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quarta-feira, 28 de outubro de 2009

“Escassez de respostas”















“Escassez de respostas”
Submersa em minha confidencial intimidade
Vou alem da parábola, nas entrelinhas das letras.
Caçando minhas origens, escancarando as gavetas.

E na complexidade do sentir, tento a distinção.
Entre a mentira camuflada em atos brejeiros
Ou a verdade revelada somente aos travesseiros

Numa hesitação aceitável prossigo num curso livre
Escolhendo os atalhos, sentindo do norte a aragem.
A causa de tantos porquês, transportando na bagagem.

Ironicamente roubando minha certeza do depois
Fazendo-me peregrinar acarretando compunção.
Hospedando fantasmas que minam minha opção.

Nas paragens dos caminhos, sigo dispondo vestígios.
Vou delineando num amanhã próximo, minhas rotas.
Não obstante ao esforço, existe escassez de respostas...

Glória Salles
25 outubro 2009
15h53min

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

“Tem dias...”















“Tem dias...”

Tem dias em que me perco em meus enigmas.
Quando consigo contrafazer imensa lacuna
Aturdida vou rabiscando versos sem rimas
Sentimentos peregrinam em densa bruma

Para o oculto do que sinto, sou rota medida.
Sou esfinge nebulosa, sem definição precisa.
Nem as estrelas conseguem indicar a saída
Desse labirinto de interrogações concisas

As certezas pousam ao relento na madrugada
Na oponente palidez dos meus subterfúgios
Exausta de me esquivar nos atalhos da estrada

Esquadrinho atalhos nos atemporais refúgios
À procura de mim saio num nômade mergulho
Não me vejo, mas em sedenta busca, me procuro.

Glória Salles
22 de setembro 2009
23h46min


quinta-feira, 15 de outubro de 2009

“Nômade…”

“Nômade…”

Indefinível minuto ou atemporal estação
Se minha alma decide o alento abraçar
Lanço ao vento os suspiros do coração
Da minha alma os gritos, tento dissimular.

De memórias distantes se faz minha escrita
Diversas lembranças, sonhos algemados...
Minha mão escorrega por onde acredita
Consinto resignada; versos dolentes, calados.

Caminho por minhas ruas revirando imagens
Buscando abandonar ao longo do caminho
Em algum ponto da estrada todas as visagens
Que perpetram os pensamentos em desalinho

Nômade, só em meus versos me aprofundo.
Calo minhas auroras na vastidão do mundo.

Glória Salles
18 setembro 2009
22h46min

sábado, 10 de outubro de 2009

“Tua” - Soneto















“Tua” - Soneto

No horizonte tenho o olhar perdido
Debruçada na noite que já vem
Voz embargada, calando meu grito.
E as lembranças que ainda me sustem.

Chamo teu nome e se ouvires minha voz
Mantenha-me no teu sono, acordada.
Não me perca, nem perca o endereço.
Dessa minha emoção escancarada.

Serei sempre do teu pulmão, a vida.
Deságuo-me rendida em teus afetos
E em mim, terás sempre guarida.

Teu amor é regente dos meus dias.
Recupera a paz antes perdida.
Sorriso, que me faz manter a vida.

Gloria Salles
08 outubro 2008
23h12min

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

“Um dia de cada vez...” - Soneto






















“Um dia de cada vez...” - Soneto

São bocados de lembranças atadas ao tempo
Que parecem não ter forma, ambiente, sequer cor.
Ensurdeço nesta ânsia de atrasar o tal momento
Desejo uterino de ouvir o pulsar, sentir o calor.

Nossos opostos acumulados eram emoção e razão
Feitas da mesma matéria éramos causa e efeito.
Hoje meu olhar vaga, nada assimila com exatidão.
É meu coração pulsando, agora fora do peito.

E fica uma sensação de busca interminável
Parece esquina errada, assunto mal acabado.
Hoje, metade de mim domina a dor implacável.
E a outra metade abraça um ser fragmentado.

Munida de força e fé, sobrevivo com altivez.
Sustentando esta saudade, um dia de cada vez.

Glória Salles
05 outubro 2009
18h15min




Minha homenagem a uma mulher sensível, porem forte,
que está a cada dia, em doses homeopáticas, é verdade,
superando a dor da perda, acreditando na fé, vivendo por ela,
e sabendo que é só uma questão de tempo.
E Deus fará o (re) encontro esperado e definitivo ,
quando a "viagem" acabar, na ultima estação...
Te amo querida...

domingo, 4 de outubro de 2009

“Foi real..."


















“Foi real..."

O tilintar das taças não foi mera utopia
Nem a simultaneidade das respirações
Menos ainda o calor das mãos ávidas
Que desenharam famintas, minha anatomia.
Foi verdade o arrepio quando a indolente
barba roçava e marcava meus recantos
E o olhar dentro do olhar denunciou
o braseiro que queimava mossas entranhas...
No sorriso indecente a certeza do prazer.
E quando as borboletas enfim silenciaram...
Sentindo-o ainda nos recônditos de mim
No peito ainda arfante adormeci lânguida
Envolta nos braços que adornou meu cansaço...
A madrugada nos envolve e lasciva se alonga
Na pele, tuas digitais pra sempre tatuadas.

Glória Salles
26 setembro 2009


terça-feira, 29 de setembro de 2009

“Quem é este homem?” - Soneto

















“Quem é este homem?” - Soneto

Quem é este homem que com movimento preciso
Em tão suaves enleios desvenda minhas ilhas
Faz ecoar suas vontades, é evidente e conciso.
Entorpece-me e enlaça em suas armadilhas

Quem é este homem que envolve lascivo
E em seus subterfúgios e malicias me perco
Que promete suprir meu compasso afetivo
Arquiteta emboscada me prende em seu cerco

Quem é este homem que me conduz sem musica
Que num simples toque me desnuda os contornos
Que reconstrói as palavras compondo suplicas
E num atrevido juramento manifesta suborno

Se minha artéria ferve com seus ardentes beijos
Quero o fulgor do verbo envernizando os desejos

Glória Salles
19 setembro 2009
17h56min

terça-feira, 22 de setembro de 2009

“Meu verso é livre” - Soneto

“Meu verso é livre” - Soneto

Meu versejar é livre feito o vento
É barco à deriva em mar aberto
É muro de arrimo ao sentimento
Mas rejeita da mordaça o aperto

Não tem a pretensão da lógica fria
Destoa muitas vezes da imagem
Põe tempero em excesso na magia
Ou é irreverente, franco e selvagem.

É convite à aspiração do meu instinto
Como um zaino solto na invernada
Exonera-se à vertigem do labirinto
Verbos no peito tecidos, brasa alastrada.

Quero os versos assim, desaguando em foz.
No fertilizar das palavras, expandir a voz...

Glória Salles
30 de agosto 2009
21h40min

sábado, 19 de setembro de 2009

“Incognita ilusão” - Soneto

















 Incógnita ilusão”

Fecha-se em círculos às vezes o pensamento
Mobilizando minha razão que fica perdida
Confundem-se, num bailado em movimento.
Aí me vejo desarmada, visão tão distorcida.

Feito sombra que vaga débil, ditado disperso.
Imprecisa, sou epigrafe varrida, indefinida.
Feito aquarela ilegível borrando cada verso
Ilusão incógnita que reveste a alma ferida

Os silêncios querem ecoar na voz rouca
Que emudecida asila o que o destino teceu
Subsiste porem à lembrança doce e louca
Que o meu olhar disperso em vão procura

Oscilando nos pensares de ontem, do presente.
Deixo que a lucidez atípica, meu sonho ostente.

Glória Salles
18 setembro 2009
21h32min

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

“Poesia que não salva”

“Poesia que não salva”

Nenhuma palavra...
Apenas registra sentimentos...
Emoldurados na confusão
de pensamentos soltos...
Ora com a determinação
de quem, com fé inabalável,
tenta veementemente,
manter o barco na superfície
de turbulentas águas...
Ora como quem leva a bordo,
o medo do naufrágio...
Às vezes, aguardando o menear da réplica...
Súplicas tantas vezes lançadas,
ao mar, e aos céus...
Em outras, como o resignado,
que perde o rumo...
E sem bússola, não vê sentido,
que dê algum sentido...
Hoje navega nas águas turvas
das dores passadas...
O gorjear dos pássaros não
embalam o sono.
Apenas escreve...
Inútil tentativa de tecer versos,
Que resgatem as cores...
Ainda que sutil pigmento,
que dêem vida a este cinza absurdo...

Glória Salles
18 dezembro 2008
19:08 hrs

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

“Fim da linha...”



























“Fim da linha...”

A viagem tinha destino, só seguir o roteiro.
Curtir a paisagem rumo ao trajeto sonhado
Porem em seu longínquo e confuso mundo
Partiu do trem em movimento aos braços de Deus

O teto, antes aparentemente estável e firme.
De repente são escombros e cacos espalhados
Nos trilhos da inquietação a alma soluça...
Margeando o coração, sangra a ferida aberta.

A dor da perda nos aprisiona os sentidos
Faz-nos impotentes, ata os movimentos.
Ressentidos, queremos de volta o passado.
Num lento e dolorido vôo, burlar o calendário.

Na frustrada tentativa de atrasar o relógio
Só resta o baque insano e o choro côncavo...

Glória Salles
04 setembro 2009
19h36min






Homenagem a essa menina tão querida,
que achou que a "viagem" não mais valia a pena,
e pulou do "trem da vida", para os braços de Deus...
Saudades e todo nosso amor ...

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

"Mágica dança" - Soneto

"Mágica dança"

Caminho na amplidão dessa noite vadia...
Escassa de estrelas, faltando o brilho da lua.
Cheia dos meus vazios, ando em areias brancas
No compasso das ondas, que lambem pernas nuas

Prende-me o som gostoso, que ouço ao longe
Finjo ser pra mim, e as estrelas se acendem
O vento levanta a saia, enquanto danço sozinha
Sem perder o ritmo do tango, os acordes tangem

Seu corpo me conduz, na doce imaginação
Despertam as borboletas que voam rendidas
Quebrando frágeis vidrilhos dessa minha vida

Trançar de pernas, olhar no olhar, pede a canção
As borboletas avisam que nada aqui é inocente
E o arrepio da pele, me faz te querer, consciente...

Glória Salles
07 setembro 2008
23h56min

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

“Religião inútil” - Soneto

“Religião inútil”

Caso fui considerado teu caso velado
Você, a toxina no cepilho camuflada.
Se fui a dissimulação mais intensa e clara
Você, extermínio cabal de nossa história...

Se fui religião densa, entretanto inútil;
Você, infiltração corroendo nosso alicerce.
Se fui apenas manjar que tua fome saciava
Você, a razão do meu coração desnutrido.

Fui tua migalha, acreditando ser fartura.
Você, um dolo na minha tangível
ilusão
A oração sem fé que não foi alem do teto

Sem probabilidade de surtos melancólicos
Não vou permanecer presa a um passado
Que nunca foi mais que uma doce fábula...

Glória Salles
06 setembro 2009
17h10min

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

“Tateando”

























“Tateando”

- Procuro-te, avançando aparentemente decidida,
Porém, deslizo ondulante, sinuosa, lânguida,
Por arestas que quem sabe sejam jamais buriladas.

- Domando vertigens, medos, silêncios pragmáticos.
Mistificando rituais, aventuro-me a alcançar tua alma,
Tocar tua matéria com a compostura de um faquir.


- Afrontando os desejos desta carne que me veste
E me conduz mansamente pelos obscenos sonhos,
Abandono-me no sentimento que provocas.

- Calando meus barulhos, sorvo o cálice que me ofereces,
Perfilhando os efeitos de tuas estratégias,
Que avivam meu sangue com veladas promessas.

- Cala-te, pois te quero.

Glória Salles
Setembro 2009



segunda-feira, 31 de agosto de 2009

“Ausência” - Soneto






















“Ausência” - Soneto

Ah os sonhos ingênuos, argutos
Vêm com tamanha insistência
Trazem de volta intensos minutos
Quando não conhecíamos ausência

Talante intenção (?) de machucar
Perfura e sangra esse coração
Talvez intente reavivar o amar
Que arredio, dorme em concisão

Ao sentir deste sonho a consistência
Perco-me em veredas de docilidade
E todo o meu sentir fica exposto

Então os lábios da tua ausência
Ganham o beijo da minha saudade
Deixando em mim, o teu gosto...

Glória Salles
05 março 2009
20h38min

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

“Assim sendo, gritei...”. - Soneto


























“Assim sendo, gritei...”.

Porque o silencio já não aquece a alma
E nas tramas das letras já não me acho
As linhas titubeantes já não são o tema
E absortas perdem-se no enredo do poema

Não quero rima nas letras entrelaçadas
Nem a caricia da trova que o verbo soletra
Quero a realidade autêntica da inteireza
Que do interior dos olhos se espalha no vento

Sacar do bolso da alma melodias sibiladas
Contracenando as cores do perfil do dia
Num vôo lamber do ser os cândidos lençóis
Pertencer-me assumindo todos os sismos

E ainda que o olhar ostente inquietação
Que a tez das palavras mostre-me inteira

Glória Salles
23 agosto 2009
18h24min

sábado, 22 de agosto de 2009

"Repleto de si" - Soneto

"Repleto de si" - Soneto

Nem notei a falta de aceno e de adeus.
Andei ocupada demais, a colar os cacos.
Uma dor colossal, em silêncios só meus.
Fragmentos de tempos, vis, rasgados.

Por isso respeito teus outros “contornos”
E não me surpreende a fartura de mel
Só lamento que compre amor com suborno
Pois amor não se compra, é presente do céu.

Não foi demissão, então, sem garantia.
Virando o jogo, sabe a dor que causou.
Já que o colo, mesmo disperso, o acalentou.

Tanto sentimento, não foi só poesia.
E o que chama de paixão, era puro amor.
E nem com suas farpas, vai virar rancor.

Glória Salles

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

"Sob teu olhar"


















"Sob teu olhar"

Ao desnudar-me assim
Sob teu olhar mavioso
Entre sonho e realidade
O coração oscilante
Meu corpo só quer sentir
Todo o encanto e magia
Dos teus dedos famintos
Desenhando minha anatomia
Quero a boca ávida e sedenta
Roubando todo meu ar
Matando esse desejo absurdo
E do teu corpo me fartar
Te sentir aconchegado
Nos recônditos de mim
Ora com fúria alucinada
Ora lânguido e doce
É isso que me alucina
Esse teu jeito de amar
Deixando meu corpo em festa
Olhar preso em meu olhar.
E aquele vestido vermelho
Por você tirado com ardor
Num canto qualquer deixado
Única testemunha desse amor...


Glória Salles

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

“Dona de mim”




























“Dona de mim”

Queria saber mentir, para a alma enganar.
Esquecer que de amor já transbordamos.
De quando insanos, éramos tato e paladar,
Despidos totalmente da razão do pensar.

Hoje optamos pelo presente que nos cala.

À superfície do papel os sonhos se limitam.
Os olhos denunciam o que a gente não fala.
Saboreando incertezas, no nada se inspiram.

Mas reajo e não é privação do sentido.
Intensifico o percurso, amordaço o peito.
Minha alma burlando, desse olhar o efeito.


Ignoro as lembranças, o desejo é contido.
Guardiã de mim, dona do meu sentimento.
Minhas trilhas refaço no rumo do vento.

Glória Salles
30 julho 2008

domingo, 16 de agosto de 2009

“Anjo bom”

















“Anjo bom”

Era pura insensatez, eu bem o sei.
Mas não dava pra fugir do teu olhar
As arcaicas ilusões que alimentei
Refeitas, já desnudam meu sonhar.

Mergulhou minha mente com magia
No coração que é vadio pôs algema
Encantou com sorrisos maviosos
Mudou o contexto do meu poema

Sabiamente usou suas alquimias.
Sussurrando palavras inaudíveis
Decorou todos os meus caminhos
Com destreza, tornou-os entendíveis.

Invadiu meus castelos, tomou-me.
Minha resistência de vez aniquilou
Mas desse amor, quero ser prisioneira.
Anjo bom, que meu coração alcançou.

Glória Salles
26 Junho / 2008

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

"Ocaso" (Rep)



















“Ocaso”

Se sair de mim...
Se abandonar neste poente
as rimas dos meus versos.
Se pausar minha historia,
no tempo que declina.
Se ouvir os “ais”, que
orvalham minhas vertentes,
banindo as carências .
Se debruçar
na janela da alma,
minhas ambigüidades.
Assim...
Olhos presos no ocaso...
Sem pesar, sem culpa.
Então...
Na explosão púrpura
desse fim de tarde...
Nua de essência,
farei barulho
neste vasto silêncio.
Acordando o porvir...

Glória Salles

sábado, 8 de agosto de 2009

“Na mira dos olhos”














“Na mira dos olhos”

Quando esta casca tênue de versos
Abraça a verdade que morre nos lábios
As sinistras seqüelas do baque afetivo
Descalça-se anverso ao sopro do verbo

Ainda que a emoção sofra intenso golpe
Não alanha a carne o engenho da alma
Na liquidez calorosa dos gestos febris
Faz em passos acesos adormecer a voz

Acomodam-se os olhos nas mil vivencias
Barulho que minha dormência oscila
Crepita pra fora do peito densas águas
Reconstrói o horizonte na mira dos olhos

Glória Salles
29 julho 2009
23h11min

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

“Dormência afetiva” - Indriso

















“Dormência afetiva” - Indriso

A despeito do olhar turvo, por velha vivencia.
E das marcas que trazes no rosto cansado
Atravesso teus muros, encontro a essência.

Desarme as defesas que o tempo encardiu
E eu hidrato este chão, adocico este amargo.
E acordo este encanto que o amor produziu

Avança a trincheira, acaba com a espera.

Descanse as cargas ao pé desta quimera...

Glória Salles
28 julho 2009
19h13min

sexta-feira, 31 de julho de 2009

“Irremediavelmente presa” - Soneto















“Irremediavelmente presa”

Medos e desejos juntos andam
Mérito questionável, um dilema
Ausência de palavras, que me atam
Amordaçam-me, prendem feito algema

Nutrir esse querer sem explicação
É arder pela falta, pela ausência
Sem saber se meu caminhar é vão
E se traço versos sem equivalência

Mas o desejo de te sentir me prende
E essa vontade ceva minha inspiração
Urgência de ter na pele o toque da mão

O olhar te procura, e por mais que tente
Desviá-los e fugir de tamanha insensatez
Querem se perder nos teus, mais uma vez...

Glória Salles
07 dezembro 2008
23:03 hrs