“O Rio chora...”
Porque não há serenidade para o temor
E a calmaria para o repouso da fadiga
De quem com calos nas mãos labuta
Pedindo apenas direitos a seu favor?
Porque o som ensurdecedor das armas
No morro dos homens de bem e sem opção
Indigna vida de quem vê os filhos dizimados
Ensangüentando as horas de aflição?
Porque não inverter o jogo e a trajetória
Acabar com a putrefação de privilegiados
Que articulam os fios de angústia do povo
Revendo salários elevados, por nós pagos?
Certamente o Cristo de braços abertos chora
Provendo refugio ao cidadão cansado de mortes
Atento a quem de fato faz do Rio a historia
E assistindo a omissão dos que lhes deviam suportes...
Glória Salles
28 novembro 2010
22h08min
Muita paz, no seu Natal...
Que o menino Jesus nasça todos os dias
em nossos corações.
Beijos.