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quinta-feira, 14 de junho de 2007

“ Vida adiada”


“Vida adiada”

Silencio que quebra regras foge do imaginado.
Momento contundente cheio de meias palavras.
Não projeta futuro nem nutre inatingíveis sonhos.
Coração ávido por alvedrio, cavalga nos prados...

Necessidade incompreensível, quase vital de ser. 
E sutilmente, num livre sentir perde-me em mim·.

Na doce insanidade de verdades antes não ditas. 
Paradoxo sem lógica... Não, transmutado em sim... 


Inaugurar caminhos antes jamais percorridos...
Aniquilar conceitos antes nunca questionados. 
Oblíqua demência um delírio que dribla o acaso
Sem alterar a medida, destinos certos, conciliados...


Aberta ao imponderável, entrelinhas rabiscadas.
Ausente, (re) escrevo a historia desta vida adiada.

Glória Salles
Outono/2001

3 comentários:

Tadeu Paulo disse...

Coisa linda de poesia. Que malabarismo lírico; que beleza de cores; bem compassada, dinâmica, leve, ligeira; palavras soltas que se encaixam com precisão cirúrgica; olhos que choram de tristeza e as lágrimas são recolhidas ao final do último verso.
Não pára, Lucinha; não pára!

carmen lúcia disse...

Lindo!!
Li todas suas poesias, e cada vez me encanto mais..
Sua delicadeza em escrever
me comove!!
Continue espalhando beleza em suas poesias..
Mais uma vez...Parabéns amiga!!

Anônimo disse...

De um olhar
tanto se pode receber
tanto se pode entregar
Um olhar, a sapiência de coloridos.

Linda sua forma de olhar ...

Bjos

Rosane Bravo