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segunda-feira, 1 de setembro de 2008

"Tudo de novo"




“Tudo de novo”

Hoje, enquanto com você falava
Como um filme, veio tudo na memória
Você não percebeu, mas eu chorava
Lembrando detalhes de nossa história

Meu coração sentiu que não passou
Que bate ainda no compasso do seu
O amor, que a vida nos presenteou
Ainda vive, no meu coração e no teu

Não dá para anular tal sentimento
Um amor sincero, leal, puro, sagrado
E os sonhos, de seguirmos, lado a lado

Não dá pra esquecer tantos momentos
Nem cavar um canteiro inútil de ilusão
Esse amor é lanterna, no breu do coração.



31 agosto 2008

domingo, 31 de agosto de 2008

“Alimento”




candy-arts@cantodapoesia.net

CIRANDARETALHOS DA ALMA LXXV
Ciranda Poetrix –

“Alimento”
Pão e poesia, é o que me sustenta.

O primeiro mantém o corpo,

o segundo a alma alimenta.


sábado, 30 de agosto de 2008

“Incisiva”




“Incisiva”

Não sabe administrar os vácuos.
Menos ainda trabalhar as perdas.
Nesse deserto, os oásis são áridos.
A luz do olhar, não mantém acesa.
Rascunha idéias que ficam no papel
São espectros de versos concretos
Desejos paridos em prosa poética
Pelo manto prata da lua, cobertos.
E assim, absurdamente fora de tom.
Por hoje desiste de tentar entoar.
Guarda na gaveta todas as frases
Deixa só a figura de linguagem falar.
Quem sabe amanhã, o cinza vira azul.
Abre a gaveta, onde aprisiona a poesia.
Solta as palavras, deixa o amor voar.
E vai com ele, nas asas da fantasia.


14 abril 2003

sexta-feira, 29 de agosto de 2008

"Anjo fala..."




"Anjo fala..."

Tarde qualquer, um anjo ligou.
Não durou muito, caiu à ligação.
Mas foi o bastante para emocionar
E descompassar o coração.
Só me pergunto se sentiu
Que eu, a mesma sensação.
Oscilando entre realidade e sonho
Flutuando na imaginação.
Enquanto falava, visualizei
O rosto que sempre vejo.
O olhar perdido e triste
A boca, que pede um beijo.
Se pudesse voaria agora
Esse e mais beijos daria.
Transformava num minuto
Em realidade, a fantasia.
E lá onde ele diz que mora
No verde e pertinho da lua
Daria fim no desassossego
E num momento seria sua.
Agora aqui tento entender
O que não da pra explicar
Esse doce e intenso querer
Que não consigo evitar.
Não sei se perdi o rumo
Ou se agora que me achei
Mas quero sua voz mais perto
Anjo fala, agora eu sei...

Verão / 2007

16h47min

quinta-feira, 28 de agosto de 2008


“Amor de folhetim”




“Amor de folhetim”

Chegou de mansinho como uma brisa.
Olhar doce que me esquadrinhou.
No silencio que se fez, ouvi tua fala.
E nos versos do meu poema caminhou.

No contorno da tua boca me perdi.
No sorriso que me farta e enlouquece.
Abandonei-me nesse abraço sem lembrar.
Que sempre se vai, parece que me esquece.

Escorrega, feito papel em ventania.
Então, sobram entrecortadas falas.
Num silêncio abissal, que se instala.

Espera massacrante, são meus dias.
Tua ausência desfia laços em mim.
Porem quero esse amor de folhetim.

Em 17 junho 2005

quarta-feira, 27 de agosto de 2008

"Não sou santa"




"Não sou santa"


Sou rio que corre manso e sereno
Perde-se em ciclo num mar bravio
De sonhos em versos reeditados
Que acarinham meus bichos no cio.
Sou fogo predador, fêmea visceral.
Sei tecer intimidade com a solidão.
Sou clareira constantemente aberta.
Alma presa nos versos e na canção.
Acovardo-me às vezes diante do nada.
Se recuo e avanço é pra me proteger.
Visto-me de festa, inauguro guardados.
Num olhar de mormaço posso me perder.
É na luz do luar que tudo aflora.
Madrugada indecifrável, lampejos.
Aí sou rio que sem represas flui livre.
Guardiã destemida dos próprios desejos.

27 julho 2008


terça-feira, 26 de agosto de 2008

“Em braile”




“Em braile”

Esse amor alucinado.
Faz-me carente de afago.
Decora em braile, minha anatomia.
Série Poetrix

segunda-feira, 25 de agosto de 2008

“O mar os separou”



“O mar os separou”

Do outro lado desse mar existe alguém
Que trouxe consigo alentadoras certezas
De caminhos desconhecidos não tem medo
Mostrando desse amor, todas as belezas.

Os ladrilhos da sua alma ele conhece
Foi o arquiteto do sonho que alimentou
Se o medo vinha, rápido expulsava do peito.
Que bravamente abriria o mar, acreditou.

Porém as impossibilidades, incertezas.
Revelaram que a distancia causa ferida.
Seria a infeliz historia de toda uma vida.

E a impossível travessia lhes provou.
Que o amor por mais forte, o mar separa.
Nem suas redes, nossas quedas ampara.


24 agosto 2008

domingo, 24 de agosto de 2008

“Espera”



“Espera”

Os sonhos prendem-se em suaves teias
Alma solta, que respira e exala desejos.
O pensamento é pássaro que voa livre
E se perde no labirinto dos teus beijos

Formas avulsas dançam na noite
Sufoca o medo, inquietante cismar.
A brisa leve, desarrumando o decote.
Arrepiando a pele, roubando o ar.

Não demora e ele, abrirá a porta.
Sua luz intensa engolirá a escuridão
Devastando e afugentando a solidão

Nesse instante nada mais importa.
A imagem sob a lua não será miragem
E o calor do hálito, há de ser doce aragem.


19 junho 2008


sábado, 23 de agosto de 2008

Há poesia





Há poesia


Há poesia nos teus gestos
Que me envolvem com doçura
Nas rimas do teu poetar
Série - Poetrix


quinta-feira, 21 de agosto de 2008

TEU/ MEU POEMA




TEU/ MEU POEMA

Transformo-me em tantas pra estancar a sangria.
Dos versos soturnos, palavras por vezes pesadas.
Porém delas colho o sêmen que germina a poesia.
E sutilmente sentidas, no coração são geradas.

Nos meus olhos o sonho sempre esteve bem vivo.
E sempre declarou o poema do amor que te tenho.
Em silencio o canto na cama, inda espera passivo.
O corpo que conhece da minha anatomia, o desenho.

Se não pode haver entrega, corpos suados na varanda.
Se onde o fogo crepitava, hoje é silencio profundo.
Amemo-nos na poesia, amor mais puro do mundo.

Teu poema me falou, seu coração, o amor comanda.
E saiba, naquela varanda, toda vez que vir a lua.
Sentirá meu perfume, saberá que ainda sou tua.


20 agosto 2008


segunda-feira, 18 de agosto de 2008

“Busco-te”




Ciranda Poetrix –

“Busco-te”

Busco-te nas páginas de nossa historia
No sussurro do vento

Nos meus moinhos internos.


Flórida

terça-feira, 12 de agosto de 2008

“Recomeço”




“Recomeço”

Uma imensidão de estrada
Vai deixando para traz
Segue escolhendo os passos
Menosprezando o fugaz
Corpo em angústias dividido
E a palidez cruel e latente
São partes do quebra-cabeça
Que não se encaixa... Mente.
Pensamentos que se arrastam
Trazem lembranças sofridas
De tantos espaços em branco
Em tardes frias vividas
Vislumbrando o recomeço
Um rio fluindo sem represas
Buscando a paz que precede
Momentos únicos de certezas
Encerrar de vez essa cena
É tudo o que anseia agora.
Que façam descer as cortinas
Um novo momento aflora.


18 junho 2008

domingo, 10 de agosto de 2008

“Aquela porta”




“Aquela porta”

O tempo segue, caminhando lento.
Ignorando minha maior verdade
Nessa cruel espera moram as horas
Alheias a dor da imensa saudade
E num turbilhão, as lembranças.
Intensas refletem nos meus versos
Ferem, reavivando os sentidos.
Trazem velhos sonhos já dispersos
Não demora, porque hoje preciso.
Ver a saudade viva no teu olhar
Aninhada, protegida em teu peito.
Quero ouvir outra vez, teu respirar.
Divisando teu olhar, já concluo.
Se tiver o brilho do teu sorriso
Chovendo assim em minha seara
Tenho tudo, e de mais nada preciso.
Quebre as amarras, viole os sentidos.
Reviva o sonho, sem pressa de ir embora.
Quando trancar aquela porta, por favor.
Sem nenhum medo, lance a chave fora.


02 julho 2008

sexta-feira, 8 de agosto de 2008

“Doce tortura”




“Doce tortura”

Como ignorar a paixão tão intensa
Que arrebata, deixa a pele tatuada.
Cuja fúria em ventania reafirma
O desejo de estar pra sempre atada

Insana loucura, vago sonho, torpor.
Em meu deserto, miragem alucinante.
Embriaga a alma, provoca ebulição.
Dorme a menina, faz acordar a amante.

Então me rendo, quero tudo que prevejo.
Todo o amor que perfuma nosso desejo...
Não importa ser realidade ou fantasia.

Me valho do sonho louco, pra ficar.
Ser feliz, te endeusando neste altar.
Ser teu amor, tua melhor companhia.

13 junho 2008

quinta-feira, 7 de agosto de 2008

quarta-feira, 6 de agosto de 2008

“Cama de flores”




“Cama de flores”

Sempre que assim nos misturamos.
Estrelas bêbadas dançam no céu
Um doce torpor se apossa da lua
E ela derrama sobre nós, seu véu.

Então abandono todos os porquês
Do vento, o sopro quente chegando.
Traz madrugadas suntuosas de risos.
Chuvas de verão em mim brotando.

E nossa cama se transforma num campo.
Germinado de delicias e muita magia
Que nutre e perfuma nossa fantasia.

Lasciva, a noite vai seguir bordando.
Na pele quente, caricias rabiscando.
E avalanche de prazeres resgatando.


11 junho 2008


terça-feira, 5 de agosto de 2008

“Espaço”




“Espaço”

Em noites de etéreos sonhos
Quero espaço pra florescer
Ancorar o coração moleque
Prosas, versos e rimas tecer.
Olhar com fé inabalável
Esse tão vasto horizonte
Que pinta aquarelas de cores
Nesse coração arfante.
Espaço e coragem visceral
Pra mergulhar sem temer
Na vaga de calor intenso
Fazer meu sonho acontecer.


27 julho 2008

segunda-feira, 4 de agosto de 2008

domingo, 3 de agosto de 2008

sábado, 2 de agosto de 2008

“A toalha”



“A toalha”

Pela fresta da porta já vejo
Extasiada teu corpo moreno
E não posso negar que o desejo
Apossa-se do meu olhar sereno
Quero ser a toalha que envolve
Esse corpo que me rouba o sentido
Que penetra a mente, me absorve.
E faz do meu corpo teu abrigo.
Amor farto, que extravasa ternura.
Magistral toque, essa paixão.
Que propõe momentos de loucura.
Poe sempre em festa meu coração.
E em festa pomos nosso ninho.
Insanidade, fantasia, carne e unha.
E a toalha esquecida no cantinho
Do nosso amor, única testemunha...


21 julho 2008

sexta-feira, 1 de agosto de 2008

“Alimento”




“Alimento”

Pão e poesia,

é o que me sustenta.

O primeiro mantém o corpo,

o segundo a alma alimenta.

28 abril 2008

quinta-feira, 31 de julho de 2008

“Quando você voltar” (Rondel)




“Quando você voltar” (Rondel)

Quando você voltar
Meu coração adornará
E sob a luz do luar
Nossa chama acenderá

Aqui só encontrará
Muito amor pra te cuidar
Quando você voltar
Meu coração adornará

No céu do teu olhar
Minha emoção viajará
De emoção vou vibrar
Feliz a noite amanhecerá
Quando você voltar...

07 julho 2008

quarta-feira, 30 de julho de 2008

“Sem medida”




“Sem medida”

Sempre fui tua sem a menor reserva
Sem nenhum medo do sonho acordar
Umedeceste com caricias meu paraíso
Nessa paixão sem freio, me fez ancorar.
E mesmo sem conhecer a desembocadura
Mergulhei inteira e entregue em teus rios
Te endeusei nesse altar,te fiz dono de mim
E de nós nos fartamos, cegos, sem brios.
Na mesma medida que me amastes, te amei.
Por vezes te esperei, chovi tuas ascensões.
Em outras morri, na ampulheta do tempo.
Mas só te quero com eco no corpo e na alma.
Com a força e sutileza do primeiro toque
Fermentando emoções, real sentimento.


29 julho 2008

terça-feira, 29 de julho de 2008

“Um dia...”




“Um dia...”


Meu coração vadio, sempre acredita.
Que sou estrela, perdida no teu céu.
Impossibilidade desconhece nessa vida.
Expõe sempre a verdade, rasga o véu.

E se às vezes uma dúvida permeia
E a sensação é de nunca ter ancorado.
Se o horizonte de repente fica turvo.
Se o caminho me parece tão errado.

Aí o amor com a esperança traça plano.
Sem pudores, alimenta o amor insano.
Faz conchavo com a paixão que inebria.

Planta no chão do meu coração certeza.
Faz queimar a velha chama, ainda acesa.

E promete que será pra sempre, um dia.

13 julho 2008

segunda-feira, 28 de julho de 2008

domingo, 27 de julho de 2008

“Amor renascido”


“Amor renascido”

Esse meu coração tem saudade.
De tanta loucura inventada.
Do tempo que livre, sem grade.
Libertava a alma, encarcerada.
De quando no mesmo compasso.
Junto ao teu pulsava em paz.
Antes que errando o passo.
O barco ancorou noutro cais.
Mas amor grande e forte assim.
Não vai rio abaixo e se perde.
Pleno, adentra, renova em mim.
O viço desse ramo tenro e verde.
Que remodela paciente o jardim.
E o amor renasce ainda mais forte.


22 julho 2008

sábado, 26 de julho de 2008

"Somos um"




"Somos um"


Ah bom me confundir em teus poros.
Deixar que escorressem as palavras
Por entre viajantes, sequiosos dedos.
Que tocam sem pudor, o âmago de mim.
Nasça dos meus sentidos a heresia...
E assim, transbordando em delírios
Que eu floresça nua, em tuas mãos...

11 maio 2008



sexta-feira, 25 de julho de 2008

“Amor confessado” - Rondel




“Amor confessado” - Rondel

Amar, jamais será erro ou pecado.
Emoção que nos faz loucos, febris.
Sentir, que não pode ser controlado.
Sensação boa, de ser bem mais feliz.

Jamais vou negar o que sempre quis.
Meu corpo, ao teu corpo estar atado.
Amar, jamais será erro ou pecado.
Emoção que nos faz loucos, febris.

Quero me entorpecer desse cassis.
No teu abraço, ter o medo dissipado.
Vem sussurrar teus anseios mais sutis
Deixe aflorar, esse amor já confessado.
Amar, jamais será erro ou pecado.

08 julho 2008

quinta-feira, 24 de julho de 2008

“No brilho dos teus olhos”




“No brilho dos teus olhos”

Nesses teus olhos toda a vida
Nesse brilho que me ofusca
Olhar que é remédio pra ferida.
E com sede minha alma busca.
Que se confunde a paisagem
Que revela tanto mistério.
Leva-me a uma doce viagem.
Esse olhar profundo, etéreo.
E se a boca diz muito pouco.
Do que na realidade quer.
Seu olhar irreverente, louco.
Expõe toda verdade que houver.
Seus olhos são pura promessa.
De sonhos alimentados, ternos.
De uma viagem sem pressa.
Nos meus moinhos internos.


22 julho 2008

quarta-feira, 23 de julho de 2008

“Só pra mim” - Rondel




“Só pra mim” - Rondel

Ah... Um poema só pra mim.
Encharcado do mais sublime amor
E ao debruçar nos teus versos assim
Deitei nas rimas do poema sedutor

Levarei comigo pela vida, onde eu for.
Transformou todo o cinza em carmim.
Ah... Um poema só pra mim.
Encharcado do mais sublime amor

Em foz, os versos nasceram enfim.
Com a magia de um velho encantador
Cada letra abraçou, envolveu-me assim.
Derramou em meu olhar, luz multicor.
Ah... Um poema só pra mim.


10 julho 2008

terça-feira, 22 de julho de 2008

“Vem me amar”



“Vem me amar”

O meu coração já sabe que precisa do teu.
Sentir baterem juntos, mesmo compasso.
Alçar vôo livremente no infinito, o apogeu.
Na calmaria dessa brisa, achar teu braço.

Porque o calor do teu corpo aquece a alma.
Momentos loucos, desvario traz a memória.
No aconchego desse amor que nos acalma.
Embebemo-nos e escrevemos nossa historia.

Deixando a noite calma e plena nos envolver.
Da varanda, para os nossos lençóis sigamos.
E nos fartemos das delicias que inventamos.

Esse olhar mavioso, o gosto do beijo, o prazer.
O corpo febril e entregue, a pele de seda avisa.
Que é desse amor audaz, que o coração precisa.


20 julho 2008

segunda-feira, 21 de julho de 2008

“Nessas páginas”


“Nessas páginas”

Nessas páginas nossa história.
Cada linha, fala de nós dois.
E o tempo se fecha em mim
Nem quero imaginar o depois.
Prefiro a emoção que aflora
Viver cada círculo e contorno
Conjugar esse amor de agora
Em outra dimensão, o retorno.
Quero sim, os uivos matinais.
Registrar na página da memória
E nas entrelinhas dos meus ais
Declarar que somos nossa historia.


20 julho 2008

domingo, 20 de julho de 2008

NOSTALGIA – Trova




NOSTALGIA – Trova

Momento nostálgico, seu corpo ausente
Perdida madrugada, soltos pensamentos.
Etéreos, esvoaçam, caminham docemente
Buscam do teu coração, todos os fragmentos.


Maio / 2008

sábado, 19 de julho de 2008

“Cores em mim”




“Cores em mim”

Num cenário de neblina meus nós desfaço
Desmancho minhas teias, momento só meu.
Na véspera da dúvida os medos enlaço.
Liberto a alma presa, escondida no breu.

Escancaro a vontade, da navalha o verso.
São nuvens que acenam paisagem em mim.
Embrulho as palavras, sons num reverso.
E o dia acontece sem ruas, e sem fim.

Pra imensidão das horas, mostro a língua.
Nem deixo o desgosto me encostar na parede.
Brincando na chuva, vou matando a sede.

O arco-íris desenho, fica o cinza a míngua.
Viço na alma um jardim, rematizo as cores.
E negocio com o tempo pra minar as dores.

25.03.2007

sexta-feira, 18 de julho de 2008

“E agora?”




“E agora?”

Agora ouve meu coração,
Que te chama renitente.
Cada pegada e rastro,
Ele persegue insistente.

Esse coração que revela
Seu plasma sem segredos.
Que faz a paixão ardente,
Afugentar quaisquer medos.

Plantou clara certeza.
Redimiu toda a impureza.
Nossa vida cinzelou.

Faz-se lume em nossa estrada.
Tantas belezas tramadas.
Quando na aridez aflorou.

15 junho 2008

quarta-feira, 16 de julho de 2008

“Sempre haverá luz”







“Sempre haverá luz”

Visualizando universo fantástico
Transformei em versos num lampejo
Cada linha dessa vida adiada
Onde as minhas urgências, despejo.
E sigo transitando oscilante
Adentrando esse imenso labirinto
Assumindo todos os contrastes
E fico... Mesmo que partindo.
Trago do beijo de ontem o sabor
Que lamenta o existido e me devora.
Marchando nas avenidas do tempo
De sangrar saudade a alma chora.
Mas a obscuridade torpe não é tudo
Há promessa neste céu que ora reluz
E o sol, renovando compromissos.
A cada poente, eterniza intensa luz...


14 junho 2008

terça-feira, 15 de julho de 2008

"Retalhos da Alma"



"Retalhos da Alma"


Nos braços da poesia me desnudo
Singrando esses mares, verso livre.
Sonho audaz, num embalo absurdo.
Sem rota, nem direção, a alma vive.
A poesia me redime, pôe em festa.
O meu coração que é só harmonia.
Quando os versos entram pela fresta.
Toda a vida vira pura melodia.
Em rimas viscerais, vou caminhando.
Ecoando a voz nesse silencio profundo.
Os retalhos da alma, juntando.
Bordando versos, colorindo o mundo.


26 julho 2008

segunda-feira, 14 de julho de 2008

“Descortinando sonhos”




“Descortinando sonhos”

De dentro de mim os laços, desfio.
Descortino os sonhos, sigo a rima.
Buscando com sede de sobrevivência
Ânsias que a vida molda e repagina.
E se os massacrantes dias são de espera.
Cheios de palavras tortas, sem calor.
De falas sem ênfases e entrecortadas,
Ciclos não concluídos, silêncio devastador.
Então o amor chega solto, sorrateiro.
Vestindo de ilusões os dias vãos.
Arrastando pra bem longe o desvario.
Embalando meus versos, hoje sãos.
É árvore centenária, viçosa e frondosa.
Deu ao poema represado, fala forte.
Refletiu dos dias verdes, todo o viço.
Hoje os rios dos meus sonhos, já têm norte.


12 julho 2008

domingo, 13 de julho de 2008

“Alimento”






Poetrix –

“Alimento”


Pão e poesia, o que me sustenta.

O primeiro mantém o corpo,

o segundo a alma alimenta.


março 2008


sábado, 12 de julho de 2008

“Vai o barco”




“Vai o barco”

Por entre a neblina
segue tépido
Distante da margem,
vencendo as marés.
Enquanto no cais...
Meus olhos divisam
peito arfante, seu deslizar.
O sol vai embora
deixando resquícios
Raios vermelhos
na proa imponente.
E a lua...
Vem compactuar
com a solidão da praia...
Agora distante...

19 junho 2008

sexta-feira, 11 de julho de 2008

“Nesse lugar”

“Nesse lugar”

Quando vejo esse cenário magistral
De tantos beijos, testemunha muda.
Redesenho na mente a paisagem.
Lembranças que meu coração, desnuda.
Aí escrevo versos, prosas, rimas.
Tentativa louca e sutil de te trazer
Na amplidão do teu abraço mergulhar
Nos teus límpidos olhos me perder.
Me esmero cada dia em te lembrar
E parece que sinto o terno afago
Do amor que borda as cores desse mar
Aqui os ritos da saudade se repetem
Desfilando tantas cenas na memória
Dessa areia, cada grão, diz nossa história.

06 junho 2008

quinta-feira, 10 de julho de 2008

“Retrocesso”




“Retrocesso”

Caminhava só, arrebanhando sonhos.
Sentindo nos pés, o beijo raso do mar.
Querendo no corpo o frescor da brisa
E num abandono a alma escancarar...

O mar traz de volta momentos vividos
Quando teu calor, derretia a solidão.
O colo onde repousei minha insensatez
Chamou exigente, rastejando atenção...

Submissa, atendo o chamado incontido.
Porque meu coração todo o tempo queria
Essa brincadeira de laço, esse jogo.
E te dar como premio mais fina iguaria.

Quero-te outra vez salivando meus rios
Quando na tua boca, me perdia confusa.
Quando mãos doces e atrevidas buscavam
Todos os caminhos, dentro da minha blusa.


21 junho 2008

quarta-feira, 9 de julho de 2008

“Estilhaços”




“Estilhaços”

Sonho quebrado tem gosto de nada
Vem em queda livre toda fé abalar
É olhar frio, marejado e soturno.
E silêncios consentidos a ecoar
È do poema o verso já passado
Que ficou sem desfecho, sem rima.
Ardor na pele farta de esperas
Nó na garganta que nunca termina.
É preciso tempo, bem mais que esse.
Pra colar os cacos, seguir em frente.
Imbuir-se de um novo sonho infantil
Deixar-se arrastar noutro vento dolente.
Haverá um tempo só de lembranças
Cenas que se foram qual filme antigo,
E a noite pesará sobre as pálpebras
Acordando o sonho adormecido.


27 junho 2008

terça-feira, 8 de julho de 2008

“Depois que você se for” (Rondel)




“Depois que você se for” (Rondel)

Depois que você se for
O sonho fugirá de mim
Vai inundar meu interior
Uma tristeza sem fim

Prenunciando esse fim
O silencio grita a dor
Depois que você se for
O sonho fugirá de mim

A poesia ficará vaga
Desprovida de esplendor
Meus versos não dirão nada
Ficará ferido meu amor
Depois que você se for...

07 julho 2008

domingo, 6 de julho de 2008

“ Tua imagem”




“ Tua imagem”

Audaz, trago comigo tua imagem.
Meus dedos em sonhos, (re) desenham.
E mesmo sabendo-o tão distante.
Reticentes, coração e alma te chamam.
Te chamo assim, de pudores despida
Atando-me ao que sempre foi tão meu
Percorrendo levemente os teus traços
Passivamente, subjugando meu eu.
Para dentre as frestas do teu silêncio
Ver sair das brumas nossa historia
Pra vigiar de novo teu sono sereno
Me abrigar nos recônditos da tua memória
Pelos teus sentidos ser guardada
No fascinante sonho que me abriga
Fazer da mágica alquimia, um ritual.
Que eterniza esse amor, pela vida.

06 julho 2008

sábado, 5 de julho de 2008

“Indescritível sensação”



“Indescritível sensação”

Quando saiu assim sem palavras
Deixou em minha alma, fratura.
Meu soneto virou verbo passado
Pensei pra essa dor não haver cura

Mas não separo a poesia da prosa
Reconheço todas as rimas e vogais
Decorei teus caminhos, cordilheiras.
Sei, o mar que te levou, não volta mais.

Prossigo agora, procurando a saída.
Desse labirinto, de férreas emoções.
Cujas farpas marcaram com vergões

Se as lembranças irrigam minha vida
E um olhar suplicante quase escapa
Cevo as flores e sigo, rasguei o mapa.

17 junho 2008

quinta-feira, 3 de julho de 2008

"Libélula”



"Libélula”


Passeio por aí catando caminhos
Antigas pegadas (re) descobrindo
De inúteis floreios, esquivo-me.
Solitárias lembranças evadindo
Os sonhos sobem desfiladeiros
Paisagem (re) desenha a subida
A toda ventura da existência
Os pincéis da saudade dão vida
Agrada-me a idéia de pousar
Na janela aberta do seu coração
Misturar nossos versos e rimas
E brincar de dormir sua emoção
Beber nosso sonho gota a gota
Adocicar desse néctar o canteiro
Descansar de vez nosso cansaço
Colhendo amor puro e verdadeiro

24 junho 2008