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sábado, 19 de julho de 2008

“Cores em mim”




“Cores em mim”

Num cenário de neblina meus nós desfaço
Desmancho minhas teias, momento só meu.
Na véspera da dúvida os medos enlaço.
Liberto a alma presa, escondida no breu.

Escancaro a vontade, da navalha o verso.
São nuvens que acenam paisagem em mim.
Embrulho as palavras, sons num reverso.
E o dia acontece sem ruas, e sem fim.

Pra imensidão das horas, mostro a língua.
Nem deixo o desgosto me encostar na parede.
Brincando na chuva, vou matando a sede.

O arco-íris desenho, fica o cinza a míngua.
Viço na alma um jardim, rematizo as cores.
E negocio com o tempo pra minar as dores.

25.03.2007

3 comentários:

Anônimo disse...

Cores em Mim...Soneto dedilhado a mimo, entonado de um ar pueril, revestido puramente pelo coração...O que tenho a dizer? Simplesmente demais!
Emoção a flor da pele!
Um grande abraço!
Sabes que te amo e sigo tua luz i'luminada"

Anônimo disse...

Amiga querida, Gloria
Essas cores são a expressão da alma, quanto mais viva e brilhante,mais sua essência se manifesta e encanta a todos ao redor, quanto mais opaca e fria, mais obscuro será seu caminho, Seu modo de compor poesia é além de original , também primorosa,parabéns
super beijo
boa semana
Leo a.

Anônimo disse...

Cara poetisa eu sou um eterno negociante da com a vida, negocio minhas dores, meus amores, só não negocio a minha realidade porem, não abro mão das minhas fantasia. Belo soneto, polpudo, robusto de muita criatividade.

Parabéns

J.A.Botacini

Zezinho.