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terça-feira, 9 de setembro de 2008

“Solidão”




“Solidão”

Já caia a fresca tarde de agosto
Na praça, a sinfonia dos pássaros
Bailando por entre as árvores
do jardim dourado pelos tons
avermelhados dos últimos raios de sol
Asas multicores brincavam
Por entre as folhagens
Violando meu silencio em sépia
Em mim, a sensação de
Labirintos sem fim
sem intenções e desorganizado
Ouço o relógio da Matriz
Cada badalada me diz desse
Momento emprestado...
Uma dor silenciosa me tocou
Ventos de vontades não realizadas
Impulsionaram sonhos
Órfã da ausência de esperança
de sobreviver a essa solidão
Sinto-me só...
Tal qual a esfinge posta
na praça das minhas angustias.
Pensamento vaga sozinho...
Percorre outras estradas...
Subverte outros sonhos...
As margens de mim,
A noite morna cai...
Ainda úmida de saudade.

Flórida PT
15 agosto 2008
18h07min


15 comentários:

Anônimo disse...

Como sempre um belo poetizar,essa sua solidão me levou a varios lugares...

Tal qual a esfinge posta
na praça das minhas angustias.
Pensamento vaga sozinho...
Percorre outras estradas...
Subverte outros sonhos...

Parabéns, beijoca!!!

Anônimo disse...

“Às margens de mim a noite morna cai...
ainda úmida de saudade.”
No limite externo de nós em cada quando, sobrevêm ao coração eventos tangíveis que remontam a uma lembrança fresca de sensibilidade.
Verso singular, repleno de harmonia, beleza extraordinária e prodigiosa (...)... entre os demais que compõem seu poema.

Anônimo disse...

Neste momento, escuto uma canção tradicional de Paraguay (Pasaro Campana) cuja músia caberia perfeitamente em seu poema!...
Fazendo, comodamente, coro com Diana Correia E ConceiçãoB, a sua "SOLIDÃO" é sublime... Um poema para ler e reler!...
beijo
nl

Anônimo disse...

Oi amiga poetisa
A solidão é como tempestade, é como vento
é como saudade, que vem entrando , invadindo
mas logo vai embora,
porque há sempre um lindo e novo amanhecer e cada raio se sol, nos dá o calor e a força para seguir em frente, e se olhar bem no fim do infinito uma luz brilha e lá encontrarás a tua felicidade.
A chegada pode ser ardua , mas acredite que certamente chegaras.
Um lindo beijo no seu coração.

Anônimo disse...

descobri que só elogios poderia fazerdiante da beleza é ler você
cada palavra feita pra mecher
para o coração de afeto encher.

Pensei até em dar opimiões, mas só elogios poderia fazer.

Lindo, lindo lindo.
Parabéns!

Anônimo disse...

Na solidão dos meus caminhos a saudade
Caminha junto de mim e o meu coração quer tela de volta.
Quando a solidão se transforma em um cárcere passamos então
A ser refém da falta de esperança e a saudade cai sobre nós como
Um manto negro que nos priva da luz do luar. Cara poetisa este teu poema
Tem algo de encantador, pois mesmo falando de um tema sombrio ficou leve
E harmonioso e retrata toda a sua sensibilidade poética, ti ler pra mim já se tornou
Uma agradável forma de aprendizado.

Parabéns



Zezinho.

Anônimo disse...

Oiiiiii !!!!

Muito grato pelo comentário,
Ao poema do meu diário,
Fez feliz o destinatário,
Muito alegre, não o contrário.

Nas entrelinhas a gente fala,
A emoção transparente,
Invisivel aos olhos da gente.
Felizes de quem repara
Nessa forma de solidão!

Improvisação de PORTUGAL para o teu coração!!!

Sorrisos para o resto dessa vida, desta estadia!!!

Caminhante Lunar

Anônimo disse...

Ei amiga,
É impressionante como você brinca, joga com as palavras de modo que elas se encaixam perfeitamente umas às outras numa teia poética, entrelaçada de beleza, sensibilidade, pensamentos e desejos profundos que revelam a riqueza do seu talento e grandeza de coração e alma. Parabéns por mais esta obra encantadora e pelo seu comentário carinhoso em meu cantinho. Um beijão linda. Quando tiver tempo acesse a minha biografia no site e veja a foto que postei onde estou abraçada às minhas filhas. Até breve.

Anônimo disse...

Querida amiga Gloria
A descrição da paisagem é de tirar o folêgo, perfeita, dá para visualizar com nitidez, pena que é palco dessa dor,de uma solidão doida, que tão intensamente descreve, espero que seja somente na poesia e não reflexo de um momento que esteja passando.
bjs
Leo a.

Anônimo disse...

Saudade,
noite,
solidão
mornas,
húmidas,
as setas
no coração
que dão vida/
sendo túmidas.

Belo poema,

DM

Anônimo disse...

Querida amiga e poetisa GlóriaSalles!
A dor da saudade revolve redemoinhos dentro do peito em angústia e solidão.
Teu poema é belíssimo e sonhei sentada na praça ouvindo a última badalada.
Um sonho muito bem escrito, com todo coração.
beijos.
RosaMel

Anônimo disse...

Que lindo o seu poema, o qual descreve muito bem a solidão, me transportei para a praça. Ouvi o canto dos pássaros, senti a dor da solidão...

Abs
Ramgad

Anônimo disse...

Olá, Gloria!

Não há coisa mais triste
Que a negra solidão
Pra mim isso não existe
Que paz no coração

Um beijo

Ramalho

Anônimo disse...

Maravilhoso! Cada verso um presente desse dom que Deus te deu. E estéticamente uma graça. Estou me sentindo em Portugal do século passado. Eu adoro Florbela Espanca, será que vcs têm os mesmos genes?? Beijos, Elisa.

Anônimo disse...

Um poema para ler e reler...para sentir o sol que já foi mas a poetisa renasce sempre na mais bela forma de ser...

Soberbo
Beijinho

ConceiçãoB