
“Do nada... um tango”
Caminho na amplidão dessa noite vadia...
Escassa de estrelas, faltando o brilho da lua.
Cheia dos meus vazios, ando em areias brancas
No compasso das ondas, que lambem pernas nuas
Prende-me o som gostoso, que ouço ao longe
Finjo ser pra mim, e as estrelas se acendem
O vento levanta a saia, enquanto danço sozinha
Sem perder o ritmo do tango, os acordes tangem
Seu corpo me conduz, na doce imaginação
Despertam as borboletas que voam rendidas
Quebrando frágeis vidrilhos dessa minha vida
Trançar de pernas, olhar no olhar, pede a canção
As borboletas avisam que nada aqui é inocente
E o arrepio da pele, me faz te querer, consciente...
07 setembro 2008
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