
“Noite insone”
Antes que chegue
a manhã...
À beira dos lençóis
Recolho estilhaços
À beira dos lençóis
Recolho estilhaços
da noite insone.
Palavras consumidas,
Inauditas.
Lábios ausentes.
Sonhos rasgados...
Inauditas.
Lábios ausentes.
Sonhos rasgados...
Fragmentos de desejo,
aqui e lá,
Repousam sob a fronha,
Resquício de mim...
Deixo-me ficar...
E na parede sombria,
Repousam sob a fronha,
Resquício de mim...
Deixo-me ficar...
E na parede sombria,
dança o silencio.
Pragmático silêncio...
Mansamente a brisa
Pragmático silêncio...
Mansamente a brisa
da manhã,
Balança cortinas e
Sentimentos.
Balança cortinas e
Sentimentos.
5 comentários:
Bonito poema!
Acreditar em si prá mim é o mais importante.
Não deixa de ser uma espécie de luta...seja bem vinda e voltarei para visita-la!
Abraços,
Beatriz Helena
pungente e airoso poetar sobre
as chagas da ausência, o poetar
sobre a dor da saudade.
E quando assim é, querida amiga, uma enorme tristeza de apodera dos nossos corações.
A tua escrita está repleta de feminilidade e poesia, não me canso de te ler por me identificar na forma e no género com o que (habitualmente escreves.
Glória, um beijo e até uma próxima oportunidade
Vóny Ferreira
Amei ler seu poema...
Saliento:
"Antes que chegue a manhã...
À beira dos lençóis
Recolho estilhaços da noite insone"
Pura poesia...
Bjs
Paulo
Bem escrito e belo!
E mais belo, associado às duas imagens!
Parabéns!
Edilson
Postar um comentário