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segunda-feira, 11 de abril de 2011

"Quqndo chove..."


"Quando chove..."

A chuva instiga todas as lembranças
Alargam-se as lacunas na memória
Saudades ocultas, arrastadas, tantas
Contorcem-se num vendaval agora
.
Gavetas hiantes num deslize do tempo
Devassam desejos, antes esquecidos
E por sobre a lassidão do pensamento
Pairam sentimentos adormecidos
.

Relâmpagos chicoteiam a mente
salgadas gotas inundam a boca
nos olhos, um vermelho quente
a alma a debater-se feito louca
.
Trovões com estrondosas vozes
despertam um passado dormente
libertam as vontades mais ferozes
de um peito que andava descrente
.
Glória Salles & Lena Ferreira



"Crepúsculo"


terça-feira, 8 de março de 2011

“Renascendo”


















Da janela que se abre, veio recado do vento.
Mostrando que podemos, na semente do sorriso.
Esse solo arenoso, transformar num paraíso.

Esse amor, ara a terra e a torna produtiva.
Torna férteis os sonhos, que nós acalentamos.
Faz brotar e florescer, o amor que semeamos.

Sob teu olhar renasço, todo prisma rematizo.

E o amor que é puro viço, pela vida desfrutamos.

Glória Salles






quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Duo com Ibernise "Outono da saudade"

Minha lindaaaaaaaaaaaaaa.
Quanta alegria e quanta honra estar 
contigo nesse soneto.
Aprendo contigo a cada dia, 
e ó que ja faz tempo...rs
Obrigada
Beijossssssss


terça-feira, 4 de janeiro de 2011

"Utopia..."

3º LUGAR NO CONCURSO 2010 DA POEMAS
               TEMA: UTOPIA










































Quanta honra ter participado do Concurso,
e que orgulho ter o terceiro lugar.
Obrigada a Comissão Julgadora
e a toda Equipe da Poemas,
da qual sou Membro Correspondente, 

com prazer.

Beijos



domingo, 19 de dezembro de 2010

“O Rio chora...”

“O Rio chora...”

Porque não há serenidade para o temor
E a calmaria para o repouso da fadiga
De quem com calos nas mãos labuta
Pedindo apenas direitos a seu favor?

Porque o som ensurdecedor das armas
No morro dos homens de bem e sem opção
Indigna vida de quem vê os filhos dizimados
Ensangüentando as horas de aflição?

Porque não inverter o jogo e a trajetória
Acabar com a putrefação de privilegiados
Que articulam os fios de angústia do povo
Revendo salários elevados, por nós pagos?

Certamente o Cristo de braços abertos chora
Provendo refugio ao cidadão cansado de mortes
Atento a quem de fato faz do Rio a historia
E assistindo a omissão dos que lhes deviam suportes...

Glória Salles
28 novembro 2010
22h08min



Muita paz, no seu Natal...
Que o menino Jesus nasça todos os dias 
em nossos corações.
Beijos.



sexta-feira, 10 de setembro de 2010

I Congresso de Poetas Virtuais



I Congresso de Poetas Virtuais
Santo Antônio de Pádua RJ
Participei desta Antologia, com muito orgulho.

Glória Salles

quarta-feira, 28 de julho de 2010

“Tem explicação?”


 “Tem explicação?”

Como explicar esse terno compartilhar
Emoções difundidas nas letras dos versos
E derramar-se em sentimentos ingênuos
Se no seu coração eu sou ninguém?

Como explicar a angustia camuflada
Em palavras gentis às vezes silenciadas
E o compelido sorriso quando você vem
E deixa rastros de sua luz na minha poesia?

Como explicar o coração extasiado, em festa.
Só por sabê-lo bem e feliz, ainda que assim.
Aceitando a renuncia de impor minha presença
E apenas seguir seus passos no silencio de mim?

Como ficar feliz acariciando esse pouco, ou nada.
De saber-me, só letras vagando num verso sem rima?

Glória Salles
13 maio 2010
19h02min

domingo, 25 de julho de 2010

"Nosso trato" Glória Salles e Replica de Damáris Lopes - "Assino nosso trato"


“Nosso trato” 
.
Fixamos um trato, meu coração e eu
Não nos lambuzarmos em palavras de mel
Que naufraguem sonhos, em pleno apogeu
num mar de ilações, onde o doce vira fel
.
Não pulsar ,desesperados por um querer incerto
Nem nas grades do desejo deixar-nos arrebatar
Conhecer nossos limites, ir no âmago do afeto
Desse elixir suave nunca mais nos embebedar
.
Não nos deixar levar nas asas de todo vento
Pois nadar nas ondas da loucura é tormento
E por mais que nos custe ver na razão o viés
.
Não respirar emoções, cujo ar não nos furta
Pois sentimento qualquer, é feito coberta curta
“Quando a cabeça aquece, congela-nos os pés...”
.
- Glória Salles –
06 agosto 2010



 (Réplica)
Assino Nosso Trato

Melado mel que flamba ao rubro caldo
Decanta meu eu a favor do turvo pacto
E o corpo bailarino que dirige o palco
Decreta ao amor duras cláusulas neste ato.

Cumpridor sou das veias do querer
Aceito o pulsar menor do universo
Ao sufocar desejos deterás teu ser
Provável assim, num amor submerso.

Sofrer diminuto não sobrepõe à regra
Avesso aventureiro afiança teu viver
Por fim, curvo-me quieto à lei do bem

Nosso trato finca rédeas a tua entrega
Terás a pena pelo amor que merecer
Melhor assim, que pulsar por ninguém.

- Damáris Lopes –



terça-feira, 20 de julho de 2010

“O que ficou do “alheio”


“O que ficou do “alheio”

Não posso acreditar que caí nesse engano
No teor expressivo que nos versos empregas
Se fui apenas teu vicio... Teu desejo insano
Fui passional e inteira nas minhas entregas

Se teu cansaço, minhas águas não curaram
Se perdida de amor, só consegui ver miragem
Se apenas o prazer do meu corpo te ataram
Então na varanda não haverá mais aragem

Dos teus veículos desço mesmo em movimento,
Nem vou na alma reter nenhum sentimento
Mas neste ardiloso jogo, não serei arrebatada

A varanda que um dia foi de sonhos, permeio
Servirá só de abrigo, pras sobras do “alheio”
Tuas noites pra sempre de solidão fadada.

Glória Salles

segunda-feira, 28 de junho de 2010

“Presenças ausentes”






















“Presenças ausentes”

A canção das águas toca a baía
E se faz espelho do horizonte rubro
Que se despede do esplendido azul
Nesta hora mágica o silencio é benção

A cálida tarde convida, sugere.
O delírio de segurar os sonhos
Que se ajeitam dentro da alma
Entorpecidos em intimas paragens

Caminho, lenta por meus poentes.
Acompanhada de ausentes presenças
Despeço-me do dia, da solidão escoltada.
Recebo o palato blues do ocaso dolente

Fotografo na retina o lirismo do cenário
Entrego-me silente à poesia da noite
Coração acalentado pelo ruído do mar
Promessa sutil de manhãs de sol e sal

Glória Salles
26 agosto 2009
22h03min




quarta-feira, 16 de junho de 2010

"Chove amor em nós..." - Soneto





“Chove amor em nós…”

Quero dias recheados de pura languidez
Sem limitar momentos, amar-te sem hora marcada
Ser recompensa, não questionar se é insensatez
Só ver-me nos teus olhos límpidos, mergulhada

E na privacidade perigosa do teu quintal
Dar-te tudo de mim, entregue... Suplicante
Sem preço, sem medo de um precipitado final
Por temer ser essa, uma paixão rompante

Desses nossos momentos na chuva, quero mais
Porque esse amor ao vento, não apaga nosso fogo
E a brisa, acende o braseiro ainda mais...

E que venha mais dessa emoção quase palpável
Quero senti-las, no som da tua voz ofegante e rouca
- Quero mais de você, nesse futuro viável.

Glória Salles

quarta-feira, 2 de junho de 2010

“Sem respostas” – Soneto

“Sem respostas” – Soneto

Avaliar porque falhou aquele instante
Fragmentar resquícios de memória
É como fugir sem endereço, meio errante
Buscar explicação, nos pedaços da historia

O sonho irrealizado, as palavras não ditas
Perderam-se nos labirintos do nosso universo
Inescrutáveis momentos, lembranças distintas
Deixadas ou perdidas nas frases de cada verso

Tentar entender o vazio esquecido em cada vão
É num corpo desprovido de alma, procurar calor
E nesta casta ambigüidade, reformular a dor

Muito menos doloroso seria não buscar razão
Ou esquecer num canto, os detalhes de nós
Sigo sem respostas, vendo o brilho da lua, a sós...

Glória Salles



domingo, 9 de maio de 2010

"Angelicais"

Querido amigo e poeta Marçal.
É um prazer incomparável dividir com tão 
brilhante poeta, o mesmo espaço.

Fundir as idéias, e depois ler algo tão elaborado, 

estético e harmônico.

Estar contigo nessa parceria só me dá orgulho. 
Obrigada!

Glória Salles

segunda-feira, 26 de abril de 2010


Que saudade de estar aqui no meu cantinho.
Que saudade do carinho dos amigos.
Foi muito importante estarna ilha de Paquetá RJ,
lugar encantador, e cheio de historias.
E muito especialmente porque este soneto acima
saiu no Livro Antologia " Á flor da pele".
Meu primeiro trabalho publicado em livro (ANTOLOGIA).
Estou feliz, por isso, e por estar aqui...
Bjo,bjo


SOU POEMAS À FLOR DA PELE IV 

quarta-feira, 7 de abril de 2010

"A espera"

Estou ainda um pouco longe,
 por problemas pessoais,e de saúde.
Agradeço a gentileza da visita.
Saiba que ter você aqui, 
faz meu dia melhor.
Te beijo com carinho...


Glória.
Vou estar em Paquetáaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa...

quarta-feira, 24 de março de 2010

“Alma nua”

“Alma nua”

Há lugares longínquos, bucólicos.
Dias bordados em sigilosas tramas.
Pensamentos sobrevoando, insólitos.
No oposto das esperas insanas...

Casulo, textura de incerto alvor.
Que só meu pensamento alcança.
Dentro das horas, silêncio arrasador.
Que acaricia réstias de esperança...

Despida de qualquer sentimento fugaz.
Peito latente, esperança miúda e crua.
Onde mergulho assim, de alma nua...

Apalpando presságios, divisando paz.
Desvarios voláteis, respirando perfume.
No olhar, o crepúsculo, concebendo lume...

Glória Salles