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sexta-feira, 27 de junho de 2008

“Avesso de mim”



“Avesso de mim”

Nem mesmo a assustadora simetria
De quando caem os sonhos,
Um a um assim, cadenciados.
Nem mesmo a metafísica
Incompreensível e inaceitável
Que desnorteia horizontes
Que anoitece minhas madrugadas.
E em solo, a performance do ato
Acontece à minha revelia.
São só paisagens mortas
Às margens de sonhos subvertidos.
Talvez me leve às lagrimas.
Perolas que se perdem
Quando escorrem pelo rosto.
Mas não me adiam.
Porque sou terra calcinada
Beijada pelo sol da manhã.
E o sonho...
Página virada de livro que não li.
Desfecho de filme que não vi.
Versos que não escrevi...
E me vejo aqui.
Delineando minhas vontades.
Meu retrato (re) desenhando.
Ainda assim aconteço.
Apesar de...

23 junho 2008

4 comentários:

Anônimo disse...

Uma poesia que encanta.
Há reflexos de mim em tuas estrofes.
Gostei de ler de me ler em teus versos e que fazem a todo aquele leitor sonhar.
E este é o propósito do poeta.
Fazer o leitor viajar em seus reflexos de sonhos.
É o dom mágico de todos os poetas e você o tem.
Tua poesia é uma deliciosa viagem nas recordações que trazemos na bagagem.

Anônimo disse...

Nossa que linda poesia!!!!
Faz tempo que não venho aqui e quando chego me derreto toda !!!!
Parabéns menina escreves com a alma!!!!!
Beijocas
Jaques

Anônimo disse...

Maravilhoso texto!
Parabéns pelo lírismo maravilhoso,
bjsssssss querida,boa noite!!!

Anônimo disse...

OI POETISA, TUDO BEM ANJO MEU?

FENOMENAL SEU TRABALHO!
VC É UM ANJO ENVIADO POR DEUS PARA INSPIRAR MUITOS CORAÇÕES VAZIOS....
MEUS PARABENS VC É DIVINA.
BJS NA ALMA.

ASS:. "O ULTIMO ROMANTICO"