A porta aberta à espreita,
à espera daqueles passos...
Esse coração pulsante,
que tantas vezes me trai
Ignora meus quereres,
e a mantem semi aberta.
Tentando ouvir os passos...
E se vierem??
Trará com ele o vinho?
Aquele mesmo, que misturado
a poesia,e ao olhar dentro do meu,
nos inebriava,impregnava
cada sulco da pele...
Ahhhhhh se vierem...
Como fugir da fúria da febre
dessas estranhas entranhas que,
teimosas, se emaranhavam às minhas?
Deixando evidente o desejo latente
De ser a taça onde ele sorve o vinho
e o vinho que lhe obscura a mente...
Se ele entrar pela porta...
Não sei o que será de nós
Mas ainda me resta um blues
neste quarto a sós...
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