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terça-feira, 7 de agosto de 2007

"Rendo-me"


“Rendo-me”

Com sede
e evidente desejo
Meu vestido, você rasga,
Bem como minha lucidez.
Mãos ágeis transpõem os limites da seda.
Que oscilante escorrega.
Desvendando lúbricos segredos.
Dedos mágicos brincam e
tatuam minha pele.
Aniquilam minha resistência
Dissipam meus medos.
E (re) decoram minha anatomia.
Cumplicidade que me dá asas...
Etérea
teço teias, onde você se enrosca.
E oscilando
entre mostrar e esconder
Lascivo,
o corpo consente a inevitável
entrega.
Ignorando meus argumentos...
E o vestido esquecido, ouve
minha resposta...
Não, sim,
não...
Sim!
Escrito em
07/08/2005

2 comentários:

Maria Tereza disse...

BOM DIA AMADA AMIGA...CONTINUE ASSIM ILUMINADA...BEIJOS

Anônimo disse...

Que sensualidade! E de uma forma inteligente, sem apelação em versos
quentes, transbordando de luxúria. Quem os lê se sente com que participando do poema.
Parabéns entusiamados do amigo pelo
belo e inteligente uso das palavras
Beijos

Pedro Paulo Gama