“Solidão” Já não importa mais esse teu jogo.
A esperança já desbotou no varal.
A indiferença apagou todo o fogo.
Neblinou, deixou frio esse quintal.
Não nos move a paixão contraditória.
Noites de aconchego já não tramamos.
Talvez, se quer estejam na memória.
Tudo o que nós, cúmplices, planejamos.
Aquelas flores que cevaram o caminho
Sem viço, não perfumam nosso ninho.
Nem o vento sopra o som da nossa voz.
Até a lua, a comparsa dos amantes.
Não prateia a varanda, como antes.
Negou o límpido clarão, nos deixou sós.
Glória Salles
24 julho 2008
00:22h
8 comentários:
QUERIDA GLÓRIA MAGNÍFICO SONETO... BELEZA EXTRAORDINÁRIA... VOTOS DE BOM DOMINGO... UM ABRAÇO DE CARINHO E TERNURA,
FERNANDINHA
MUITO TRISTE QUANDO O AMOR SE ACABA
MAS PORQUE SERÁ QUE OS POEMAS FICAM MARAVILHOSOS,EM FALA NISSO ESTO ESPERANDO VC IR PEGAR O QUE EU FIZ PARA O SEU BLOG PROCURA LÁ!BJOS!
gostaria de oferecer o selo do meu blog,que ofereço aos blogs que me fazem pensar,um bjo feliz sou eu por ta companhia!
Mais um excelente poema,daqueles que tentamos perceber se o poeta na intimidade se inspira em algo ou busca na sua propria vivencia tal lirismo,parabens por cada palavra.
Votos de otimo domingo.
bjsss
Oi, "Minina do Mar"
Cara Glória, acabo de descobrir este teu belo e harmonioso blog...
Como grande amador e apreciador da boa poesia, já li vários poemas dedicados à "solidão", mas este, na minha opinião, deixou uma abertura para um próximo poema de "Paixão" e, lendo os poemas anteriores, sinto que a Glória o vai publicar!...
Será ?.
Bom domingo, "Minina do Mar".
Oi, Gloria, obrigado pela visita amiga! Vc é muito gentil!!
Maravilha seu cantinho... rico de sentimentos, permitindo esse lugar ser um encontro com nosso intimo.
A solidão as vezes faz parte de fazes de nossa vida... ela muitas vezes nos ajuda a nos conhecermos melhor p/ em seguida irmos de encontro com uma nova maneira de nos relacionarmos!!
Enorme abraço e volte sempre... bons sonhos!!!!
"Até a lua, a comparsa dos amantes.
Não prateia a varanda, como antes."
Nesses dois versos temos a exata dimensão do que verdadeiramente vem a ser solidão.
Parabéns por mais esse belo soneto, Glória.
Bj.
Sabes o quanto adoro o que escreves! Venho eu também entregar-te uma Rosa! O prémio Nova Brisa!
Tu mereces e eu adoro-te amiga!
Beijo azul...Sempre!
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