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sexta-feira, 11 de abril de 2008

“Sou silêncio”



“Sou silêncio”

Sobra saudade, excesso de lembranças.
Desfilam por mim, cenas que jamais vivemos,
Nada pode dissimular as frestas que se abriram.

E da varanda do meu coração, olho o presente.
Sua ausência silenciosa estilhaça minha vidraça.
Abala os alicerces da minha crença.

Não quero mais essa abrupta agonia
Nem essa mudez que paralisa até a dor
Quero de novo as asas que sua presença dá.

A bandeira da esperança, quero içada.
Quero tecer poemas, rimas, quero a festa.
Quero essa brisa morna, a me embalar.

Por ora um perfume de ja(z)mim envolve o ar.
E com tantos pensares e quereres me aquieto.
Profundo, exorável e pragmático silêncio...

Abril / 2008

19h37min

4 comentários:

Unknown disse...

Oi minha Amiga,
Adorei ler os seus "rabiscos" logo pela manhã... OBRIGADA!!!!
Bjjsss...

Maria Tereza disse...

BOM SÁBADO...ESTOU ASQUI NOVAMENTE AMIGA ENCANTANDO MEU DIA COM SUA POESIA...UM BEIJO COM CARINHO E AMOR...

Anônimo disse...

És de uma sensibilidade invejável e cativante.
O site é muito interessante,e até agora me satisfez.
Obrigada.

Priscila Pinheiro

Anônimo disse...

O poema é bonito, triste e canta
o desalento, como se a esperança já não exitisse.
Espero que o adeus não passe de um complemento da composição.
Um beijo.
Augusto