Seguidores

terça-feira, 17 de junho de 2008

Da janela - Série Poetrix



Poetrix
"Da janela"


Quando o sol da manhã despeja sua luz.
A vida começa daí aconteço.
Da minha janela, quanta vida.

Junho / 2008

segunda-feira, 16 de junho de 2008

"Intrusa"





"Intrusa"

Tem uma moça morando aqui em mim.
Grávida de uma ternura maltrapilha.
Vai multiplicando meus eus...
Brincando de ferver minhas artérias.
Desavisada, percorre espaços fechados.

E pela destreza com que caminha,
Dá pra ver que chegou há algum tempo.

Abre portas trancafiadas.
Eriçando as próprias vontades.
E segue soprando afetos.
Minando a lucidez desse mundo.
No campo das emoções faz sua cama.
Aduba de sonhos seu chão.
Onde florescem indóceis todas as sensações.
Mas essa estrada se faz longa demais
E antes que escancare minhas historias...
Antes que desnude minha alma.
Antes que exponha meus desejos...
Antes que morra de amor...
É preciso que alguém lhe diga...
Que há mistérios em cada sílaba.

É preciso que alguém a segure.


Em 07/12/2006






sábado, 14 de junho de 2008

“Sua melhor prenda”




“Sua melhor prenda”

Quero, do teu pampa ser a melhor prenda.
Vivendo esses momentos pressentidos.
Sorrateira, tomar teu corpo, como um templo.
Roubar com toque de malicia teus sentidos.

Deixar teu corpo, fazer do meu, o seu cais.
Enquanto a lua ejacula brilho e esplendor
Cena rara que enquadro na memória
Emoldurando também raro e puro amor

Quero batendo manso e extasiado o coração
Flor, perfumando e viçando meu jardim.
Quero essa certeza etérea, porem palpável.

De desvendar tuas magias, teus mistérios.
Quero meus pés, passos firmes na tua estrada...
E renovando a vida, quero o sonho viável.

06 maio 2008

sexta-feira, 13 de junho de 2008

“Trouxe-te essa flor”






“Trouxe-te essa flor”

Trouxe-te essa flor porque acredito.
Na força de um gesto de carinho.
Que reforça os laços que nos unem.
Anima-nos a continuar no caminho.
Mesmo que o dia se mostre tímido.
E a escuridão traga o medo furtivo.
Com flores tudo se encanta e sorri.
Seu perfume, das dores é lenitivo.
Nesse mundo frio girando em redor.
Daremos cor a esse cinza clandestino
Façamos valer, pra que seja melhor.
Que as flores dêem vida a cada destino.

16 maio 2008


quinta-feira, 12 de junho de 2008

“Amor é tudo”


“Amor é tudo”

Sempre vale a pena amar
E em qualquer fase da vida
Porque o amor não tem dono
E às vezes é docemente insano
O amor é a “perola da ostra”
Do poema é o verso, a rima.
É rosa azul de rara beleza
Seu teor não há quem defina
É a originalidade da historia
Oásis e abrigo em pleno deserto.
Minúcias avaliadas pelo tempo
Que sonda e valoriza cada afeto.
É a intensidade de cada olhar
Onde conscientes, nos perdemos.
Da alma espreme, beleza e desejo.
Extravasa aquilo que já sabemos.
É farol que mostra o caminho
Doce realidade às vezes inventada
O afago tão necessário e esperado
É proteção... Ternura abençoada

12 junho 2008

quarta-feira, 11 de junho de 2008

“Fogo no olhar”






“Fogo no olhar”

Quero o presente inaugurado em flores
Esse enroscar de corpos e almas presas.
Quero o fogo que promete nas madrugadas
Sem pudor, escancarar nossas certezas.

Quero o sonho que abre um jardim na alma
Onde colho poesias que enchem de beleza
Que apascenta os bichos das minhas selvas
Quero toda euforia a perfumar com leveza.

Quero o beijo que o tempo tardio devorou
Os teus transeuntes quero nas minhas ruas.
Toda festa e folia que dissipa a tristeza.

Quero a pele dourada, que o sol beijou.
Flores vicejando, a emprestar delicadeza.
E no olhar, pra sempre essa chama acesa.


Junho / 2008

terça-feira, 10 de junho de 2008

domingo, 8 de junho de 2008

“Queria não sentir”


“Queria não sentir”

Se pudesse ignorar o que sinto aqui dentro
O que me toma inteira, fingir que não vejo.
Viajaria certamente nas asas desse vento.
Permutaria com a vida, esqueceria o desejo.

Mas oscilam os ventos em direções incertas.
O que me leva a você é o mesmo que te traz.
Diluo nossos segredos em palavras dispersas.
Tentativa inútil, de recobrar a antiga paz.

E quando me vem com olhar de mormaço.
E me toca assim, o coração perde o compasso.
Perco o chão, me entrego, me faz vulnerável.

Agora esquecer, já parece inconveniente.
E adiando a partida, que era iminente.
Assumimos esse querer inconfessável.
Maio/2008

sexta-feira, 6 de junho de 2008

"Nos teus olhos"



Poetrix


"Nos teus olhos"


No brilho dos teus olhos, perco a altivez...
Não sei se me encontro,
Ou se me perco de vez...

Maio / 2008


terça-feira, 3 de junho de 2008

“Irremediavelmente tua”




“Irremediavelmente tua”

Mágico assim, sob a luz da lua.
Envolvendo todos os meus silêncios
Apareceste manso, e sorrateiro.
Invadindo meus sonhos tão intensos

Numa serena maré, calma, envolvente.
Deixei-me ir, desejando o mesmo intento.
Hipnotizou-me esse olhar inebriante
Arrastou-me sutilmente mar adentro.

Desenhei-te na noite, te escondi em mim.
Nessa ânsia de querer-te mais e tanto.
No espaço infinito, entre riso e pranto.

Vem... Que já te sinto aqui em mim
E vislumbro passos firmes descobrindo.
O que já é teu, tomando , possuindo...

Abril / 2008

domingo, 1 de junho de 2008

"Ainda"



"Ainda"

Ainda que nunca mais ouça minha voz.
Ainda que se calem as madrugadas.
Ainda que tente burlar teu interior.
Não vai se esquecer de mim...
Porque vivemos um grande amor.
Ainda que os sonhos fiquem lá no passado.
Ainda que o futuro jamais realize os planos.
Ainda que a roupa vermelha perca a cor.
Não vai se esquecer de mim

Porque vivemos um grande amor...
Ainda que a ausência fira sem piedade.
E cada dia, seja mais intensa a saudade.
Ainda que nunca admita essa dor.
Não vai se esquecer de mim.
Porque vivemos um grande amor...
Ainda que não pouse o olhar nesse poema.
Ainda que se esforce, e forje falsa alegria.
Não vai se esquecer de mim.
Porque estarei pra sempre, na tua poesia.



Abril / 2008

sábado, 31 de maio de 2008

"Na varanda"




“Na varanda”

Ali, naquela varanda, tabernáculo do amor.
Onde as esperanças sem medo, depositei.
Onde esquecemos o tempo que nos limita.
E em tuas mãos, meu coração coloquei.

Ali fomos atrás dos sonhos, destemidos.
E a cortina da esperança se abriu pra nós
Teu coração encontrou minha essência
Misturamo-nos, e jamais seremos sós.

Da varanda, esse espetáculo de cores.
Quero pra sempre, teu gosto, teus sabores.
Porque cada gesto, eu sei, é verdade

Quero mais dessa sensação furta-cor
Quero ficar e protagonizar esse amor.
Naquela varanda, mora minha saudade.
Maio / 2008


sexta-feira, 30 de maio de 2008

“Só saudade”


“Só saudade”

As lembranças
Tomaram-me de assalto...
Quis fugir.
Quis negar.
Quis calar o coração.
Que descompassado quase saia do peito.
Porem, refém da lembrança.
E da presença tão palpável.
Me permiti sonhar.
Da luz do luar me banhei.
Fiz-me dona das estrelas...
Voei na serenidade da noite
Que se alongou lasciva
E abandonou-se sobre mim
E o inevitável aconteceu...
Borboletas voando na barriga...



quarta-feira, 28 de maio de 2008

“Abro mão”




“Abro mão”

O sonho acabou sem que alguém notasse.
E a cortina trouxe o desfecho da historia.
Apagaram-se as luzes no meio do ato.
De sólido, no palco, só ficou a memória.

Nossa essência esvaiu-se sob a luz difusa.
Escorreu pelos dedos como fina areia.
Minha alma se expôs, onde agora se esvai.
Inexorável silêncio, de repente permeia.

Viverei de lembrar o que poderia ter sido
Emoldurei os momentos intensos vividos.
Do amor as primícias, que vou guardar.

Desse amor que furou as barreiras do tempo.
Abro mão, respeitando o estranho intento.
Só não posso e não vou, abrir mão de te amar.


Maio/ 2008

terça-feira, 27 de maio de 2008

“ Renascendo”





“ Renascendo”

Cansado da velha rotina, o tempo se calou.
Na árida terra, as palavras não vingaram.
Sem motivo, essência, esses versos sem rima.
Solo ressequido que as lágrimas não regaram.

Mas as certezas logo abraçam esperanças.
Que como em procissão, seguem resignadas.
Vento ambíguo sopra em todas as direções.
Toda uma existência nas pálpebras cansadas.

Inútil bater nessas teclas sem descanso
Melhor deixar na praia os remos partidos.
E olhar o horizonte com novos sentidos.

Mergulhar de vez nessas águas de remanso.
Emergir com os sonhos que antes acalentou.
Sulcar os passos por onde, insegura caminhou.

Maio / 2008

domingo, 25 de maio de 2008

"Dormirei cedo "




"Dormirei cedo"

Dormirei cedo porque os sonhos não esperam.
Dormirei cedo como a lua azul que
adormece mal o sol desperta.
Dormirei cedo por saber que para tocar
teu etéreo e longínquo amor apenas tenho
o sono ou a morte.
Dormirei cedo e cedo alcançarei essa paz interna
que cada madrugada promete.
Dormirei cedo e cedo retomarei o caminho.
Dormirei cedo, para que o sonho
chegue logo.
Dormirei cedo, para sentir tua mão
segurando a minha.
Dormirei cedo, para esquecer os olhos doridos,
de uma vida em branco.
Dormirei cedo, para te encontrar
em minha fantasia.
Dormirei cedo, para ter numa única noite,
o que não encontro numa vida inteira.

TCLA -Maio / 2008

quinta-feira, 22 de maio de 2008

“Mágica estação”





“Mágica estação”

Nas pinceladas multicores
Em dourados tons a natureza
Convidando-nos a reflexão
Brinda-nos com tanta beleza

No chão úmido pelo orvalho
Lânguidas folhas repousam
E no tapete avermelhado
Um aroma cítrico exalam.

A magia da natureza revela
Toda a sedução do momento
Enche os olhos de harmonia
Renovando meu sentimento

E como folhas livres ao léu.
Ao sabor do vento, vivemos.
E se olhamos o rubro poente
O ciclo da vida entendemos.

Maio / 2008



terça-feira, 20 de maio de 2008

“Busca incessante”




“Busca incessante”


No vazio dos olhos busco tua luz
Na singeleza dos gestos busco teu carinho
No frescor da boca busco o gosto da tua
No compasso do coração busco tuas palavras
No sussurro do vento busco o som da tua voz
No vasto horizonte busco tocar tuas mãos
Na aquarela dos sonhos busco tua realidade
Nas rimas dos versos busco teu contexto
Nos braços da noite busco teu abraço quente
No desenho das nuvens busco nossas silhuetas
Na ousadia do mar busco tua coragem
No barco que vejo ao longe, busco teu equilíbrio.
No sol que me aquece busco teu aconchego
Na solidão dos pensamentos busco tua companhia.
Na busca por você, me perco de mim...



domingo, 18 de maio de 2008

“Sou silêncio”


“Sou silêncio”

Sobra saudade, excesso de lembranças.
Desfilam por mim, cenas que jamais vivemos,
Nada pode dissimular as frestas que se abriram.

E da varanda do meu coração, olho o presente.
Sua ausência silenciosa estilhaça minha vidraça.
Abala os alicerces da minha crença.

Não quero mais essa abrupta agonia
Nem essa mudez que paralisa até a dor
Quero de novo as asas que sua presença dá.

A bandeira da esperança, quero içada.
Quero tecer poemas, rimas, quero a festa.
Quero essa brisa morna, a me embalar.

Por ora um perfume de ja(z)mim envolve o ar.
E com tantos pensares e quereres me aquieto.
Profundo, exorável e pragmático silêncio...


quarta-feira, 14 de maio de 2008

terça-feira, 13 de maio de 2008

"Noite insone"




“Noite insone”


Antes que chegue
a manhã...
À beira dos lençóis
Recolho estilhaços
da noite insone.
Palavras consumidas,
Inauditas.
Lábios ausentes.
Sonhos rasgados...

Fragmentos de desejo,
aqui e lá,
Repousam sob a fronha,
Resquício de mim...
Deixo-me ficar...
E na parede sombria,
dança o silencio.
Pragmático silêncio...
Mansamente a brisa
da manhã,
Balança cortinas e
Sentimentos.

segunda-feira, 12 de maio de 2008

sexta-feira, 9 de maio de 2008

“Renda-se"

“Renda-se"

Entre sonhos, meu coração quieto repousa.
A lua me absorve com seu prateado manto
Com magia ,sedução envolvente ela dança
Etérea, derrama lentamente seu encanto.

Então, arde uma fogueira dentro em mim
Nem mesmo a cálida noite pode apaziguar
É fogo que lambe e consome toda a lucidez
Rasga-me o peito, alucina, me faz delirar.

No exílio da nossa varanda eu espero
Porque quero os sabores que sonhamos
O espesso sonho que acalentamos

Nesse santuário de amor, hoje quero
Extrapolar os limites, ser-te só oferenda.
Ver-te livre, render-se as minhas rendas.

quinta-feira, 8 de maio de 2008

"Fusão de sentimentos" - Soneto




"Fusão de sentimentos"

O efeito sobre mim, é entorpecente e envolvente,
Sabe como me conduzir, e meus sonhos decifrar.
O jeito que me olha, consegue fazer o tempo parar.
E quando me abraça o mundo gira lentamente.

Sabe tudo de mim, sonda meu interior, me desnuda...
E tudo fica assim, frágil e sublime, como uma canção.
Digo coisas que nunca disse, tal como pede o coração.
E com o mesmo poder, me tira as palavras, fico muda.

Supre meus dias entediados, e faze-o com extrema altivez.
Mostra-me as estrelas nas minhas escuras e longas noites.
Faz-me crer no “Pra sempre” das historias de “Era uma vez”.

Alegria que faz doer, para em seguida, ser pura languidez.
Tão assim, uma etérea mistura , entre sublime e carnal.
Numa fusão de desejos, como ser anjo e desejar ser mortal.


quarta-feira, 7 de maio de 2008

terça-feira, 6 de maio de 2008

“Desejo”




“Desejo”

Porque...
Treme a minha pele macia
Quando os teus dedos
Unidos em uma só mão
Espantam o vôo das borboletas
Que gemem cobrindo
Das suas garridas cores
O instante de um toque
E os meus dedos
Ávidos da tua esperança
Conduzem suavemente
A palma da tua mão
Até ao longínquo e solitário recanto
onde
Quando batem as asas azuis e delicadas
Significa que o amor
Pode acontecer
(um pouco à pressa)

C.T.
Outono / 2008

segunda-feira, 5 de maio de 2008

domingo, 4 de maio de 2008

“No teu olhar”



“No teu olhar”


Pensamentos vazios, mas não hesito.
E a passos largos continuo a caminhada
O vento fustiga o rosto, me seca as lágrimas.
Mas persisto na ânsia da chegada.

Persigo meu sonho. Insensatez... talvez
Mas sou inteira, nada quero pela metade.
Alimento-me deles, e prefiro não desistir,
Parar ainda a caminho, não é minha realidade.

Como areia fina que escorre pelos dedos
O tempo parece fugir não me deixa chegar.
E lenta, caminho em direção ao futuro.
Até aquele olhar que me permitirá sonhar

Muito perdi ao longo do caminho
Na ânsia de ser livre, deixei escapar.
Percebi a tempo, preciso desse carinho.
E me achar, quando encontrar teu olhar.

junho / 2007

terça-feira, 29 de abril de 2008

segunda-feira, 28 de abril de 2008

“... E eu chorei.”





“... E eu chorei.”


Chorei quando julguei, reduzidos a pó
Os sonhos e planos vividos enfim...
A segurança e a fé fugiram de nós
Ante a visão de um provável fim.

Chorei ao discorrer nossas rimas
Por ver tanto amor em versos cantados
Os olhos, nascente de fluentes rios.
Deságuam, diante dos sonhos frustrados.

Mas nas entrelinhas do teu poetar
Que me agasalham de calma e leveza
Vi que esse amor é promessa de vida.

É música, que convida e faz - nos levitar
Lenitivo aconchego que expulsa a tristeza
Uma colcha de versos, onde estou protegida.


28 abril 2008

domingo, 27 de abril de 2008

Série Poetrix - "Beija - flor"





Série Poetrix


"Beija - flor"


Saudade do beija-flor
Que em meu jardim ousou pousar
Rematizou as cores, me ensinou a amar.


Em 29 de março de 2008

sábado, 26 de abril de 2008

“Quietude”



“Quietude”


Longa noite se pronuncia...
Silêncio que traz o grito sufocado.
Ecoando como a corda tensa
que vibra os sons.
Pensamentos desconexos.
Povoados por palavras sem sentido.
Flutuam como meu anseio...
De ouvir dos teus passos, o eco.
Desnudo-me de qualquer preconceito
Lanço fora todos os medos...
Para te ver caminhar em minha direção.
Procuro o fio condutor,
que me levava e te trazia, e nos mantinha ligados.
Por certo se rompeu
E se desfez como nuvens à menor brisa.
O mesmo se dá com as horas...
Passam alheias,
zombam da minha letargia...
Os desejos, o sentimento, ainda vivem aqui
Epiderme do meu sentir...
Olhar fixo nos sonhos.
E nos seus olhos,
Que buscam outra direção...
E hoje será assim
A musica que ouço é o silêncio...
Quietude.

sexta-feira, 25 de abril de 2008

“Ser criança”



“Ser criança”


Sonhos revividos, palavras alinhadas.
Lembranças que são memórias sem papel
Impalpável matéria no peito, cravada.
Desenrolam-se etéreas, num imenso cordel.
Era na linha do trem a maior aventura
Coletando pedrinhas, brincava nos trilhos.
Um clima de festa que vem e perdura.
Traz de volta momentos, em estribilhos.
Família, varanda, cadeira de balanço.
A desenhar nas nuvens passava a vida
Improváveis figuras que já não alcanço
Desfaz - se como a palavra proferida
Muito mais que fotogramas amarelados
São as doces lembranças que trago comigo
Saudosos momentos por mim guardados
Servem-me hoje de força, alento e abrigo.
A infância volta com força à memória
Como carneirinhos que traziam o sono
Revivendo os detalhes dessa historia
Banindo toda a sensação de abandono.
Sentimento esse que nos toma de assalto
Ao ver no mundo a maldade distribuída
Por conta da falta de amor, um preço alto.
E inocentes pagam com a própria vida
São cenas que interferem no nosso desejo

De criar poesias que a dor ameniza
Já que nos impele a aproveitar o ensejo
E em alta voz clamar por justiça
Quanto mais teremos que esperar?
E quantas "Izabellas" ainda vão morrer?
Para que possamos nos conscientizar
Que só o amor tem que prevalecer
E retendo memórias que vem sem pedir
Com a força resoluta que no peito vai
Queria retroceder e se pudesse ser menina.
E estar segura na forte mão do meu pai.

Abril / 2008

quinta-feira, 24 de abril de 2008

"Água"


"Água... "

Água... Que envolve o planeta.
Corre límpida e mansa nos regatos.
Hidrata a terra, molha a vegetação,
Deixa viçoso e fértil os verdes prados.
Águas de março... Lavando o tempo
Energia que enriquece cada vida
Cidade inundada, terra circundada,
Saciando a sede, é vida permitida.
Águas dos rios... Serenas e límpidas
É doce até que no mar desemboca
Pobre rio... Retroceder é impossível
Inútil tentar debater-se na pororoca.
Águas do mar...Braços abertos recebe
A doçura que ora está por um fio
E aceitando resignado seu destino
Mistura-se a salmoura, deixa de ser rio.
Águas dos olhos... Que correm livres
Transparentes inundam o coração
São como chuva que apaga o fogo
E renasce em nuvens de algodão.

23 abril 2008
23h21min

quarta-feira, 23 de abril de 2008

“Tropeço”




“Tropeço”

Tropeço em tantos momentos vividos
Lembranças que seguem comigo na estrada
Tropeço nesta paixão que não dissimula
Mas é clara, límpida e escancarada.

Tropeço na saudade que me cerca, espreita.
Que ao meu encontro vem nua e se lança
Tira-me o sono, inunda-me os olhos.
E planta em mim, falsa esperança.

Tropeço na tua voz ritmada e rouca
Cujas palavras ecoam em meus ouvidos
Iluminando-me os olhos, tirando os sentidos.

Tropeço em tuas mãos que deixam rastros
Marcando a pele com caricias, provocando.
E esse amor, louco, sem medida tatuando.


15 / abril / 2008
21h07min

terça-feira, 22 de abril de 2008

"Ontem"



Série Poetrix


"Ontem"


Parece que foi ontem
Seus beijos me incendiavam
Com a mesma boca... Você mentia


Em 03 março 2008
01h29min

segunda-feira, 21 de abril de 2008

"Rendição"




"Rendição"

Se de amor somos tocados, então vem.
Com esses olhos maviosos me seduza
Antes que o amanhecer lhe arrebate
E para alem dos meus sonhos o conduza

Perca-se a razão nos labirintos dos desejos
Renúncias espalhadas na trepida noite
Porque jorra dos olhos saudade num lampejo
E a dor da ausência já nos toma de açoite

Deixe que esse amor ao cinzelar refaça
Esse querer que nos prende, amordaça.
A réstia daquilo que poderia ter sido

Que nos arraste para a mesma fantasia
Perfume que nos toca lenitivo que inebria.
Deixe o sabor de amor sonhado e vivido

quinta-feira, 17 de abril de 2008

"Procura"




Série Poetrix


"Procura"

Procurei-te por uma vida
Descobri-te além do físico
Quando te achei, me perdi


Abril / 2008

quarta-feira, 16 de abril de 2008

“Você não sabe”




“Você não sabe”

Você não sabe da saudade que sinto.
Do desassossego, das noites insones.
Da febre e delírio por desejar - te tanto
De dormir e acordar chamando teu nome

Você não sabe que nesse silêncio adormeço
E viajo em falsos sonhos fugindo de mim
Tentando resgatar talvez nosso começo.
Na tentativa de adiar o inevitável fim.

Você não sabe necessidade selvagem e louca
De sentir pra sempre o gosto da tua boca.
De abraçar-te nas noites frias de inverno

Você não sabe do fascínio que ainda existe.
E do desejo ardente, insano que persiste.
De adormecer nesse abraço quente e terno.


15 / abril / 2008
20h31min

terça-feira, 15 de abril de 2008

"Doce tortura”




"Doce tortura”


É curta a distancia entre tua boca e a minha
Nesse jogo insinuante, que acorda os sentidos.
Somos elementos únicos nesse universo à parte
Nos lençóis em desalinho, olhares incontidos.

E fica o desejo brincando nos vãos
No insignificante espaço entre nós dois
Despertando em cada olhar e cada gesto
A certeza vibrante do que virá depois

Confissões bebidas, dor que é quase física.
Cabeça já não pensa, hormônios é que falam.
O corpo quer as caricias o olhar deixa isso claro

E desse fascínio a força pede, quase grita.
Implora arfante, na ânsia de não se conter.
Em querer o teu toque, onde sentir a mulher.


abril / 2008

segunda-feira, 14 de abril de 2008

sexta-feira, 11 de abril de 2008

“Sou silêncio”



“Sou silêncio”

Sobra saudade, excesso de lembranças.
Desfilam por mim, cenas que jamais vivemos,
Nada pode dissimular as frestas que se abriram.

E da varanda do meu coração, olho o presente.
Sua ausência silenciosa estilhaça minha vidraça.
Abala os alicerces da minha crença.

Não quero mais essa abrupta agonia
Nem essa mudez que paralisa até a dor
Quero de novo as asas que sua presença dá.

A bandeira da esperança, quero içada.
Quero tecer poemas, rimas, quero a festa.
Quero essa brisa morna, a me embalar.

Por ora um perfume de ja(z)mim envolve o ar.
E com tantos pensares e quereres me aquieto.
Profundo, exorável e pragmático silêncio...

Abril / 2008

19h37min

"Alvorecer"


Série Poetrix

"Alvorecer"



Amanhece, sol desponta
Apaga os rastros da madrugada
Enxuga a roupa verde da relva.




O mar me encanta completamente...
Abril / 2008

terça-feira, 8 de abril de 2008

“Vem”


“Vem”

Vem, vem que quero esse abraço só meu.
Vem que meus olhos represam o pranto.
Vem que esse coração indócil ainda é teu.
Vem que conto as horas e te preciso tanto.

Vem, rega a terra já fértil do coração.
Cultiva os grãos que já sonham com flor.
Vem, colhe os tenros frutos deste chão.
E farte-se da colheita doce desse amor.

Vem, que lá fora o vento açoita a noite.
Vem, sopra vida nesse nosso segredo.
E da menina dos meus olhos tira o medo.

Vem, munido dos beijos que me dão asas.
Vem, deixa esse abraço quente me levar.
Vem, sonha comigo e não me deixe acordar.

08 abril / 2008
17h04min

domingo, 6 de abril de 2008

“Laços partidos” - Soneto


“Laços partidos” - Soneto

Palavra alguma explica essa lágrima.
Menos ainda a dor de estar atada.
Porque falta VIDA em cada sílaba
E fico abreviada, sem brilho, sem nada...

E esse vazio que encobre meu céu
E esconde dos meus olhos a lua.
É o mesmo que grita o que já sei.
Minha vida não existe sem a tua.

Concluo, com perdas, não sei viver.
Nem aceito a dor que me parte a alma
Minando as forças, tirando a calma.

E nesse presente tão ligado ao passado
Experimento até o fim, o amargo sumo.
E vazia de sonho, sigo... Sem rumo
.

terça-feira, 1 de abril de 2008

“Amor raiz” - Soneto


“Amor raiz” - Soneto

Esse amor é semente de raiz profunda
Tem vida no olhar, onde traz confiança.
É rio nascendo pra irrigar tua ternura
Se lança em teu chão, fertiliza a esperança.

Acreditando então, nesse rubro poente.
Viva esse amor tão saudável, e nutrido.
Que percorre límpido e livre tuas veias
Colha o viço palpável desses dias floridos

Esse amor que não pede juras eternas
Dócil, mas forte, que cresce entre espinho.
Transbordando a alma, irrigando o caminho.

Sazonado e frutífero, esse amor se rende.
Porque há tempos, no tear desse sentimento.
Acreditando bordou esse lindo “Pra sempre”.

01 abril de 2008
18h56min