“Navegar sem rumo”Rótulo nenhum nomina ao que sinto agora
Entre as brumas do alto mar é meu lugar...
E para não soçobrar sigo lançando fora
Todos os pesos que trago nos cantos da alma
Deito fora os rosários de memórias desfiadas
Meu peito inda geme na mornidão dessa utopia
Caixas, vários tamanhos, todas cheias de nada
Memórias descoloridas, enferrujada alegria
Navegando em alto mar, sem roteiros ou manual
Só o horizonte importa e o imenso azul turquesa
Sou imagens que descubro, nessa exótica beleza
Revelo a nudez da alma, sempre o mesmo ritual
A sinfonia dos pássaros leva o sentimento torto
As velas arrastadas pelos ventos ao meu porto
Glória Salles
16 novembro 2008
00h57min
4 comentários:
Olá, cara poetiza...
Sua poesia me inspirou e eu lhe retribuo nestes seguintes traços:
"Linhas realmente profunda e cheia de sentimento...
Bem parecidas com momentos
De ermo nas plagas
Na dor que flana em meu peito devoluto
E dolente pensamentos...."
Parabens pelo seus inalditos traços...
Poetisa de sensibilidade aflorada,
escritora de verso perfeito,
faz minha alma admirada
a poesia é nata em seu peito...
Parabéns, simplesmente divino...
o seu versar é um bálsamo...
Fique com Deus e em paz...
Beijos com carinho...
Bom dia linda...
Fantástica é você e sua maneira de versar...
é límpida e sensível como esta água que
você "metaforou" tão lindamente...
Obrigado pelo grande apoio e incentivo...
Meus aplausos e admiração para o seu trabalho...
Tenha um dia iluminado e com Deus...
Beijos com carinho...
Falar com pureza de sentimentos tão complexos é uma arte que poucos conseguem expressar, este poema é o sublime dos sentimentos, que ficam presentes em todos nós, mas que só os puros de coração, conseguem em palavras eternizar.Parabéns, muito lindo...
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