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segunda-feira, 4 de agosto de 2008

domingo, 3 de agosto de 2008

sábado, 2 de agosto de 2008

“A toalha”



“A toalha”

Pela fresta da porta já vejo
Extasiada teu corpo moreno
E não posso negar que o desejo
Apossa-se do meu olhar sereno
Quero ser a toalha que envolve
Esse corpo que me rouba o sentido
Que penetra a mente, me absorve.
E faz do meu corpo teu abrigo.
Amor farto, que extravasa ternura.
Magistral toque, essa paixão.
Que propõe momentos de loucura.
Poe sempre em festa meu coração.
E em festa pomos nosso ninho.
Insanidade, fantasia, carne e unha.
E a toalha esquecida no cantinho
Do nosso amor, única testemunha...


21 julho 2008

sexta-feira, 1 de agosto de 2008

“Alimento”




“Alimento”

Pão e poesia,

é o que me sustenta.

O primeiro mantém o corpo,

o segundo a alma alimenta.

28 abril 2008

quinta-feira, 31 de julho de 2008

“Quando você voltar” (Rondel)




“Quando você voltar” (Rondel)

Quando você voltar
Meu coração adornará
E sob a luz do luar
Nossa chama acenderá

Aqui só encontrará
Muito amor pra te cuidar
Quando você voltar
Meu coração adornará

No céu do teu olhar
Minha emoção viajará
De emoção vou vibrar
Feliz a noite amanhecerá
Quando você voltar...

07 julho 2008

quarta-feira, 30 de julho de 2008

“Sem medida”




“Sem medida”

Sempre fui tua sem a menor reserva
Sem nenhum medo do sonho acordar
Umedeceste com caricias meu paraíso
Nessa paixão sem freio, me fez ancorar.
E mesmo sem conhecer a desembocadura
Mergulhei inteira e entregue em teus rios
Te endeusei nesse altar,te fiz dono de mim
E de nós nos fartamos, cegos, sem brios.
Na mesma medida que me amastes, te amei.
Por vezes te esperei, chovi tuas ascensões.
Em outras morri, na ampulheta do tempo.
Mas só te quero com eco no corpo e na alma.
Com a força e sutileza do primeiro toque
Fermentando emoções, real sentimento.


29 julho 2008

terça-feira, 29 de julho de 2008

“Um dia...”




“Um dia...”


Meu coração vadio, sempre acredita.
Que sou estrela, perdida no teu céu.
Impossibilidade desconhece nessa vida.
Expõe sempre a verdade, rasga o véu.

E se às vezes uma dúvida permeia
E a sensação é de nunca ter ancorado.
Se o horizonte de repente fica turvo.
Se o caminho me parece tão errado.

Aí o amor com a esperança traça plano.
Sem pudores, alimenta o amor insano.
Faz conchavo com a paixão que inebria.

Planta no chão do meu coração certeza.
Faz queimar a velha chama, ainda acesa.

E promete que será pra sempre, um dia.

13 julho 2008

segunda-feira, 28 de julho de 2008

domingo, 27 de julho de 2008

“Amor renascido”


“Amor renascido”

Esse meu coração tem saudade.
De tanta loucura inventada.
Do tempo que livre, sem grade.
Libertava a alma, encarcerada.
De quando no mesmo compasso.
Junto ao teu pulsava em paz.
Antes que errando o passo.
O barco ancorou noutro cais.
Mas amor grande e forte assim.
Não vai rio abaixo e se perde.
Pleno, adentra, renova em mim.
O viço desse ramo tenro e verde.
Que remodela paciente o jardim.
E o amor renasce ainda mais forte.


22 julho 2008

sábado, 26 de julho de 2008

"Somos um"




"Somos um"


Ah bom me confundir em teus poros.
Deixar que escorressem as palavras
Por entre viajantes, sequiosos dedos.
Que tocam sem pudor, o âmago de mim.
Nasça dos meus sentidos a heresia...
E assim, transbordando em delírios
Que eu floresça nua, em tuas mãos...

11 maio 2008



sexta-feira, 25 de julho de 2008

“Amor confessado” - Rondel




“Amor confessado” - Rondel

Amar, jamais será erro ou pecado.
Emoção que nos faz loucos, febris.
Sentir, que não pode ser controlado.
Sensação boa, de ser bem mais feliz.

Jamais vou negar o que sempre quis.
Meu corpo, ao teu corpo estar atado.
Amar, jamais será erro ou pecado.
Emoção que nos faz loucos, febris.

Quero me entorpecer desse cassis.
No teu abraço, ter o medo dissipado.
Vem sussurrar teus anseios mais sutis
Deixe aflorar, esse amor já confessado.
Amar, jamais será erro ou pecado.

08 julho 2008

quinta-feira, 24 de julho de 2008

“No brilho dos teus olhos”




“No brilho dos teus olhos”

Nesses teus olhos toda a vida
Nesse brilho que me ofusca
Olhar que é remédio pra ferida.
E com sede minha alma busca.
Que se confunde a paisagem
Que revela tanto mistério.
Leva-me a uma doce viagem.
Esse olhar profundo, etéreo.
E se a boca diz muito pouco.
Do que na realidade quer.
Seu olhar irreverente, louco.
Expõe toda verdade que houver.
Seus olhos são pura promessa.
De sonhos alimentados, ternos.
De uma viagem sem pressa.
Nos meus moinhos internos.


22 julho 2008

quarta-feira, 23 de julho de 2008

“Só pra mim” - Rondel




“Só pra mim” - Rondel

Ah... Um poema só pra mim.
Encharcado do mais sublime amor
E ao debruçar nos teus versos assim
Deitei nas rimas do poema sedutor

Levarei comigo pela vida, onde eu for.
Transformou todo o cinza em carmim.
Ah... Um poema só pra mim.
Encharcado do mais sublime amor

Em foz, os versos nasceram enfim.
Com a magia de um velho encantador
Cada letra abraçou, envolveu-me assim.
Derramou em meu olhar, luz multicor.
Ah... Um poema só pra mim.


10 julho 2008

terça-feira, 22 de julho de 2008

“Vem me amar”



“Vem me amar”

O meu coração já sabe que precisa do teu.
Sentir baterem juntos, mesmo compasso.
Alçar vôo livremente no infinito, o apogeu.
Na calmaria dessa brisa, achar teu braço.

Porque o calor do teu corpo aquece a alma.
Momentos loucos, desvario traz a memória.
No aconchego desse amor que nos acalma.
Embebemo-nos e escrevemos nossa historia.

Deixando a noite calma e plena nos envolver.
Da varanda, para os nossos lençóis sigamos.
E nos fartemos das delicias que inventamos.

Esse olhar mavioso, o gosto do beijo, o prazer.
O corpo febril e entregue, a pele de seda avisa.
Que é desse amor audaz, que o coração precisa.


20 julho 2008

segunda-feira, 21 de julho de 2008

“Nessas páginas”


“Nessas páginas”

Nessas páginas nossa história.
Cada linha, fala de nós dois.
E o tempo se fecha em mim
Nem quero imaginar o depois.
Prefiro a emoção que aflora
Viver cada círculo e contorno
Conjugar esse amor de agora
Em outra dimensão, o retorno.
Quero sim, os uivos matinais.
Registrar na página da memória
E nas entrelinhas dos meus ais
Declarar que somos nossa historia.


20 julho 2008

domingo, 20 de julho de 2008

NOSTALGIA – Trova




NOSTALGIA – Trova

Momento nostálgico, seu corpo ausente
Perdida madrugada, soltos pensamentos.
Etéreos, esvoaçam, caminham docemente
Buscam do teu coração, todos os fragmentos.


Maio / 2008

sábado, 19 de julho de 2008

“Cores em mim”




“Cores em mim”

Num cenário de neblina meus nós desfaço
Desmancho minhas teias, momento só meu.
Na véspera da dúvida os medos enlaço.
Liberto a alma presa, escondida no breu.

Escancaro a vontade, da navalha o verso.
São nuvens que acenam paisagem em mim.
Embrulho as palavras, sons num reverso.
E o dia acontece sem ruas, e sem fim.

Pra imensidão das horas, mostro a língua.
Nem deixo o desgosto me encostar na parede.
Brincando na chuva, vou matando a sede.

O arco-íris desenho, fica o cinza a míngua.
Viço na alma um jardim, rematizo as cores.
E negocio com o tempo pra minar as dores.

25.03.2007

sexta-feira, 18 de julho de 2008

“E agora?”




“E agora?”

Agora ouve meu coração,
Que te chama renitente.
Cada pegada e rastro,
Ele persegue insistente.

Esse coração que revela
Seu plasma sem segredos.
Que faz a paixão ardente,
Afugentar quaisquer medos.

Plantou clara certeza.
Redimiu toda a impureza.
Nossa vida cinzelou.

Faz-se lume em nossa estrada.
Tantas belezas tramadas.
Quando na aridez aflorou.

15 junho 2008

quarta-feira, 16 de julho de 2008

“Sempre haverá luz”







“Sempre haverá luz”

Visualizando universo fantástico
Transformei em versos num lampejo
Cada linha dessa vida adiada
Onde as minhas urgências, despejo.
E sigo transitando oscilante
Adentrando esse imenso labirinto
Assumindo todos os contrastes
E fico... Mesmo que partindo.
Trago do beijo de ontem o sabor
Que lamenta o existido e me devora.
Marchando nas avenidas do tempo
De sangrar saudade a alma chora.
Mas a obscuridade torpe não é tudo
Há promessa neste céu que ora reluz
E o sol, renovando compromissos.
A cada poente, eterniza intensa luz...


14 junho 2008

terça-feira, 15 de julho de 2008

"Retalhos da Alma"



"Retalhos da Alma"


Nos braços da poesia me desnudo
Singrando esses mares, verso livre.
Sonho audaz, num embalo absurdo.
Sem rota, nem direção, a alma vive.
A poesia me redime, pôe em festa.
O meu coração que é só harmonia.
Quando os versos entram pela fresta.
Toda a vida vira pura melodia.
Em rimas viscerais, vou caminhando.
Ecoando a voz nesse silencio profundo.
Os retalhos da alma, juntando.
Bordando versos, colorindo o mundo.


26 julho 2008

segunda-feira, 14 de julho de 2008

“Descortinando sonhos”




“Descortinando sonhos”

De dentro de mim os laços, desfio.
Descortino os sonhos, sigo a rima.
Buscando com sede de sobrevivência
Ânsias que a vida molda e repagina.
E se os massacrantes dias são de espera.
Cheios de palavras tortas, sem calor.
De falas sem ênfases e entrecortadas,
Ciclos não concluídos, silêncio devastador.
Então o amor chega solto, sorrateiro.
Vestindo de ilusões os dias vãos.
Arrastando pra bem longe o desvario.
Embalando meus versos, hoje sãos.
É árvore centenária, viçosa e frondosa.
Deu ao poema represado, fala forte.
Refletiu dos dias verdes, todo o viço.
Hoje os rios dos meus sonhos, já têm norte.


12 julho 2008

domingo, 13 de julho de 2008

“Alimento”






Poetrix –

“Alimento”


Pão e poesia, o que me sustenta.

O primeiro mantém o corpo,

o segundo a alma alimenta.


março 2008


sábado, 12 de julho de 2008

“Vai o barco”




“Vai o barco”

Por entre a neblina
segue tépido
Distante da margem,
vencendo as marés.
Enquanto no cais...
Meus olhos divisam
peito arfante, seu deslizar.
O sol vai embora
deixando resquícios
Raios vermelhos
na proa imponente.
E a lua...
Vem compactuar
com a solidão da praia...
Agora distante...

19 junho 2008

sexta-feira, 11 de julho de 2008

“Nesse lugar”

“Nesse lugar”

Quando vejo esse cenário magistral
De tantos beijos, testemunha muda.
Redesenho na mente a paisagem.
Lembranças que meu coração, desnuda.
Aí escrevo versos, prosas, rimas.
Tentativa louca e sutil de te trazer
Na amplidão do teu abraço mergulhar
Nos teus límpidos olhos me perder.
Me esmero cada dia em te lembrar
E parece que sinto o terno afago
Do amor que borda as cores desse mar
Aqui os ritos da saudade se repetem
Desfilando tantas cenas na memória
Dessa areia, cada grão, diz nossa história.

06 junho 2008

quinta-feira, 10 de julho de 2008

“Retrocesso”




“Retrocesso”

Caminhava só, arrebanhando sonhos.
Sentindo nos pés, o beijo raso do mar.
Querendo no corpo o frescor da brisa
E num abandono a alma escancarar...

O mar traz de volta momentos vividos
Quando teu calor, derretia a solidão.
O colo onde repousei minha insensatez
Chamou exigente, rastejando atenção...

Submissa, atendo o chamado incontido.
Porque meu coração todo o tempo queria
Essa brincadeira de laço, esse jogo.
E te dar como premio mais fina iguaria.

Quero-te outra vez salivando meus rios
Quando na tua boca, me perdia confusa.
Quando mãos doces e atrevidas buscavam
Todos os caminhos, dentro da minha blusa.


21 junho 2008

quarta-feira, 9 de julho de 2008

“Estilhaços”




“Estilhaços”

Sonho quebrado tem gosto de nada
Vem em queda livre toda fé abalar
É olhar frio, marejado e soturno.
E silêncios consentidos a ecoar
È do poema o verso já passado
Que ficou sem desfecho, sem rima.
Ardor na pele farta de esperas
Nó na garganta que nunca termina.
É preciso tempo, bem mais que esse.
Pra colar os cacos, seguir em frente.
Imbuir-se de um novo sonho infantil
Deixar-se arrastar noutro vento dolente.
Haverá um tempo só de lembranças
Cenas que se foram qual filme antigo,
E a noite pesará sobre as pálpebras
Acordando o sonho adormecido.


27 junho 2008

terça-feira, 8 de julho de 2008

“Depois que você se for” (Rondel)




“Depois que você se for” (Rondel)

Depois que você se for
O sonho fugirá de mim
Vai inundar meu interior
Uma tristeza sem fim

Prenunciando esse fim
O silencio grita a dor
Depois que você se for
O sonho fugirá de mim

A poesia ficará vaga
Desprovida de esplendor
Meus versos não dirão nada
Ficará ferido meu amor
Depois que você se for...

07 julho 2008

domingo, 6 de julho de 2008

“ Tua imagem”




“ Tua imagem”

Audaz, trago comigo tua imagem.
Meus dedos em sonhos, (re) desenham.
E mesmo sabendo-o tão distante.
Reticentes, coração e alma te chamam.
Te chamo assim, de pudores despida
Atando-me ao que sempre foi tão meu
Percorrendo levemente os teus traços
Passivamente, subjugando meu eu.
Para dentre as frestas do teu silêncio
Ver sair das brumas nossa historia
Pra vigiar de novo teu sono sereno
Me abrigar nos recônditos da tua memória
Pelos teus sentidos ser guardada
No fascinante sonho que me abriga
Fazer da mágica alquimia, um ritual.
Que eterniza esse amor, pela vida.

06 julho 2008

sábado, 5 de julho de 2008

“Indescritível sensação”



“Indescritível sensação”

Quando saiu assim sem palavras
Deixou em minha alma, fratura.
Meu soneto virou verbo passado
Pensei pra essa dor não haver cura

Mas não separo a poesia da prosa
Reconheço todas as rimas e vogais
Decorei teus caminhos, cordilheiras.
Sei, o mar que te levou, não volta mais.

Prossigo agora, procurando a saída.
Desse labirinto, de férreas emoções.
Cujas farpas marcaram com vergões

Se as lembranças irrigam minha vida
E um olhar suplicante quase escapa
Cevo as flores e sigo, rasguei o mapa.

17 junho 2008

quinta-feira, 3 de julho de 2008

"Libélula”



"Libélula”


Passeio por aí catando caminhos
Antigas pegadas (re) descobrindo
De inúteis floreios, esquivo-me.
Solitárias lembranças evadindo
Os sonhos sobem desfiladeiros
Paisagem (re) desenha a subida
A toda ventura da existência
Os pincéis da saudade dão vida
Agrada-me a idéia de pousar
Na janela aberta do seu coração
Misturar nossos versos e rimas
E brincar de dormir sua emoção
Beber nosso sonho gota a gota
Adocicar desse néctar o canteiro
Descansar de vez nosso cansaço
Colhendo amor puro e verdadeiro

24 junho 2008

sexta-feira, 27 de junho de 2008

“Avesso de mim”



“Avesso de mim”

Nem mesmo a assustadora simetria
De quando caem os sonhos,
Um a um assim, cadenciados.
Nem mesmo a metafísica
Incompreensível e inaceitável
Que desnorteia horizontes
Que anoitece minhas madrugadas.
E em solo, a performance do ato
Acontece à minha revelia.
São só paisagens mortas
Às margens de sonhos subvertidos.
Talvez me leve às lagrimas.
Perolas que se perdem
Quando escorrem pelo rosto.
Mas não me adiam.
Porque sou terra calcinada
Beijada pelo sol da manhã.
E o sonho...
Página virada de livro que não li.
Desfecho de filme que não vi.
Versos que não escrevi...
E me vejo aqui.
Delineando minhas vontades.
Meu retrato (re) desenhando.
Ainda assim aconteço.
Apesar de...

23 junho 2008

quinta-feira, 26 de junho de 2008

terça-feira, 24 de junho de 2008

“No grande mar”



“No grande mar”

Seu amor acalanta, sou feliz por saber.
Que a certeza vem, e o medo fenece.
Porque ainda que tão indigna e culpada
A chance de ser livre e feliz me oferece.

O seu amor que é lenitivo, me limpa.
Da triste culpa, e de todos os fardos.
Esquecidos no fundo do mar imenso.
Todos os meus erros estão enterrados

Com o ouvido constantemente atento
Só preciso pedir, e me limpa do mal.
Devolve-me o sono, me dá segurança.
Não preciso temer a culpa abissal

Porque o Senhor do mar um dia me amou
E de braços abertos sempre me esperou
Deu-me paz, quando meu “ser” renovou.
Pagando meu debito, da morte me salvou.

22 junho 2008

segunda-feira, 23 de junho de 2008

“O que ficou” - Série Indriso



Série Indriso

“O que ficou”

Sentimento de amor compilado
Fervor nas palavras sentidas
Momentos intensos de nossas vidas

O que desejamos é o que somos
Grandes amigos, quentes amantes.
No coração amores incessantes

Com afinco, construímos juntos, a certeza.

Que a vida nos reserva, sempre doce surpresa.


domingo, 22 de junho de 2008

“A velha chama” - Indriso




“A velha chama” - Indriso

Ah esse coração, moleque trigueiro.
Faz do amor, um sentimento brejeiro.
Que provoca o incandescente lirismo.

Reascende a velha chama sutilmente
Marca com fogo a pele vorazmente.
No corpo e na mente faz reboliço.

Justifica a insensatez do destino.

Traz a tona, a pureza do menino.


Junho 2008

sábado, 21 de junho de 2008

sexta-feira, 20 de junho de 2008

“Permuta”



“Permuta”

Fui permutando com o tempo
Quando o tive entre os dedos
Obstinada, reinventei a poesia.
Sussurrando a sós, meus medos.
Sem dó o verso contorcionista
Laça os dias, encurta os momentos.
Segue soletrando pesadelos
Veste o avesso dos sentimentos
E quando contra mão da vida
Sou vontade de não existir
Aí me prendes nos teus versos
E esquadrinhas meu sentir
Abre as comportas da fome
Que alem do ventre se instala
Faz barulho em meus silêncios
Em minhas margens resvala
Nas clareiras instaladas
Alimentas o fogo que crepita
E Rainha de tuas noites
Abençôo o sopro da vida.

02 março 2008

quinta-feira, 19 de junho de 2008

“Meu caminho”




“Meu caminho”

Caminho por mim...
Vestindo as cicatrizes
E sigo...
Ainda que o sol esconda
Seu brilho
E que a lua se recuse
A iluminar a noite.
E mesmo que meus olhos
Fiquem turvos
Sigo...
Expandindo-me
Sobrevivendo a loucos vendavais
Que desarrumam tudo dentro
Vou...
Na bagagem os velhos sonhos
Refletidos no brilho dos olhos
Porque coração
É menino vadio
Alma navegante
Que caminha errante
Mas sabe o que quer...
Quer voltar pra casa.

21 março 2008

quarta-feira, 18 de junho de 2008

“Amei demais”




“Amei demais” Indriso

Fiz de voce a vida dos meus versos.
A alma do meu corpo…Sonho abençoado.
Brisa saudável, oxigenando meu prado.

Um feitiço bom, ternura que me abrigou,
Fantasia carpida, onde me embrenhei
Alvorada da vida, sonho que acalentei.

Numa praia qualquer, o amor ficou esquecido.

Ancorado no nada, hoje é barco perdido…


16 junho 2008

terça-feira, 17 de junho de 2008

Da janela - Série Poetrix



Poetrix
"Da janela"


Quando o sol da manhã despeja sua luz.
A vida começa daí aconteço.
Da minha janela, quanta vida.

Junho / 2008

segunda-feira, 16 de junho de 2008

"Intrusa"





"Intrusa"

Tem uma moça morando aqui em mim.
Grávida de uma ternura maltrapilha.
Vai multiplicando meus eus...
Brincando de ferver minhas artérias.
Desavisada, percorre espaços fechados.

E pela destreza com que caminha,
Dá pra ver que chegou há algum tempo.

Abre portas trancafiadas.
Eriçando as próprias vontades.
E segue soprando afetos.
Minando a lucidez desse mundo.
No campo das emoções faz sua cama.
Aduba de sonhos seu chão.
Onde florescem indóceis todas as sensações.
Mas essa estrada se faz longa demais
E antes que escancare minhas historias...
Antes que desnude minha alma.
Antes que exponha meus desejos...
Antes que morra de amor...
É preciso que alguém lhe diga...
Que há mistérios em cada sílaba.

É preciso que alguém a segure.


Em 07/12/2006






sábado, 14 de junho de 2008

“Sua melhor prenda”




“Sua melhor prenda”

Quero, do teu pampa ser a melhor prenda.
Vivendo esses momentos pressentidos.
Sorrateira, tomar teu corpo, como um templo.
Roubar com toque de malicia teus sentidos.

Deixar teu corpo, fazer do meu, o seu cais.
Enquanto a lua ejacula brilho e esplendor
Cena rara que enquadro na memória
Emoldurando também raro e puro amor

Quero batendo manso e extasiado o coração
Flor, perfumando e viçando meu jardim.
Quero essa certeza etérea, porem palpável.

De desvendar tuas magias, teus mistérios.
Quero meus pés, passos firmes na tua estrada...
E renovando a vida, quero o sonho viável.

06 maio 2008

sexta-feira, 13 de junho de 2008

“Trouxe-te essa flor”






“Trouxe-te essa flor”

Trouxe-te essa flor porque acredito.
Na força de um gesto de carinho.
Que reforça os laços que nos unem.
Anima-nos a continuar no caminho.
Mesmo que o dia se mostre tímido.
E a escuridão traga o medo furtivo.
Com flores tudo se encanta e sorri.
Seu perfume, das dores é lenitivo.
Nesse mundo frio girando em redor.
Daremos cor a esse cinza clandestino
Façamos valer, pra que seja melhor.
Que as flores dêem vida a cada destino.

16 maio 2008


quinta-feira, 12 de junho de 2008

“Amor é tudo”


“Amor é tudo”

Sempre vale a pena amar
E em qualquer fase da vida
Porque o amor não tem dono
E às vezes é docemente insano
O amor é a “perola da ostra”
Do poema é o verso, a rima.
É rosa azul de rara beleza
Seu teor não há quem defina
É a originalidade da historia
Oásis e abrigo em pleno deserto.
Minúcias avaliadas pelo tempo
Que sonda e valoriza cada afeto.
É a intensidade de cada olhar
Onde conscientes, nos perdemos.
Da alma espreme, beleza e desejo.
Extravasa aquilo que já sabemos.
É farol que mostra o caminho
Doce realidade às vezes inventada
O afago tão necessário e esperado
É proteção... Ternura abençoada

12 junho 2008

quarta-feira, 11 de junho de 2008

“Fogo no olhar”






“Fogo no olhar”

Quero o presente inaugurado em flores
Esse enroscar de corpos e almas presas.
Quero o fogo que promete nas madrugadas
Sem pudor, escancarar nossas certezas.

Quero o sonho que abre um jardim na alma
Onde colho poesias que enchem de beleza
Que apascenta os bichos das minhas selvas
Quero toda euforia a perfumar com leveza.

Quero o beijo que o tempo tardio devorou
Os teus transeuntes quero nas minhas ruas.
Toda festa e folia que dissipa a tristeza.

Quero a pele dourada, que o sol beijou.
Flores vicejando, a emprestar delicadeza.
E no olhar, pra sempre essa chama acesa.


Junho / 2008

terça-feira, 10 de junho de 2008

domingo, 8 de junho de 2008

“Queria não sentir”


“Queria não sentir”

Se pudesse ignorar o que sinto aqui dentro
O que me toma inteira, fingir que não vejo.
Viajaria certamente nas asas desse vento.
Permutaria com a vida, esqueceria o desejo.

Mas oscilam os ventos em direções incertas.
O que me leva a você é o mesmo que te traz.
Diluo nossos segredos em palavras dispersas.
Tentativa inútil, de recobrar a antiga paz.

E quando me vem com olhar de mormaço.
E me toca assim, o coração perde o compasso.
Perco o chão, me entrego, me faz vulnerável.

Agora esquecer, já parece inconveniente.
E adiando a partida, que era iminente.
Assumimos esse querer inconfessável.
Maio/2008

sexta-feira, 6 de junho de 2008

"Nos teus olhos"



Poetrix


"Nos teus olhos"


No brilho dos teus olhos, perco a altivez...
Não sei se me encontro,
Ou se me perco de vez...

Maio / 2008


terça-feira, 3 de junho de 2008

“Irremediavelmente tua”




“Irremediavelmente tua”

Mágico assim, sob a luz da lua.
Envolvendo todos os meus silêncios
Apareceste manso, e sorrateiro.
Invadindo meus sonhos tão intensos

Numa serena maré, calma, envolvente.
Deixei-me ir, desejando o mesmo intento.
Hipnotizou-me esse olhar inebriante
Arrastou-me sutilmente mar adentro.

Desenhei-te na noite, te escondi em mim.
Nessa ânsia de querer-te mais e tanto.
No espaço infinito, entre riso e pranto.

Vem... Que já te sinto aqui em mim
E vislumbro passos firmes descobrindo.
O que já é teu, tomando , possuindo...

Abril / 2008

domingo, 1 de junho de 2008

"Ainda"



"Ainda"

Ainda que nunca mais ouça minha voz.
Ainda que se calem as madrugadas.
Ainda que tente burlar teu interior.
Não vai se esquecer de mim...
Porque vivemos um grande amor.
Ainda que os sonhos fiquem lá no passado.
Ainda que o futuro jamais realize os planos.
Ainda que a roupa vermelha perca a cor.
Não vai se esquecer de mim

Porque vivemos um grande amor...
Ainda que a ausência fira sem piedade.
E cada dia, seja mais intensa a saudade.
Ainda que nunca admita essa dor.
Não vai se esquecer de mim.
Porque vivemos um grande amor...
Ainda que não pouse o olhar nesse poema.
Ainda que se esforce, e forje falsa alegria.
Não vai se esquecer de mim.
Porque estarei pra sempre, na tua poesia.



Abril / 2008