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quarta-feira, 9 de julho de 2008

“Estilhaços”




“Estilhaços”

Sonho quebrado tem gosto de nada
Vem em queda livre toda fé abalar
É olhar frio, marejado e soturno.
E silêncios consentidos a ecoar
È do poema o verso já passado
Que ficou sem desfecho, sem rima.
Ardor na pele farta de esperas
Nó na garganta que nunca termina.
É preciso tempo, bem mais que esse.
Pra colar os cacos, seguir em frente.
Imbuir-se de um novo sonho infantil
Deixar-se arrastar noutro vento dolente.
Haverá um tempo só de lembranças
Cenas que se foram qual filme antigo,
E a noite pesará sobre as pálpebras
Acordando o sonho adormecido.


27 junho 2008

5 comentários:

Anônimo disse...

Sabe amiga quando o frasco da ilusão é quebrado não temos como nos livrarmos dos respingos da disilusão. Geralmente os estlhaços atingem nossos corações e as feridas demoram para cicatrizar.Amei os versos deste teu poema, eles são de uma extraordinária magnetúde poética.

Parabéns por mais este lindo trabalho.

J.A.Botacini

Zezinho.

Anônimo disse...

Oi poetisa amiga, belo e triste, porem é verdade quando a vida nos presenteia com uma solidão, um amor prdido é como perder o encanto e a magia de tudo o que foi belo e que por encanto quebrou restou apenas cacos irrecuperáveis. Mas sómente a fé e creditar que ainda se pode ter uma chance de recomeçar. Parabéns pelo belo trabalho. Obrigada amiga pela sua visita e palavras tão amáveis.Um beijo no seu coração. Sou sua fã mesmo ás vezes ausente.

Anônimo disse...

E de expor sentimentos,de versejar sobre eles vc entende.
Seus versos são perolas e um deleite.
Parabens.
Bjo

Anônimo disse...

Muito bom em todos os aspectos o teu poema, linda!
A ascenção da tua poesia é algo tão claro que chega
a ser meridiano!

Beijão!

Anônimo disse...

Muito boa noite poetisa!

O nome já está dizendo
Estilhaço não é bom
A ti estou respondendo
Em respeito ao seu dom

Um beijo

Ramalho