De cavalgar feliz, meu
coração tem pressa
Seguir o rastro da lua,
versos derramando
De um terno olhar, que
extravasa promessa
Ser a tua musa, quando
estiver versando
Quer a posse reinante de
um sentir escancarado
Altivo, amante, voejar
solto nas asas do vento
Mas esta lacuna lhe
trava, e um sonho atado
Impõe-lhe esta solidão,
profana e sem alento
Um vazio tirano faz
ninho, no íntimo morando
Se refugiando no sombrio
sótão, camufla seus ais
Lucidez desfalcada, seus
desertos povoando
Convive com o pranto, e
fantasias banais
Rabiscos confusos na
branca folha de vida
Letras desconexas,
borrão, aquarela escorrida
Glória Salles

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