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terça-feira, 30 de setembro de 2008

“Equilíbrio nos trilhos”




“Equilíbrio nos trilhos”

O tempo, num piscar de olhos escorre pelos dedos
Assim como meus sonhos na areia da velha estação
De momentos únicos, esses trilhos guardam segredos
Onde atrevida, intrépida, caminhei sem medo ou razão

Burlei a realidade, com o senhor do tempo joguei
Pra só mais tarde acontecer, negociei com a vida
Resoluta, cuidei de mim, meus caprichos sustentei
E a velha estação de trem, regou-me a alma ressequida

Uma paz rara me veio com lembranças grafitadas
De velhos trilhos, onde vezes sem conta brinquei
E nas profundezas de minhas lacunas me encontrei

Abri mão de compromissos, de estar sem limites atada
Como premio a ambigüidade de ter amor e desafetos
Mas a paz que buscava, como seiva, drenou meus desertos...

28 setembro 2008-09-28
00h49min


14 comentários:

Anônimo disse...

Minha querida poeta, muito obrigada pela tua mensagem. Iluminou-me. Fiquei realmente afastada, e virei também aqui esporadicamente, uma vez que meu PC não abre rápido esse site, não sei por quê. E às vezes não consigo mesmo. Como sou neófita aqui, ainda estou me batendo um pouquinho também dentro do site, mas eu acerto com o tempo. Teu poema é profundíssimo, muito maduro, bem construído, especial mesmo, poeta. Meus parabéns. Um grande beijo pra ti e uma linda semana.

Anônimo disse...

Querida amiga,

Um belo soneto! Onde consegues de uma forma magistral, manifestar todo o sentimento que te invade a alma.

Beijinhos

Gilberto

Anônimo disse...

Curiosamente aqui falas também um poucos dos nossos medos interiores por mais que lhe chamemos outros nomes. Gosto de reflectir contigo quando te leio, Glória.
Beijinho e obrigada pelas papoilas. És uma amiga muito especial.
Outra a quem aprendi a admirar através deste site, fantástico.
Beijinho e... noite feliz!
Vóny Ferreira

Anônimo disse...

Gostei muito desse soneto (mesmo não gostando muito de sonetos, confesso) principalmente pelo contexto... gosto de trilhos e estradas, e de todos os lugares que nos levam aonde queremos, ou pra lonje de onde estamos...

bju ^^

Anônimo disse...

A sua sensibilidade é expoente neste soneto... e ao nos darmos encontramo-nos.
Tudo aqui faz brotar amor, paixão, sentir...
Muito bonito.

Anônimo disse...

Querida amiga,
Como já nos habituou,mais um belo soneto pleno de sensibilidade.
Um beijo

Anônimo disse...

Oi MInha Flor,

Que beleza de soneto!Lindão mesmo!Vai para os meus favoritos.

Beijo na alma!

Karla Bardanza

Anônimo disse...

Pessoa especial vc.
mais um belo soneto,para ler e
admirar,parabéns,bjs!!!

Anônimo disse...

Glória,
velha é a palavra saudade
que nunca chega a ser velha.

Esses seus trilhos me fizeram lembrar
de minha casa que ficava perto da estrada de ferro
onde passei parte de minha infância
a observar o vaivém de trens.

Beijos

Ulysses

Anônimo disse...

" Libertas que será Tamém "

A paz da liberdade. A paz que somente a experiência e a reflexão nos trás...

Belo tema, Glória!

Abraço,

Ailton

Anônimo disse...

Saudades... Infância... Recordações...
Decisões... Responsabilidades...
Tudo bem escrito e versejado com emoções e sentimentos que me conduziram à minha própria infância e aos meus medos e sonhos!
Parabéns, querida! Será meu favorito!
Beijinhos de Luz!
Fatinha.

Anônimo disse...

Glorinha teus sonetos são magistrais.
Este relata a ambuguidade dos sentimentos, muito doloroso, mas lindo.
Beijinhos
Nanda

Anônimo disse...

Belíssimo.
O equilíbrio, tudo nos trilhos:
Lembrança... De um tempo lindo,
A estação...
Parece que foi ontem.
Maravilha.
bjo
Dill

Anônimo disse...

Gostei do tema e das rimas!Vou dar uma nota pra voce, 999, ta bom?Abração.