
“Sou silêncio”
Sobra saudade, excesso de lembranças.
Desfilam por mim, cenas que jamais vivemos,
Nada pode dissimular as frestas que se abriram.
E da varanda do meu coração, olho o presente.
Sua ausência silenciosa estilhaça minha vidraça.
Abala os alicerces da minha crença.
Não quero mais essa abrupta agonia
Nem essa mudez que paralisa até a dor
Quero de novo as asas que sua presença dá.
A bandeira da esperança, quero içada.
Quero tecer poemas, rimas, quero a festa.
Quero essa brisa morna, a me embalar.
Por ora um perfume de ja(z)mim envolve o ar.
E com tantos pensares e quereres me aquieto.
Profundo, exorável e pragmático silêncio...
Abril / 2008
19h37min
4 comentários:
Oi minha Amiga,
Adorei ler os seus "rabiscos" logo pela manhã... OBRIGADA!!!!
Bjjsss...
BOM SÁBADO...ESTOU ASQUI NOVAMENTE AMIGA ENCANTANDO MEU DIA COM SUA POESIA...UM BEIJO COM CARINHO E AMOR...
És de uma sensibilidade invejável e cativante.
O site é muito interessante,e até agora me satisfez.
Obrigada.
Priscila Pinheiro
O poema é bonito, triste e canta
o desalento, como se a esperança já não exitisse.
Espero que o adeus não passe de um complemento da composição.
Um beijo.
Augusto
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