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segunda-feira, 30 de julho de 2007

"Ver"


Série Poetrix

“VER”

Mesmo que as nuvens turvem o céu.
Na ponta dos pés consigo VER.
O sol que brilha acima delas.


Em 28/07/2007

"Ausência"




Série Indriso

“Ausência”

Presos na janela, meus olhos acompanham.
Luzes, ruídos, da rua todos os movimentos.
E tento coordenar, do pensar, os fragmentos.

Pergunto-me, em que horizonte pousa teu olhar.
Onde está e que imagem você vê da tua janela?
Sente saudade?Será que me enxerga, através dela?

Dúvidas me travam, me amarram, não aconteço...

Olhando as sombras na parede, sem sonhos adormeço.


30.07.2007


00h24min

sábado, 28 de julho de 2007

"Almas juntas"




"Almas juntas"

Somos duas almas que caminham juntas
A despeito dos ventos a nos fustigar.
Mesmo bebendo a nostalgia da noite
Sabemos-nos inteiros, a nos apoiar.

Mesmo que trôpegos sigamos ruas incertas
E o amanhã seja uma grande surpresa
Somos o arrimo deste faz -de -conta
E mantemos a chama deveras acesa

Como límpidos leitos de rios, seguimos.
Nossa vida ganhando sentido é só bem.
E juntos olhamos das montanhas, além.

Acreditando sempre, ao infinito sorrimos.
Debruçando sonhos na tarde da memória

Porque nos bastamos nessa nossa historia.

Inverno /2007

sexta-feira, 27 de julho de 2007

"´Escolha"





Série Poetrix

“Escolha”

Lanço ao vento os versos que fiz.
Exerço a liberdade do sentir.
Prefiro escolher a mim...



Em 28/07/2007

quinta-feira, 26 de julho de 2007

"Quero ser"




“Quero ser”

Quero ser do teu texto o contexto.
As palavras que em tua folha, moram.
Quero ser teu cajado esferográfico.
E as sílabas que teus versos encorpam.
Quero ser os mais lindos pensamentos
Que vagueiam teus poemas, inspirando...
Do teu olhar triste e semblante soturno,
Quero ser do sorriso, a vida emprestando.
Das lembranças, ser a melhor memória
Ser o sonho que mora em teu horizonte...
E o “pra sempre” dessa tua história.
Quero ser aquele momento profundo...
Ser a paz, aconchego, silêncio envolvente.
Quero ser a pausa, enquanto anda o mundo.


Em 26/07/2007

quarta-feira, 25 de julho de 2007

"Si bemol"




“Si bemol”

Na melodia do tom das letras, faço versos.
Preencho meus dias de lucidez e poesia.
E meus sonhos exonerando o reverso.
Conduzem as notas em perfeita sinfonia...

A cada nota pulsa emocionado o coração.
Enxurradas de verdades que se harmonizam.
Mix de realidade conjugam verso de ilusão.
E os acordes dos sentimentos simplificam.

A eternidade de uma vida de momentos.
Onde notas cantam emoção em si bemol.
Felicidade rimando todos os fragmentos.
Mesmo na dissonante tonalidade do arrebol...

Em harmonia com a partitura da saudade.
Canto tua lembrança com poesia e sonoridade.

Glória Salles
28 julho 2007.

terça-feira, 24 de julho de 2007

“Noite insone”



“Noite insone”

Gira a minha volta, a beira dos lençóis.
Estilhaços que recolho da noite insone.
Inauditas, consumidas, palavras de nós.
Fragmentos aqui e lá, que me consome...

Lábios ausentes em sonhos rasgados...
Resquícios de nós repousam sobre a fronha...
Como flores ao vento, pensamentos revirados.
De lembranças, abastecidos, ainda sonha...

Deixo-me absorver pelo silencio que permeia.
Submersa, olhar perdido na parede sombria.
Permito a dança de sensações que a mente enleia.
Antes que chegue a manhã elucidando meu dia...

A brisa da manhã clareia os pensamentos.
Balança mansamente cortinas e sentimentos.

Glória Salles
18.04.05
23.19h

segunda-feira, 23 de julho de 2007

"Paz"



“Paz”

Por tanto tempo quis fugir do ninho.
Quis ficar a mercê da imensidão da lua.
Assumir o bucolismo do meu descaminho.
Desvendar os segredos da próxima rua...

Quero o vento desalinhando o cabelo.
E a rima solta o coração disparando.
Do efeito de ser livre desenrolar o novelo.
A beleza que existe em tudo descortinando.

Quero as borboletas no ventre alvoroçadas. 
Permitir-me ser dona dos cheiros que invento.
Ficar ali, absorta, dos sonhos, alimentada.
Cerzindo as roupas rasgadas pelo tempo.

Que me satisfaz o silêncio que não é utopia.
Deitar na relva, sentindo o cheiro do mato. 
Que a busca de mim mesma seja meu guia.
E na paz que procuro simplesmente me basto...

Glória Salles
27/07/2007

domingo, 22 de julho de 2007

“Renascimento”




“Renascimento”


Ninguém pode ouvir meu grito
E do vazio dos meus olhos rolam
Densas lágrimas, choro sentido.
Que o Saara do meu peito orvalham

Vagueio entre passado e presente
Caminho nas areias da nossa historia
Engano a solidão que parece ausente
Quando te trago do fundo da memória

O Vento traz tua voz ao ouvido.
A lembrança me trai, e penso em nós.
Renovando a esperança perdida de mim

Renasce então o velho desejo incontido
Revivendo nossos momentos a sós.
Vejo-me no teu abraço terno e sem fim


quinta-feira, 19 de julho de 2007

“Mãos…”



“Tuas mãos…” 

Mãos que docemente acariciam.

Que desesperadamente seguram.
Que despudoradamente afagam.
Que brincam com os fios do meu cabelo... 


Mãos que querem segurar o tempo.
Que contornam minha boca com malicia.
Que escrevem meu nome na areia.
Que tocam meu corpo, provocam delicias...

Mãos, as tuas, que me concedem vida. 
As minhas que exigem o toque das tuas. 
Que são bálsamo para todas as feridas.

As minhas, as tuas… Nas minhas, nas tuas… 


Essas mãos que sutilmente me põe ausente de mim. 
Que me tira o sossego, quando passeia por mim...


Glória Salles
Julho 2007

quarta-feira, 18 de julho de 2007

" Na linha..."



" Na linha..."

Os minutos passam muito rápido
Atropelam minha emoção.
E meus planos mudam a qualquer movimento
Como desenho holográfico.
Numa metamorfose, tudo muda.
Corre constante, feito os ponteiros do relógio.
Que vão sempre à frente, sem permitir mesmices.
Levando-me a exaustão.
Hoje volto ao trilho...
Pura necessidade...
Busco o encontro comigo mesma.
Aqui, a (falsa) sensação
Que o tempo não me trava.
Preciso dos próximos momentos.
Sei...

Mudarão minha vida.



terça-feira, 17 de julho de 2007

"O seu olhar... "





"O SEU OLHAR... "

Quando olhei no seu olhar
Que flecha ao meu peito
Um desejo de amar
Um segredo pelo leito...

Segredo que é desvendado
E nutrido por nós dois
Nesse desejo incontido
De viver o antes e o depois.

Quando um dia te encontrei
Ah que bálsamo aos olhos
Te procuro - onde andas?
Meus lamentos quem que colhe-os?

Estou onde sempre estive
Dentro dou teu olhar
Como força que irriga o sangue
No coração vai me achar

A saudade flor secreta
Uma névoa tão ardente
Fera a alma do poeta
Deixa o coração doente...

Mas pode ser que a saudade
Seja também a tua cura
Numa doce ambigüidade
Que te leva a minha procura.

Duo com Gonçalves Reis

segunda-feira, 16 de julho de 2007

sábado, 14 de julho de 2007

"À deriva..."





"À deriva..."

Como barco a deriva, na imensidão do mar...
Talvez sem esperança, de aportar no cais.
Olhos turvos pela neblina, que encobre o ar.
Sem curso... Sem rumo... Em tantos vendavais.
E vagando, tentando manter o equilíbrio.
Em meio à ameaça de tempestade que permeia.
A manhã chega, traz luz, calor e promessa.
A esperança, nas ondas que se quebram na areia.
O céu dourado e límpido traz o brilho da certeza.
Que o amanhecer faz apagar a noite dorida.
E a manhã vem sorrindo como criança indefesa
Pois no horizonte rubro, há esperança de vida.

sexta-feira, 13 de julho de 2007

quinta-feira, 12 de julho de 2007

" Ele me encanta"


Hoje,
Bucólica e preguiçosa
Manhã...
Estranha (mente) calma...
Basta-me...
Um olhar clandestino
Pensamentos libertos
O sabor do vinho...
Que traz o odor
De um sonho inacabado.
Misturado ao cheiro
da maresia.
Do mar que me encanta
Ainda que cinza...
Turvo, pela neblina.
E envolto em melancolia.
Ainda assim me embriaga
E me enfeitiça tamanha beleza.
E a brisa que vem suave,
Brinca com os fios de cabelo.
Parece agradecer o olhar...

Inverno / 2003

quarta-feira, 11 de julho de 2007

" Mistérios " - Soneto





 “Mistérios...”

Para o mar sussurrei segredos.
É meu maior confidente...
Jamais me deixa a deriva
A ele confidencio meus medos.

O verde se confunde com o Azul do céu
Nessa junção minha alma se perde
Vagueiam garrafas, ao sabor do vento.
Desejos reprimidos, sonhos ao léu.

Numa praia qualquer, quem sabe um dia.
Venham à tona, mistérios que ninguém via.
E ancorem tantos segredos escondidos.

Fragmentos eternos, presos num grito.
Que o mar ouve, ainda que só aqui dentro...
Sabe que sou parte dele, e lá fica meu infinito.

Glória Salles
09 de maio de 2003
Florida Pta

domingo, 8 de julho de 2007

"Você, benção"



"Você, benção"

Amanhece e o fulgor do sol nos chama
Beija-me a fronte, me aquece lentamente.
Um sorriso indulto, na afetuosa letargia.
Saciedade desejada e conquistada...

Esquecendo de computar o tempo.
Famintos, como se fossemos eternos.
Atiramos-nos nesse mar de emoções.
Desejos tão meus... Tão teus... Nossos...

Acordar com você, uma sensação furta cor.
Pelos poros, explode alegria em demasia.
Despudoradamente nutre-se do corpo que é teu.
Num turbilhão de emoção e fantasia...

E com o corpo solto, inalando a maresia.
Pinto de azul a vida e confiro os motivos.
Ao espetáculo de cores que me deslumbra
E a você, benção que sorriu pra mim.

Glória Salles
Julho 2007

sexta-feira, 6 de julho de 2007

“Feita de nós”



“Feita de nós”

Percorro a vida, tenho sonhos avarandados.
Às vezes lágrimas, sob sorrisos descorticados.
Equilibrando pensamentos esmiuçados.

Alimento-me do cheiro da chuva no vento
Das utopias e dos caminhos que invento
No céu desenho todos os sentimentos.

De nada adianta buscar as causas.

Sou feita de nós e de muitas pausas.


quinta-feira, 5 de julho de 2007

“Renascimento”





 “Renascimento”

Ninguém é capaz de ouvir meu grito
E do vácuo dos meus olhos rolam
Densas lágrimas num lamento sentido.
Que o Saara do meu peito orvalham

Vagueio entre passado e presente
Perambulo nas areias da nossa historia
Engano a solidão que parece ausente
Quando te sorvo do profundo da memória

A aragem traz tua voz ao ouvido.
A lembrança me trai, e penso em nós.
Liberto as borboletas refreadas em mim

Renasce então o velho desejo incontido
Revivendo nossos momentos a sós.
Corro para o teu abraço terno e sem fim...


Glória Salles
Julho 2007

quarta-feira, 4 de julho de 2007

Realidade...




Série Poetrix

"Realidade"

Não me desvende o paraíso, assim ousado.
Amanhã acordo e você se foi...
Com a lua.

Glória Salles

terça-feira, 3 de julho de 2007

Teu nome...



"Teu nome"

No horizonte tenho o olhar perdido
Debruçada na noite que já vem
Voz embargada, calando meu grito.
E as lembranças que ainda me sustem.
Chamo teu nome e se ouvires minha voz
Mantenha-me no teu sono, acordada.
Não me perca, nem perca o endereço.
Dessa minha emoção escravizada.
Me deságuo rendida em teus afetos
Serei sempre do teu pulmão, a vida.
E terás sempre em mim, guarida
Teu amor é regente dos meus dias.
Recupera a paz antes perdida
Sorriso, que me faz manter a vida.

segunda-feira, 2 de julho de 2007

De mim...



"De mim"

Agrada-me o silencio e neste passo lento
Na inspiração que tenho, compreendo-me.

Gosto do desafio desta beira de abismo. 
Sou intensa e enquanto escrevo, choro....

Entretanto resoluta, removo as compressas.
E apos a triagem, rio das bobagens escritas.

Os caminhos nem sempre são tão visíveis.
E alienada, tropeço nos desníveis da estrada.
Porem os percalços vejo com olhar desprezível.
Levanto-me, defino que passa e pronto...
Afinal serviram o bastante pra ser o que sou.
Avanço, me sentindo bem viva de novo...

Gosto de viver... Ainda que no anonimato.
Não me permito correntes, menos ainda fantasmas
Assombrando meus dias, sobrepondo minhas dores. 
Alimento esperança de sonhos que me fazem voar.

Esses me protegem, embalam, calcinam meus ossos..
Os mesmos nunca esquecidos, e que me sustentarão.

Glória Salles
Em 27/07/2007

domingo, 1 de julho de 2007

"Alma nua"





"Alma nua"



Sentimentos misturados e nublados

turvam-me a visão de mim mesma. 


Ouço vozes que não são minhas. 


Risos que não me pertencem













Renuncio a mim e nem me importa

Já que não sei quem fui, quem serei. 


Estrangeira em minha própria terra


Percorro trilhas que dão em lugar algum. 


















Sigo silente, sem deixar qualquer vestígio 

Contorno os rabiscos desenhados pelas ondas


Que me beijam os pés e lambem a areia. 


Desenhando aleatoriamente figuras desconexas... 









Vou assim... Pés descalços... Sem compromisso, 

Assim... Sem volta, sem pressa... Livre, alma nua...








Glória Salles






Em 5 de julho de 2005