijou.
Flores vicejando, a emprestar delicadeza.
E no olhar, pra sempre essa chama acesa.


Junho / 2008

terça-feira, 10 de junho de 2008

domingo, 8 de junho de 2008

“Queria não sentir”


“Queria não sentir”

Se pudesse ignorar o que sinto aqui dentro
O que me toma inteira, fingir que não vejo.
Viajaria certamente nas asas desse vento.
Permutaria com a vida, esqueceria o desejo.

Mas oscilam os ventos em direções incertas.
O que me leva a você é o mesmo que te traz.
Diluo nossos segredos em palavras dispersas.
Tentativa inútil, de recobrar a antiga paz.

E quando me vem com olhar de mormaço.
E me toca assim, o coração perde o compasso.
Perco o chão, me entrego, me faz vulnerável.

Agora esquecer, já parece inconveniente.
E adiando a partida, que era iminente.
Assumimos esse querer inconfessável.
Maio/2008

sexta-feira, 6 de junho de 2008

"Nos teus olhos"



Poetrix


"Nos teus olhos"


No brilho dos teus olhos, perco a altivez...
Não sei se me encontro,
Ou se me perco de vez...

Maio / 2008


terça-feira, 3 de junho de 2008

“Irremediavelmente tua”




“Irremediavelmente tua”

Mágico assim, sob a luz da lua.
Envolvendo todos os meus silêncios
Apareceste manso, e sorrateiro.
Invadindo meus sonhos tão intensos

Numa serena maré, calma, envolvente.
Deixei-me ir, desejando o mesmo intento.
Hipnotizou-me esse olhar inebriante
Arrastou-me sutilmente mar adentro.

Desenhei-te na noite, te escondi em mim.
Nessa ânsia de querer-te mais e tanto.
No espaço infinito, entre riso e pranto.

Vem... Que já te sinto aqui em mim
E vislumbro passos firmes descobrindo.
O que já é teu, tomando , possuindo...

Abril / 2008

domingo, 1 de junho de 2008

"Ainda"



"Ainda"

Ainda que nunca mais ouça minha voz.
Ainda que se calem as madrugadas.
Ainda que tente burlar teu interior.
Não vai se esquecer de mim...
Porque vivemos um grande amor.
Ainda que os sonhos fiquem lá no passado.
Ainda que o futuro jamais realize os planos.
Ainda que a roupa vermelha perca a cor.
Não vai se esquecer de mim

Porque vivemos um grande amor...
Ainda que a ausência fira sem piedade.
E cada dia, seja mais intensa a saudade.
Ainda que nunca admita essa dor.
Não vai se esquecer de mim.
Porque vivemos um grande amor...
Ainda que não pouse o olhar nesse poema.
Ainda que se esforce, e forje falsa alegria.
Não vai se esquecer de mim.
Porque estarei pra sempre, na tua poesia.



Abril / 2008