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quarta-feira, 28 de maio de 2008

“Abro mão”




“Abro mão”

O sonho acabou sem que alguém notasse.
E a cortina trouxe o desfecho da historia.
Apagaram-se as luzes no meio do ato.
De sólido, no palco, só ficou a memória.

Nossa essência esvaiu-se sob a luz difusa.
Escorreu pelos dedos como fina areia.
Minha alma se expôs, onde agora se esvai.
Inexorável silêncio, de repente permeia.

Viverei de lembrar o que poderia ter sido
Emoldurei os momentos intensos vividos.
Do amor as primícias, que vou guardar.

Desse amor que furou as barreiras do tempo.
Abro mão, respeitando o estranho intento.
Só não posso e não vou, abrir mão de te amar.


Maio/ 2008

Um comentário:

Anônimo disse...

Abra mão de tudo,das conversas, dos momentos,da companhia...Só não abra mão, NUNCA...de amar...porque amores assim,são como o perfume sem igual da rosa mais rara,amor que o tempo não apaga,a saudade só faz crescer,amor assim...é um acontecimento!
bj poetisa.
Nathalle