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segunda-feira, 31 de março de 2008

"O coração diz"


Quando pleno chegou, o tesouro achou.
O que era mistério aflorou, surgiu.
No escasso tempo que é seu momento
Deu-lhes a chance, dentro do peito viu.

E até esse tempo que passa sem passar
Um segundo parou pra ver a euforia
De quem hoje vê flores por todo lugar.
Se há muito, em primaveras já não cria.

Por mais que se diga esse amor já era.
Que é uma espécie que ninguém define
No que o coração diz, prefira crer.

Esse amor, que abraça e oferece guarida.
Cujos galhos de outono, o afeto floriu.
É o que hoje mostra o pulsar da vida.

domingo, 30 de março de 2008

"Nas madrugadas..."



Pensamentos perdidos
Em tantos momentos atras
Uma saudade incontida
Ameaça roubar-me a paz

Dentro da madrugada
Seu vulto no pensamento
Mergulho em tantas lembranças
Que reavivam sentimentos

Me tomam inteira, dou vazão
E deixo-me ser envolvida
Num Tsunami de emoção

É sempre na madrugada
Que tua falta é mais sentida
E mergulho nesse "nada"...


27.03.2008
14h05min

"Insustentável leveza do ser"




"Insustentável leveza do ser"

Série Haikai


Frágil aranha?
Fina teia sustenta
Flor alimento



29.03.2008

quinta-feira, 27 de março de 2008

"DEDILHAR" - Soneto


"DEDILHAR" - Soneto


Contorno tua boca nesse instante
Dedilhando e sonhando com teus beijos
De imaginar tua boca , fico arfante
Querendo nela, saciar sede e desejos

No espaço entre tua boca e meu ouvido
Busco a melodia que me tira do chão
E flutuando, é na música da tua voz
Que ouço o que mais toca o coração

Palavras que vão dedilhando em mim
Sentimentos que fazem a poesia fluir
Nos acordes, desse momento sem fim

E absortos seguimos nessa sinfonia
Arrancando sons que vêm da alma
Notas e compassos, em doce harmonia


26.03.2008
23h17min

quarta-feira, 26 de março de 2008

“Nada mudou...”


“Nada mudou...”

Esse mar, que não tenho
o poder de abrir.
Ainda é o mesmo...
O tom de verde profundo.
Ainda é o mesmo...
O cheiro de maresia,
que se mistura ao perfume da pele.
Ainda é o mesmo...
O abraço morno e
envolvente das águas.
Ainda é o mesmo...
O horizonte tingido de dourado
pela doçura do sol no poente.
Ainda é o mesmo...
O som das ondas quebrando na praia,
que parecem sussurrar teu nome.
Ainda é o mesmo...
O sopro da brisa que desarruma
cabelos e sentimentos.
Ainda é o mesmo...
Até a saudade, que grita aqui dentro.
Ainda é a mesma...

Nada mudou.

Apenas eu mudei...

Guarujá
22.03.2008

sexta-feira, 14 de março de 2008

“Mãos…”



“Mãos…”

Mãos que acariciam…
Mãos que desesperadas seguram...
Mãos que afagam...
Mãos que brincam com os fios do meu cabelo...
Mãos que contornam tua boca...
Mãos que tocam o mar…
Mãos que escrevem seu nome na areia...
Mãos que querem segurar o vento...
Mãos nas mãos…
As tuas...
Que querem vida…
As minhas…
Que pedem vida...
As minhas...
As tuas…
Nas minhas...
Nas tuas…
Nossas mãos...
Essas mãos...
Que mãos...

Ahhh mãos......

... Em mim...

05 de março de 2008
23h25min

quinta-feira, 13 de março de 2008

“As ondas”



Série Poetrix 01

"As ondas"
Quando chegam à praia
E beijam meus pés assim, é você dizendo
Estou chegando, espere por mim.

18 de fevereiro de 2008
12h58min

quarta-feira, 12 de março de 2008

“Amor é cura” - Soneto



Com a sorte de viver o presente
Esquece a incerteza, e de peito aberto,
Permita que a flor, em perfume desabroche
Pois existe um oásis, nesse deserto...

Deixe que sua função, o tempo exerça.
E esse momento pleno e intenso, viva.
Não lhe cabe, o prelúdio desse drama.
Não antes da peça, propriamente dita.

Quem te quer, já abriu teu peito, e te leu.
Plantou no chão do seu coração, certeza.
Viçou o “pra sempre”, mesmo que não seja.

Considere a possibilidade de amar e sonhar,
Se embriague dos efeitos, enquanto dura.
E que a estrutura desse amor, seja tua cura.
27 de fevereiro de 2008
15h53min

segunda-feira, 10 de março de 2008

" Retroceder, jamais..."


Buscava uma estrada...
E sem questionar onde ela me levaria
Rompi a imensidão de asfalto
Atrás do paraiso...
Com expectativas de um desbravador,
Lacei-me nela...
Segura, nas minhas incertezas,
a noite me encontrou
sem medo...
Olhar fixo no horizonte...
É lá que está meu destino.
Se as luzes me turvam a visão...
E os faróis me cegam...
A lua segue comigo
Empresta seu brilho
Ilumina o caminho
Me é companheira...
A beleza sutil da densa neblina,
no alto da serra...
É premio que compensa os percalços,
Dessa estrada que desconheço.
Vou...
Olhando em frente...
Seguindo placas que mostram
A direção, o rumo...
Consciente porém,
Que num mundo que surpreende,
A proxima curva pode ser fatal...
E destruir os sonhos que levo
na mala.
Mas arrisco...
E sigo.
Retroceder, jamais...
Buscava uma estrada
Agora me deixo ser uma...
Gasta,
pelo tempo que me limita...
No porta malas,
meu mundo guardado...



"Abrindo o mar..."




Quem me dera ter poder, e ao toca-lo
Como o fez Moisés, tuas águas separar
E entre paredes, segura atravessa-lo
Para bem de perto, ver aquele olhar...

06 de março de 2008
10:52hr


terça-feira, 4 de março de 2008

segunda-feira, 3 de março de 2008

terça-feira, 26 de fevereiro de 2008

“Depois de você” - Soneto



“Depois de você” - Soneto

Peguei carona no vento, e vim pra você assim.
Tropeçando nas lembranças que deixei no trajeto
Dias em que ser feliz, nem era parte do projeto.
Mas você mudou os rumos, quando me olhou assim.

Num curto espaço de tempo, tomou todo o meu ser.
Que sem saber te esperava, e já sentia o sabor.
Do tempero agridoce e suave, do gosto do teu amor.
Levando-nos para um futuro, antes, remoto de ver.

Um cheiro de flor no ar devolve a paz adormecida.
Nosso pranto arremata, e com um sorriso abriga.
Nascendo nova manhã nas nossas noites sem vida.

Juntos, tornamos as perdas, mais fáceis de suportar.
Semear amor, esperar, sempre o próximo amanhecer.
Conscientes que amor regado, é motivo de sobra pra viver.

21 de fevereiro de 2008
17h27min

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2008

" Crepúsculo"


Série Haikai -14
“Crepúsculo”

O sol já se vai
Na rubra tarde quente
Imerge no mar

18 fevereiro 2008
17h55min

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2008

"Show da vida" - Soneto em duo



Glória Salles
Amiga, uma honra estar contigo.
Nesses versos em parceria
É sempre um aprendizado
Seu poder de criar, contagia.

Sonia Santos
Meu doce feitiço é de amor
Sou carente de seu calor
Tua poesia é de muito valor
Amizade que me conquistou...


Glória Salles

Demonstrar todo o nosso carinho
A quem sempre está ao nosso lado
Seja com palavras, ou simples gesto.
É bom amar e sentir-se amado.

Sonia Santos
No palco da vida a verdade.
Sonhos,ilusão,dor,saudade
Sentimos efeitos na carne
Muitos ataques de insanidade!


Glória Salles

Somos de tudo um pouco, é verdade.
Sensibilidade sempre à flor da pele
E por mais que doa tais ataques insanos
Com sinceridade, e poesia se repele.

Sonia Santos
Sofremos em cada personagem
Lágrimas e lágrimas derramadas
Em cada cortina que se abre...

Glória Salles

A cada cena nos vemos emocionados.
Nesse palco de tantos protagonistas.
E cada lágrima, representa uma conquista.

Sonia Santos
Somos todos atores principais
Desejando amar cada vez mais
Nosso tema é amor e paz!

Glória Salles

Sem coadjuvantes, cada um tem seu valor.
E no palco da vida, quando a cortina se fechar.
Paz, união e amor, é o legado que vamos deixar!

Sonia Santos
Glória Salles

20.02.2008
16.44hr

domingo, 17 de fevereiro de 2008

" Me calar, jamais” - Soneto


Quando vi que mansidão, com fraqueza é confundida.
E o portador da virtude, tem de tolerar TUDO prostrado.
Saí do meu silêncio e vim enfatizar que não temo
Esse Sistema frio, de despotismo infestado.

Ser vítima, não quero e não sou, em nenhum momento.
Faço da dor, meu próprio remédio, esse é meu exercício.
E deixo que o tempo mostre, aos desprovidos de sentimento.
Que quem ignora a dor do outro, não merece sacrifício.

Entretanto, não posso dar palco, nem aplaudir jamais.
Quem se acha no direito, de manter o dedo em riste.
Nem vou discutir a nuance, da liberdade de expressão.
Com quem se quer se dá conta, que somos todos iguais.

Caminho sem reconhecer as sutis e velhas estratégias
Dos que em lixos verbais, transformam o que devia ser arte.
O verdadeiro poder não alardeia, sem ruído se expressa,
O "lixo” ignoro, já que do meu repertório, não faz parte.

Declaro enfim, que sancionei na minha vida um decreto.
Não me intimida quem vive nos becos, sem “identidade”.
Porque penso que “agir na sombra”, é o ato mais covarde...

Como quem sopra, para aliviar a dor das marcas.
Quero “fazer a diferença” e transmiti-la pelo olhar
Marcada, porém inteira, fico, porque aqui é meu lugar!


17 de fevereiro de 2008
12: 15 h

terça-feira, 12 de fevereiro de 2008

" Além do físico" - Soneto



Descobri-te, muito alem do físico.
Da emoção todos os limites transpondo
Pisando ainda oscilante, em solo desconhecido.
Deixando fluir, me desarmando, me expondo.

Burlei preconceitos, ignorei preceitos.
Mergulhei na fonte límpida, oferecida.
Desnudei a alma, libertei sentimentos.
Imergi as dores impostas pela vida

Deixei a voz que é silêncio me trasladar
Cri na transparência que se abriu pra mim
E no despojado gesto de me amar assim

Ao emergir, corpo e alma renovados.
Deixei na fonte resquícios de memória
E sem medo de seguir, reeditei minha historia.

12 fevereiro 2008
16:35 hrs

domingo, 10 de fevereiro de 2008

"Chove amor em nós"



Quero dias recheados de pura languidez
Sem limitar momentos, amar-te sem hora marcada.
Ser recompensa, não questionar se é insensatez.
Só ver-me nos teus olhos límpidos, mergulhada.

E na privacidade perigosa do teu quintal
Dar-te tudo de mim, entregue... suplicante.
Sem preço, sem medo de um precipitado final.
Por temer ser essa, uma paixão rompante.

Desses nossos momentos na chuva, quero mais
Porque esse amor ao vento, não apaga nosso fogo.
E a brisa, acende o braseiro ainda mais...

E que venha mais dessa emoção quase palpável
Quero senti-las, no som da tua voz ofegante e rouca.
- Quero mais de você, nesse futuro viável.

10 fevereiro 2008

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2008

"Os meus "ais "



Por conta de passos caminhados em vão...
Hoje se recusa e nem se atreve a pensar.
E conhecendo a linguagem do indizível.
É puro silêncio, que substitui sermão.

Dele, vai sua história, escrevendo,
E resignada, já que tudo tem seu tempo.
Eximi-se dos "ais" que seguem junto...
E os sonhos, lança-os no esquecimento...

Já que a vida se faz vivendo os instantes.
E vendo a utopia que é viver de rompantes,
Nos versos se redime, acha a direção.

E mesmo estando no vermelho da emoção.
Consciente, do preço que a vida lhe cobrará,
O quanto foi feliz, ninguém jamais saberá...


04 fevereiro de 2008
22:50hr

sábado, 2 de fevereiro de 2008

"Presente do sol"


E é assim...
A mesmice apaga o fogo, e frios... caminhavam.
Fugindo de envolvimento. Desacreditavam...
Até a libido congelou..
Mas de um ponto qualquer do mundo o sol a presenteou
Com esses olhos tristes de menino perdido
Que agora se achou...
Amor... coisa louca, ilumina
Na seqüência, desatina.
E foi assim... dia apos dia
Ela, que já não acreditava, para crer que seria possível
Teve que digerir que não era mais sozinha.
Envolvimento maior a cada dia...
De repente, tudo muda , a uma pessoa pertencia
E com esta tal de saudade...
Sabia que conviveria.
Agora?!
Vai pra cama.
Presença viva na memoria.
Na boca a vontade do gosto
do beijo
Na pele... queria tatuado
o corpo dele.

Escrito em 05 de outubro de 2007
00:27 hs

terça-feira, 29 de janeiro de 2008

"Sonho"


Lá fora, a chuva torrencial, sem dó açoita a vidraça
E o vento que bate bruto, mostra que o tempo passa.
Mas lembranças sorrateiras trazem de volta madrugadas
Cenas de um quarto invadido, cuja porta nunca era fechada
E o moço de olhos falantes, o tempo logo silenciava
Cobria-lhe o corpo com o seu, e a longa espera encurtava.
Voz sussurrada ao ouvido, barba por fazer, a pele arrepiava.
Palavras desconexas, perda do ar, gostos, na boca misturava.
Sob seu corpo quente a colocava, mantendo-a sua presa.
E percebendo seus espasmos, delirava ante a beleza
Disparava o coração, ante a nudez tão desejada,
E a pele quente sobre o sonhado corpo, loucamente tatuava.
Sem tirar os olhos dos seus, tomava-a e alucinava.
Gestos suaves, porém firmes, impetuoso a dominava.
As horas passavam assim, no seu peito, protegida e aninhada.
Mas o canto do galo avisa, o sonho amanhece com a madrugada.
Além do gosto do beijo, ficou a sensação guardada no peito
E no colo crescem inevitáveis marcas, desse único momento
No silencio das horas, perto da alma, onde o calor é intenso.

29 novembro 2008
11h28min

"Sutilezas"


"Série Haikai 13"

Ah...quanto amor
Vemos nas entrelinhas
Sutis dos versos


27 janeiro 2008
17:02 hs


"Pelo celular"



Série Haikai 12

Formas de amar
Mensagens pelo celular
Amor em ondas

26 janeiro 2007
21;27hrs

domingo, 20 de janeiro de 2008

""Nós""



"Serie haikais 11"

É o momento
De dispensar as regras
E só ser feliz

Escrito em
29 novembro 2007 22:17 hr

quinta-feira, 10 de janeiro de 2008

" Palavras que ferem"




Daqueles cujo domínio próprio não controla
São como bisturi, ferem a aorta contundente.
Provocam grandes terremotos, vítimas fatais
Corações destroem, intrinsecamente.

Armas potentes, machucam, ferem
Envenenadas de puro rancor, deixam feridas.
Golpes premeditados duramente
Fazem sangrar, quando friamente proferidas.

Quem as usa, tem consciência do mal feito.
Geralmente das regras e limites é conhecedor
Porem um prazer mórbido é sentido
Vendo no alvo do ódio, do sangue o sabor.

Ironicamente, não se dão conta os desatentos.
Os mesmos lábios que profetizam mansidão
Pregam o amor, falam de paz e harmonia.
Deixam marcas indeléveis, destroem coração.

Ousam citar de Deus o nome, fria realidade.
E incapazes de perceber espontaneamente
O tronco que lhes atravessa o olho, e os cega.
Apontam o cisco, no olhar do semelhante.

Talvez, em nome de uma vingança infundada.
Quem sabe o coração ferido, seja o argumento.
E para pisar, esmagar e ferir brutalmente.
Só esperam por uma brecha, um momento.

Quantos defeitos soterrados veríamos.
Pudéssemos a alma, em estado bruto sondar,
E remexendo escombros reconheceríamos.
Que apenas Deus tem poder para julgar.

Talvez , com nossos defeitos aparentes.
Pegaríamos à mão a esperar estendida.
E mesmo quando feridos e machucados
Entoaríamos apenas palavras de vida.

10 janeiro 2008
22:22hrs

quarta-feira, 9 de janeiro de 2008

terça-feira, 8 de janeiro de 2008

"Espera"


"Serie haikai "


Celular mudo
(In) quietude total
Coração na mão


Escrito em
08 janeiro 2007
16.54hr

segunda-feira, 7 de janeiro de 2008

"Diz hoje"


"Diz hoje"

I ...mportante dia, hoje
N ..ada impede uma profunda reflexão
I ...nevitável ciclo...
C ...omeça a semana ...
I ...nclinemos o rosto para pedir ao Pai
O ..ndas de sabedoria

D ...eus estará sempre conosco
E ...mostrará a direção

S ...eguremos firme a mão do Criador
E ...spalhemos nosso amor
M ...ergulhemos no perdão
A ...memos e demonstremos nosso amor
N ...ão deixe pra dizer amanha...
A ...quilo que está no coração...


Escrito em:
26 agosto de 2007
17:20:23

sábado, 5 de janeiro de 2008

domingo, 23 de dezembro de 2007

"Dá medo "


Dá medo...

Das incertezas do dia seguinte
Do viver sem sentido, sem razão
Da monotonia das noites vazias.
Sem esperança ou motivação

Dá medo...

De perder as palavras totalmente
E romantismo nelas não mais haver
Dos pensamentos não te alcançarem
E dos meus olhos, você esquecer.

Dá medo...

De não achar refúgio nas tempestades
E nas revoltas ondas do mar dolente
Sofrer a angustia torpe de perceber
O frio cortante do seu olhar ausente.

Dá medo...

De sufocado e envolvido pela culpa
O amor ser varrido totalmente
E nossos sonhos serem todos banidos
E levados de nós, pelo vento quente.

Dá medo...

De nossas almas fadadas ao exílio
Em cem, mil dias de solidão.
De lagrimas vertidas, inutilmente.
De sentir frio e vazio o coração.

Dá medo...

De no limiar da minha vida, concluir.
Que o anoitecer esperado foi esquecido
Que a porta sempre aberta, não existiu
De nas suas madrugadas, eu nunca ter existido!

Dá medo sim!

Escrito em:
23 dezembro de 2007
01.06 hs


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sábado, 22 de dezembro de 2007

"Noite insone"


A brisa entra pela janela,
faz balançar a cortina.
Insiste em trazer ao pensamento,
o que me desatina.

Por certo dormes,
ignoras minha fragilidade.
Meu coração...
Ecos de lembrança e saudade.

A vida vã e triste,
os dias, antes vazios, sem cor.
Sua presença agora,
promete preencher de amor...

De sonhos embrulhados,
em palavras envolventes.
Sem perceber passar o tempo,
éramos nós... Somente

Amor feito de despedida e saudade,
de retorno, e sorriso.
Indo, leva nossos sonhos,
vindo, traz o paraíso.

Tudo o que na vida procuramos,
ali ao nosso alcance.
A lua, a mesma que vimos,
chora comigo a perda da chance.

Ficar ao teu lado, ser feliz,
nada na vida quis mais.
Sem promessas, nem juras,
apenas entrega.

Amando - te, sendo amada,
mesmo quebrando regra
Mesmo fora do contexto,
e ainda que te amar doa demais.

Tivéssemos parado o tempo,
naquele “Boa boite”
Agora por certo não estaria,
sem chão, olhando a noite.

Desassossego rouba o ar,
só um sentimento alivia.
Saber que vou estar sempre...
Dentro da tua poesia.


Escrito em:
29 de setembro de 2007
03.25 hs

quinta-feira, 20 de dezembro de 2007

"Metáfora...um sonho"

Perdidas ficam as palavras no ar
Tentando entender o que não se pode explicar
Metáforas de um sonho talvez, quem sabe.
De um querer, impossível de evitar.

Pensamentos, momentos imaginados.
Apenas sentir sem buscar explicação,
No sonho podemos, em instantes inventados.
Versejar e voar, e ao que queremos dar vazão.

Imagino dos teus olhos a ternura despertando
E o olhar que me passa tamanha vibração
Já não me importo se é fantasia, ou verdade.
Só consigo ouvir, o que diz meu coração.

Seu olhar preso, no verde profundo do meu.
Parece que vejo a alma, pura, cristalina.
Falando-me do sentimento que gera vida.
Vida que sinto, me vendo em sua retina.

Esquecendo as horas, e o mundo lá fora.
Só saber que é noite, por ver da janela a lua.
Só ela sabe, que o que mais queria agora.
É perder o rumo, e por um momento ser sua.

As horas são implacáveis e a noite eterna parece.
Som das ondas bravias, revelando o mar tristonho.
E esse desassossego no peito também acontece
E fujo de mim mesma, voando no meu sonho.

Desejando, que o sonho fosse verdade.
Estar alem, longe de apenas poesia.
Nossa vida cruzar de alguma forma
Transformando em realidade, a fantasia.

E envolvida, em seu abraço ficaria.
Esqueceria o mundo, deixaria o silencio falar.
Fugir de mim, ouvir seu sorriso, e se você deixar.
Estar na sua vida, ainda que em forma de poesia.

Escrito em

27 de setembro de 2007 -

23:22 h JP


terça-feira, 18 de dezembro de 2007

" Somos iguais"

De Deus somos todos filhos
O que nos torna irmãos
Mas quando um de nós cai,
Nem sempre estendemos a mão
O nosso orgulho é maior
Nos sentimos superiores

A prepotência supera
E esquecemos os valores
Esquecemos de exortar
E nos deixamos irar
E sem direito a defesa
Preferimos condenar

Com extrema arrogância
E o dedo sempre em riste
Soberbos, ignoramos
Que "perfeição" não existe.

Que não seja apenas nessa época

Que nos unam em comoção

Mas que Jesus nasça todo dia
E transforme nosso coração.

Lucinha Araújo
12:23:38 hs

sábado, 15 de dezembro de 2007

"Voce trouxe a luz"



Refém da solidão, andando a esmo,
Meu coração trilhou caminhos sinuosos
E foram tempos sem momentos luminosos,
Durante os quais sei que não fui o mesmo.

Perguntas sem respostas, caminhos estranhos,
Percorri infinitas vezes, sem destino.
Dentro do silencio, pensamentos insanos.
Em murmúrios que provocavam desatino

Até que a luz do amor brilhou no horizonte,
Quando vieste a fazer parte da minha vida
E renasceu em mim a esperança já perdida,
De viver as maravilhas de que foste a fonte.

Mas trazendo a paz de um imenso amor
Como mágica, chegastes à propícia hora.
E ao meu coração, trouxestes luz e calor.
E caminhamos juntos, felizes, aqui, agora…



Escrito em 18.10.2007
23.27 hs

quinta-feira, 13 de dezembro de 2007

domingo, 9 de dezembro de 2007

"Toda noite"


Serie Haikais 04

Porta aberta
Invasão desejada
Na madrugada

Guarujá - SP
29 novembro 2007

"Paginas amareladas"


Em
páginas amareladas,
Tanta história guardada,
registram dias, noites, vazios de sentimentos.
Tudo entre nós foi dito?
Passado e presente se mesclam.
Histórias mal vividas,tanta coisa por dizer,desperdício de sonhos.
Tudo era mágico,
Sintonia...encaixe perfeito, côncavo e convexo.
Agora ...
Essa pausa perplexa e o acordo tácito, porém implícito;
Me dispo de passado, alianças,
Páginas viradas, estranho equilibrio, vida neutralizada.
Sem sentido...
E escalo as montanhas que moram em mim...
Falta então o silêncio para dizer o que as palavras não podem mais,
porque as verdades mais profundasjamais são ditas,
mas sentidas na plena extensão de sua profundidade...
Como a própria verdade se falta sob os alardes,
a tarde que sempre é sobre o que se calou nos sentidos,
pelo medo do sentido
que sempre achamos que não faz...
Nada foi dito entre nós,
por mais que se tenha dito,
porque somos mistério construído no segredo
que julgamos aberto ao mundo;
não segredo;
livro exposto ao nada,
com páginas que o tempo associado às traças lança
no abismo do esquecimento.


(Duo Gloria Salles&Demetrio Sena)

Escrito em
23 de outubro de 2007
20:24 hs