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quarta-feira, 15 de maio de 2013





























TEU CORAÇÃO, MINHA CASA

É inútil trancar todas as entradas
Na casa do teu coração faço morada
Apenas eu preencho teus nadas
Às minhas rendas se rende na madrugada

Dissemino meu cheiro pelos tapumes
As paredes do teu intimo impregnando
Altero todas as rotinas, teus costumes
Sou o desejo no teu corpo gotejando

No cálculo das tuas horas, na contagem
Sou saldo positivo, que te faz perceber
A vã tentativa de extinguir minha imagem
Que coisa alguma vai minha marca remover

Posso até ser fábula, enigma, ou delírio talvez
Mas é nos meus rios que teu sonho tem placidez

Glória Salles
-Registro na Biblioteca Nacional
-Ministério da Cultura
-E.D.A. —

quinta-feira, 9 de maio de 2013

















AMOR INVASOR

Há muito, não são raros os momentos
Perco-me na vastidão de mim, solitária
E quando este vácuo, do nada se instala
Arrasta-me inerte, perdida, sem alento

Então por tantos desejos vagueio louca
E pela voz rouca deixo-me seduzir
Lança insano convite, um amor alienado 
Num chamado de entrega nua e tosca

Deixo-me ir à força de um vento qualquer
A mulher que há em mim intui a suavidade
A eternidade da entrega é musica ao ouvido
E o fascínio selvagem, é tudo o que se quer

É certo que é passageiro este momento pleno
Mas o íntimo necessita deste letal veneno

Glória Salles
-Registro na Biblioteca Nacional
-Ministério da Cultura
-E.D.A.

quarta-feira, 8 de maio de 2013




















NO MEU ENCALÇO



É inútil inventar caminhos sigilosos

Tentar me afastar, cada vez mais alem


Ele compõe versos com olhares maviosos


Absorve meu gráfico, faz o jogo que convém

E se meus pés me guiam por outro compasso


Delineando alamedas com acesso oculto

Com delírio e vontade de amante devasso


Num relance me acha, reconhece meu vulto

Nos teus braços descubro minha outra metade


Seu abraço afasta a tempestade devastadora


Mãos ciganas, febris, acordam minha vontade

Levam-me na madrugada, doce e sonhadora.

Beijos despudorados provocam nossos sentidos


Nas águas deste desejo, mergulhamos atrevidos


Glória Salles


-Registro na Biblioteca Nacional


-Ministério da Cultura


-E.D.A.

quarta-feira, 1 de maio de 2013






















PALIATIVO IMPERIOSO

Estremeço quando suas palavras baldias


Tão esperadas em tempos longínquos


Vêem escoltadas em frases ocas e frias

Apostando reconstituir sentidos oblíquos



Nesse delírio perde-se no vácuo meu sentir


Entorpecida, fico à mercê da faltante lucidez


Que me rouba as forças e o ímpeto de fugir


O que um dia foi febre, hoje é escassez



Se a explosão outra vez adiada não obstante


Deposita no vácuo, sem pudor, esse gosto de fel


Arrasta-me então solitária, num caminho vibrante


Um itinerário envolvente, porem cínico e cruel



A esse atalho sem emoção, me transporta


Paliativo para um ardor, que já não importa...



Glória Salles


-Registro na Biblioteca Nacional


-Ministério da Cultura


-E.D.A.

terça-feira, 30 de abril de 2013

APENAS EU




























Apenas eu conheço meus arroubos absurdos
E a incoerência, tento domar inutilmente.
Apenas eu sei o que movimenta meus surtos
E a causa desta insônia austera, indolente...

Apenas eu conheço os espectros desta cadeia

Que acorrenta meu caminhar embaraçado
Apenas eu sei da sofreguidão que permeia
Quando me olha, feito um passante desavisado...

Apenas eu sei adequar esta história cálida

Ao meu universo, ornamentando os tapumes.
Apenas eu sobrevivo a esta amabilidade pálida
Sustentando com altivez, meu orgulho incólume...

Somente eu sei ser festa em todos os teus momentos.

Ainda que insensível, eleja o som de outros ventos...

Glória Salles

-Registro na Biblioteca Nacional
-Ministério da Cultura
-E.D.A. —

segunda-feira, 15 de abril de 2013















“Panorama...”

O invólucro de certezas que inda sorvo
Adorna o panorama por onde caminho
O cheiro agridoce da espera que absorvo
Transforma a ilusão num cais, num ninho

Atraco a embarcação; meu pergaminho,
e espanto as letras turvas qual um corvo
acompanhada de um velho e bom vinho
que embriaga a inspiração e me comovo

E se a melancolia ousa se acender, portanto
Ainda que com loucas falcatruas, tramando
Possuo o comando desta investida abissal

Verso e com o reverso teço um manto-encanto
meu cais, meu ninho, vão se modificando:
Poemo sóis e luas, dissolvendo o temporal

Glória Salles & Lena Ferreira

terça-feira, 9 de abril de 2013



“Violando o tempo”

Aquele beijo em ritmar uníssono
Implorado pelo meu olhar falante
Cingiu o fogo do coração monótono
Foi tempo de trégua na vida errante

O calor do abraço acendeu a chama
Vestígio cabal de vida inda pulsante
Desatei os laços da ética e pela cama
O amor represado desaguou pulsante

Ombreou nossa porta uma doce magia
Violou com encanto os sonhos guardados
Ocupou os espaços da mútua fantasia
O desejo explodiu sem medo do inesperado

Promessas de amanhãs infinitos, não esperei...
Mas minha falta beijará sua lembrança, eu sei...

Glória Salles

-Registro na Biblioteca Nacional
-Ministério da Cultura
-EDA

segunda-feira, 1 de abril de 2013














“Foi engano…”

Você foi o ascendente de todos os meus enganos
O caminhar interrompido na soleira da entrada
O beijo roubado que alimentou os desenganos
Na tarde divertida e visivelmente apaixonada...

Foi engano o efeito de flutuar quando me olhava
E o esmero imensurável que acreditei ser verdade
O jeito terno no olhar, no sorriso que espreitava.
Talvez fosse embuste o cheiro do fim de tarde...

Os sussurros nos abraços nutriam minha urgência
Ajustavam-se impecável na medida da minha ilusão
Talvez pra me indenizar por tua futura ausência
Conferindo-me a penumbra da austera solidão...

Revelou falso amor, mas não lhe atribuo engano.
É culpa do meu coração, carente, cego... Insano...

Glória Salles

-Registro na Biblioteca Nacional

-Ministério da Cultura

-E.D.A. —


sexta-feira, 29 de março de 2013


“Mergulhar sem medo”

Nas avenidas dos meus versos um desfile ameno
De palavras sutis camufladas em sinistra apatia
Que despretensiosas transportam doses de veneno
Impregnando os breves instantes de fé e alegria

Juro... Quero os medos deixados num canto qualquer
O som dos nossos risos nos cômodos do coração
O se ao ouvido o som da sua voz diz: Minha mulher
Mergulho sem temor, ainda que precoce relação.

Quero teus gestos febris e insanos, me tirando o chão.
Flutuar, ao sabor do seu beijo que provoca loucura.
Permitir-me os riscos que envolvem essa paixão...
Deleitar-me no calor do teu peito, que é só ternura.

Seguir leve absorvendo esse sentimento inusitado
Gravar nossa historia, nesse olhar compartilhado.

Glória Salles

-Registro na Biblioteca Nacional

-Ministério da Cultura


-E.D.A. —


segunda-feira, 25 de março de 2013



"Contraditório...?"

Quis caminhar contigo a jornada da vida

Confundir-me em teus poros, doces arrepios
Você andou sem receio, na veia enlouquecida
E ardemos feito pimenta em tantos desvarios...

Quis lhe proporcionar vivas noites de ardor

E acreditei fazer jus as tuas expectativas
Quis ser teu pecado, tua mulher, teu amor
Injustificada loucura, fantasias subversivas

Quis, com toda presunção ser musa de tua poesia

E realizar teus sonhos, os devaneios concisos
Quis teu amor despudorado, tua companhia
E de todas as tuas manhãs, ser o melhor sorriso...

Contraditório é pedir aos céus com vibrante voz

O que prontamente nos deu, quando uniu a nós...

Glória Salles

-Registro na Biblioteca Nacional
-Ministério da Cultura
-E.D.A. —

segunda-feira, 15 de outubro de 2012

Série Indriso - " Pena"

                                                                     

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quinta-feira, 11 de outubro de 2012

terça-feira, 9 de outubro de 2012

                                   
                                   -Registro na Biblioteca Nacional
                                   -Ministério da Cultura
                                   -E.D.A. —

terça-feira, 2 de outubro de 2012

"Sem condenação..."




Não seguirei detendo-me em vontades refreadas
Num concerto repleto de artigos indecifráveis
A absorver deste amor, as regras assinaladas
Presumível mundo, de débitos impagáveis

Jamais viverei a mercê de nebuloso e vil desejo
Imponderado vício que meu coração avaliza
Neste antagônico e indigno contrato me vejo
A lei austera que me domina e escraviza

Finalmente racho às rédeas que reprimem
Adversa aos ritos deste pacto solenizado
Que a legalidade das emoções não exprimem
Toda a veracidade do sentimento depositado

Inserido nas artérias, sem clausulas, só vivido
Fazendo jus à entrega a todo amor oferecido

Glória Salles
.
-Registro na Biblioteca Nacional
-Ministério da Cultura
-E.D.A. —

segunda-feira, 11 de abril de 2011

"Quqndo chove..."


"Quando chove..."

A chuva instiga todas as lembranças
Alargam-se as lacunas na memória
Saudades ocultas, arrastadas, tantas
Contorcem-se num vendaval agora
.
Gavetas hiantes num deslize do tempo
Devassam desejos, antes esquecidos
E por sobre a lassidão do pensamento
Pairam sentimentos adormecidos
.

Relâmpagos chicoteiam a mente
salgadas gotas inundam a boca
nos olhos, um vermelho quente
a alma a debater-se feito louca
.
Trovões com estrondosas vozes
despertam um passado dormente
libertam as vontades mais ferozes
de um peito que andava descrente
.
Glória Salles & Lena Ferreira



"Crepúsculo"


terça-feira, 8 de março de 2011

“Renascendo”


















Da janela que se abre, veio recado do vento.
Mostrando que podemos, na semente do sorriso.
Esse solo arenoso, transformar num paraíso.

Esse amor, ara a terra e a torna produtiva.
Torna férteis os sonhos, que nós acalentamos.
Faz brotar e florescer, o amor que semeamos.

Sob teu olhar renasço, todo prisma rematizo.

E o amor que é puro viço, pela vida desfrutamos.

Glória Salles






quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Duo com Ibernise "Outono da saudade"

Minha lindaaaaaaaaaaaaaa.
Quanta alegria e quanta honra estar 
contigo nesse soneto.
Aprendo contigo a cada dia, 
e ó que ja faz tempo...rs
Obrigada
Beijossssssss